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CAIXA CONFIRMA SEU COMPROMISSO COMO ÓRGÃO PÚBLICO
Em 2006, a Caixa Econômica Federal, através de uma parceria com o UniEthos - organização do Instituto Ethos voltada à educação para responsabilidade empresarial e desenvolvimento sustentável -, dará continuidade ao desenvolvimento de programas de capacitação que visa acelerar o processo de mudança de cultura da gestão de negócios, por meio da incorporação dos valores e práticas da responsabilidade social empresarial e do desenvolvimento sustentável.
"Tivemos um avanço bastante significativo em ações sociais desde 2003. Com a chegada deste Governo, conseguimos incorporar boas práticas de responsabilidade sócio-ambientais à nossa gestão. O grande desafio, que também funciona como um diferencial, do nosso trabalho é a não centralização. Cada uma das áreas se apropria de ações que se adequam ao setor", avalia Tânia Cristina Barros de Aguiar, gerente nacional de planejamento empresarial da Caixa.
Coube ao departamento de Recursos Humanos, por meio do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) - originado na negociação coletiva entre a CEF e as entidades representativas, que afetam todos os empregados -, permitir que o Programa de Assistência Médico-Supletiva fosse assegurado pelo pagamento de uma mensalidade única para o grupo familiar, assim considerado o titular e dependentes diretos, inclusive companheiro do mesmo sexo. "Nós somos o primeiro banco público brasileiro a oferecer aos companheiros homossexuais dos nossos empregados os mesmos benefícios concedidos aos parceiros dos heterossexuais", relata Tânia Cristina, que também considera a decisão muito corajosa e isenta de preconceitos.
A área de marketing, por sua vez, atuou em várias frentes, uma das que merece destaque é o patrocínio aos paradesportistas. Entre os meses de janeiro de 2003 e junho de 2005, as loterias da Caixa destinaram R$ 30 milhões ao Comitê Paraolímpico Brasileiro e a verba tem o objetivo de custear as atividades deste e conceder bolsas a 200 atletas e técnicos. Tânia enaltece o mérito desta iniciativa alegando que dificilmente uma empresa associa sua imagem aos portadores de deficiência física. Além disso, aponta que a instituição não tem como objetivo apenas patrocinar, a intenção é de também criar projetos de assistência para essas atletas.
Por meio de pa-trocínios a eventos e projetos de cultura e pedagógicos em todo o País, a CEF pretende apoiar instituições culturais abertas à comunidade, de direito público ou privado, sem fins lucrativos, visando à promoção, à preservação e à divulgação do patrimônio cultural brasileiro. A intenção do programa revela-se na intenção de resguardar e difundir para todas as camadas sociais a produção cultural brasileira.
"O grupo de marketing desenvolveu também o Projeto Artesanato Brasil com Design que tem como principal objetivo apresentar às comunidades artesãs um contato maior com as noções de design", explica a gerente de planejamento. São oferecidas oficinas e palestras para incentivar a produção, além de fornecer máquinas e ferramentas. A intenção, além de promover o fomento à atividade local, é movimentar toda a cadeia produtiva, desde a criação do produto artesanal, a partir da união artesãos e designers, área venda para Caixa dos brindes resultantes da parceria.
A instituição bancária também patrocinou o livro "Um Abraço, Betinho", primeira obra realizada a partir do arquivo pessoal do sociólogo Hebert de Souza. Com o apoio da Instituição, o livro foi organizado pelas pesquisadoras Dulce Pandolfi e Luciana Heymann. O lançamento, ocorrido no último mês de dezembro, marca o compromisso, firmado em 2003, de cooperação para resgatar, preservar e divulgar a memória de Betinho, grande inspirador do trabalho efetuado na Caixa na redução da exclusão social. Não deixa de ser uma forma de incentivo para que as pessoas continuem o debate sobre a solidariedade, que Betinho idealizou. O livro tem também a meta de atualizar os debates que Betinho animou e para conhecer, ou reviver, a criatividade, o entusiasmo e audácia com que enfrentou os problemas do país, bem como suas dificuldades pessoais. O banco patrocinou a produção da publicação, e também foi responsável pela organização e sistematização do acervo do sociólogo.
Outra iniciativa é o Programa Adolescente Aprendiz, em parceria com entidades especializadas - entre elas as escolas La Salle e Jerônimo Candinho, situadas em Brasília -, a Caixa investe na capacitação de jovens em serviços bancários e administrativos. "Temos o compromisso de contribuir na formação de adolescentes de baixa renda. É uma ação belíssima que tem a intenção de dar suporte e prepará-los para o mercado de trabalho", relata Tânia Cristina. Cada adolescente tem um orientador, devidamente empregado no banco, que além de aplicar-lhe os módulos de avaliação quanto ao aprendizado dos serviços bancários e administrativos, na maioria das vezes, auxilia também na condução para a vida cidadã. Ao final do 3º trimestre de 2005, a instituição já contava com mais de 3.000 adolescentes aprendizes e preocupada com os seus aproveitamentos no mercado de trabalho, realizou um encontro com vários fornecedores, na presença de representantes do Ministério do Trabalho que atuam no Programa do Governo Federal Primeiro Emprego, objetivando sensibilizá-los para o aproveitamento dos jovens em seus quadros de pessoal, após o término dos contratos. Participam do programa jovens com idade entre 15 e 16 anos e 5 meses, que estejam cursando regularmente pelo menos a sétima série do Ensino Fundamental e sejam de famílias com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo. Após os dois anos de duração máxima da participação no programa, o adolescente recebe um certificado de qualificação profissional em serviços bancários e administrativos.
Mobilizados de forma estruturada para práticas de voluntariado e cidadania com foco em solidariedade e inclusão social, os funcionários da Caixa contribuem para o Programa de Voluntariado, com projetos ainda em desenvolvimento. As ações estão direcionadas para os projetos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio contribuindo para a erradicação da extrema pobreza; garantia de sustentabilidade ambiental e estabelecimento de parceria mundial para o desenvolvimento e são pautadas nos preceitos e valores do Código de Ética, de forma a resguardar a instituição bancária de atitudes inadequadas a sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. "A Caixa procura manter um diálogo com as suas partes interessadas, colocando a ouvidoria à disposição dos cidadãos apara a coleta de elogios, denúncias, críticas, reclamações e sugestões pela Internet e central de atendimento telefônico", explica Tânia Cristina.
A Instituição dispõe ainda de um Comitê de Política Ambiental, de caráter permanente e multissetorial, visto que compreende 19 áreas da empresa que recebem capacitação do Ministério do Meio Ambiente. Entre algumas das medidas, está a elaboração do Programa de Racionalização de Gastos e Desperdícios (PROGED), objetivando proporcionar a análise e o equilíbrio o nível de gastos administrativos à sua real capacidade de geração de receitas operacionais. A campanha denominada "Imprima Respeito à Natureza" e o projeto "Ilhas de Impressão", por exemplo, são direcionados para a sensibilização dos diversos colaboradores da Caixa na preservação ao meio ambiente e a disseminação da cultura do gasto inteligente com a economia de recursos de impressão, principalmente papéis e cartuchos de toner e tinta. Essa economia proporcionou à instituição, até o 3º trimestre de 2005, a economia de R$ 274,1 milhões, superando em 9,63% a meta estabelecida para o ano inteiro.
"O mais importante quando falamos em racionalizar, não é apenas a redução dos custos, a conscientização ambiental também é realmente significativa para nós", enaltece a gerente de planejamento. Outra iniciativa que reflete a importância com o meio-ambiente é a implementação do Programa de Apoio à Gestão de Cooperativas e Associações de Materiais Recicláveis - Pró-Catadores proporcionando, além da inclusão social das famílias dos catadores de materiais recicláveis, a geração de trabalho e renda com atuação junto a prefeituras e comunidades, direcionando a atividade dos técnicos sociais.
O engajamento da Caixa em práticas sócio-ambientais reflete a dimensão que estas questões estão ganhando nos dias atuais. "Há um movimento amplo no mercado agora que as empresas entenderam a importância das ações sociais e da sustentabilidade", acredita Tânia Cristina. |
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