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Os Vingadores nos salvarão sempre (WarRoom)?

Fernando Oliveira, CTO da SEC4YOU Fernando Oliveira, CTO da SEC4YOU

Prevenir e estar preparado para uma crise é muito melhor do que reagir

Fernando Oliveira(*)

Há 20 anos, o número de incidentes e instabilidades em ambiente produtivo era maior do que atualmente. Lembro-me como se fosse ontem do rotineiro episódio: minha esposa tentando dormir e eu, o “Geek”, falando ao telefone e utilizando o notebook freneticamente para resolver tais incidentes. 

Hoje, nossos skills, processos e tecnologias evoluíram muito, diminuindo consideravelmente o número de incidentes. Porém, devido a essa mesma robustez que nos proporciona altíssima eficiência, ao ocorrer uma simples indisponibilidade (“Outage”), os desdobramentos são bem maiores. Significando, por exemplo, a perda de milhares de clientes! 

Olhando para este panorama, aponto dois itens para as organizações ficarem atentas.  Apesar de ser um super fã dos super-heróis e as suas “WarRooms” no mundo das histórias em quadrinhos, eu tenho outra perspectiva no mundo real dos negócios.

WarRoom, todos os seus super-heróis reunidos para salvar o seu mundo!

Também conhecida como Sala de Crise, a WarRoom é normalmente utilizada pelas organizações em momentos que envolvem algum assunto crítico, que pode até ser algum incidente. Neste momento são reunidas pessoas chaves com o conhecimento necessário para solucionar o determinado desafio, os quais tornam-se os super-heróis da organização.

Este tipo de ferramenta é uma faca de dois gumes. Quem me conhece sabe que a palavra WarRoom irá arrancar uma expressão não muito amigável em minha face, pois vejo aos longos dos anos que este conceito não é usado corretamente, tornando-se algo muito nocivo para as organizações e os seus colaboradores.

Vamos refletir:

  • Eu vivo em um WarRoom, disse o Hulk, este é o meu segredo.

Este cenário é muito perigoso, a organização precisa ter um critério, bem definido e estabelecido. Os seus Super-Heróis, profissionais, não querem viver em um WarRoom. Afinal, é muito desgastante! Fatalmente, em médio e longo prazo eles irão deixar essa organização em busca de algo mais saudável e planejado.

  • Tem um carro estacionado na minha vaga e eu trouxe o Thor para retirar ele de lá. 

O deus do Trovão não ficará contente se você o colocar para fazer uma atividade que não lhe compete, só por causa da sua super-força. A organização precisa estabelecer papéis e responsabilidades (quem e quando) para acionar seus profissionais.

  • Eu não consegui fazer nada! Estava em WarRoom, junto com o Capitão e o Homem de Ferro.

Uma organização que usa de forma demasiada e sem critério o recurso do WarRoom está fadada a este tipo de situação e, ainda, a ouvir frases como essa: “Não poderei entregar o projeto no prazo, estava no WarRoom”.

E, quando os nossos heróis não estiverem lá?

As organizações precisam repensar alguns pontos quando falamos dos super-heróis, os famosos salvadores da pátria. Já pensou em um mundo sem super-heróis? 

Mais uma vez, convido você a refletir: 

  • O WarRoom como já vimos pode ser nocivo, porém a cultura dos super-heróis também!

Uma organização com super-heróis que são acionados a toda e qualquer crise, terão não só a desmotivação desses heróis, como também dos outros membros da equipe que se sentiram menosprezados e sem valor. A cultura da colaboração é muito mais poderosa que a do super-heróis.

  • Entenda o seu passado para direcionar melhor o seu futuro.

Busque a origem do problema, entenda e planeje, sem contar com o seu super-herói. Claro, que este caminho é mais longo e árduo, porém o resultado será duradouro e harmonioso.

Vamos reagir à uma crise ou nos prevenir de uma crise?

Prevenir e estar preparado para uma crise é muito melhor do que reagir, o que com certeza deixará alguns danos e efeitos colaterais.

Agora deixo a minha pergunta: A sua empresa prefere reagir ou prevenir?

(*) CTO da SEC4YOU

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