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Big Data eleva agilidade e precisão nos processos organizacionais

Eder Balbino, executivo de Big Data da Algar Tech Eder Balbino, executivo de Big Data da Algar Tech

Tecnologia detecta padrões e exceções que suportam a tomada de decisões

A complexa tecnologia que se convencionou designar de Big Data pode trazer, na prática, um sem-número de benefícios para as empresas dispostas a abraçá-la. De saída, ela permite estabelecer previsões, encontrar padrões e descobrir associações, o que pode transformar diversas etapas dos processos organizacionais, reduzindo a interferência humana e gerando agilidade e precisão.

Mais pormenorizadamente, como situa Eder Balbino, executivo de Big Data na Algar Tech, o emprego destas técnicas pode ter, em síntese, duas finalidades. Primeiramente, trata-se de revelar padrões que apoiam o processo decisório no trabalho de gestão. Em segundo lugar, busca-se automatizar a interação entre pessoas ou equipamentos através de modelos sofisticados que preveem cancelamentos, falhas e compras, em meio a outros eventos. “Estes recursos, enfim, possibilitam antecipar ações e tomar a melhor decisão. Nesse sentido, a integração com os processos de BPM (Business Process Management) pode ser intensa”, afirma ele.

 Com estes escopos, portanto, o Big Data propicia o aprimoramento das políticas de governança no ambiente corporativo, dando suporte às áreas de gestão de riscos, controles, “compliance” e auditoria das organizações.

Afinal, embora a principal característica desta tecnologia seja encontrar padrões, o fato é que as exceções também podem ser detectadas. Assim, ilustra o especialista da Algar Tech, é possível rastrear fraudes e prever panes de equipamentos, apontar clientes que se tornarão inadimplentes ou ficarão insatisfeitos com a qualidade dos serviços, além de se perceber comportamentos inadequados de colaboradores.

Todas estes são exemplos de funcionalidades de Big Data que podem ser implementadas em diversas plataformas existentes, gratuitas ou comerciais. “Vale ressaltar que o mercado tem enxergado mais aplicações no contexto de clientes. Contudo, os recursos podem também ser utilizados para analisar concorrentes, dispositivos, funcionários e qualquer outra unidade de observação”, enfatiza o entrevistado.

Por fim, do ponto de vista estritamente técnico, Eder Balbino assinala que o Big Data pode ser considerado um salto de qualidade na área de “analytics” única e exclusivamente devido às tecnologias “in-memory”, como bancos de dados, ferramentas de visualização “in-memory” e pelo Hadoop (capacidade de processamento de “petabytes” através de múltiplos servidores). “Porém, o que se faz com os dados continua dependendo de técnicas descobertas há décadas, como redes neurais, regressões e análise de ‘cluster’, entre muitas outras”, ressalva ele.

 

 

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