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TransUnion amplia e consolida presença no Brasil

Cláudio Pasqualin, diretor de Produtos da TransUnion no Brasil Cláudio Pasqualin, diretor de Produtos da TransUnion no Brasil

Múlti americana aperfeiçoa inteligência em banco de dados, apoiando a tomada de decisões

No Brasil, todos os grandes bancos são clientes da TransUnion, assim como a maior parte das instituições financeiras médias. Das 20 maiores seguradoras, 17 são suas clientes. Entre as operadoras de telecomunicações, metade delas emprega soluções da desenvolvedora. Além disso, ela fornece soluções, dados, inteligência e plataformas para auxiliar a tomada de decisão nas áreas de crédito, risco, cobrança, marketing e prevenção à fraude em empresas do varejo, utilities e escritórios de advocacia que trabalham com cobrança. 

Em 2016, a TransUnion divulgou, nos Estados Unidos, uma receita de US$ 1,704 bilhão vinda de suas operações. No Brasil, a múlti não revela dados financeiros. Mas conseguiu manter constante o seu crescimento em nosso mercado, ainda que o país enfrente um período de instabilidade econômica, com retração dos negócios. 

Ampliando sua atuação, a TransUnion adquiriu a Crivo em 2011 e, um ano e meio depois, incorporou a ZipCode. Juntas, as companhias passaram por mudanças de cultura, adaptação de funções e de pessoas até juntar todos fisicamente em uma mesma sede. “O portfólio foi ajustado para se adequar às características de cada uma das empresas”, comenta Cláudio Pasqualin, diretor de Produtos da TransUnion no Brasil. 

Conforme o entrevistado, a companhia hoje possui uma base de dados rica, que apoia decisões em um amplo universo de organizações. Foi a partir daí que a múlti partiu para diversificar sua oferta. “Se somos capazes de enriquecer dados para clientes e empresas tomarem decisões, por que não enriquecer nossa própria base de dados? Começamos a aplicar analytics sobre essa base. Fazendo uma analogia, começamos a acrescentar colunas nas tabelas. Hoje temos ótimos estimadores de renda e de faturamento de empresas e score de crédito”, observa. 

Batizada de Score 3D, a solução fornece a informação baseada em dados alternativos, ou seja, dados da TransUnion e dados públicos. “Com analytics e score de crédito, a ferramenta usa uma nova dimensão de informação, a terceira, que não era comumente aproveitada pelo mercado. Isso está sendo utilizado para geração de leads mais qualificados nos setores de telecom e de seguros”, informa Pasqualin. A solução foi lançada em 2015. “Estamos investindo em dados alternativos. A informação digital que está disponível no mercado consolida e enriquece nosso banco de dados”, salienta. 

Apoio na prospecção de consumidores 

Em sua atuação global, a TransUnion considera ser essencial auxiliar seus clientes na prospecção qualificada de novos consumidores, com análise de dados alternativos para verificação de risco, gestão do portfólio de clientes, recuperação de dívidas, autenticação de identidade e prevenção a fraudes. 

A linha mais recente de produtos, de verificação digital, é a IDVision, que analisa o comportamento digital do consumidor ou empresa, com mais de mil pontos relacionados a estas informações. O objetivo do Digital Verification é combater a fraude com a redução da necessidade de revisões manuais. 

Pasqualin explica que a tecnologia fornecida pela TransUnion, quando embarcada no site do cliente, o ajuda a identificar o dispositivo de acesso a qualquer canal digital on-line: celular, computador ou tablet. Assim, está apta a proteger um e-commerce, um site do banco ou seguradora, confirmando a identidade do cliente. “É possível verificar a localização da máquina e qual o número da visita daquele IP ao site. Milhares de tipos de informação são avaliados por redes neurais que determinam a probabilidade de existir uma fraude”, frisa. 

Falando do cenário de transformação vivido pelas organizações, o entrevistado nota que, no mercado financeiro, o conceito de “banco digital” está cada vez mais disseminado. Ele conta que já há alguns anos emprega a expressão “mundo digital” e reforça esta vertente com abordagens paperless e effortless. “Quero ajudar meu cliente a fazer negócios sem papel e com pouco esforço”, resume. 

Indo por esse caminho, os bancos começaram a criar seus canais digitais e mobile. As seguradoras, de seu lado, também entraram nessa onda, mesmo com as resistências que ainda existem no segmento. Por fim, as fintechs estão ajudando a consolidar essa tendência. “Elas entram como desafiantes nesse mercado”, nota o diretor. 

Pasqualin lembra que a situação das fintechs no Brasil é muito diferente do que se verifica nos Estados Unidos: “A capacidade de obter investimentos (funding) nos EUA é muito maior. Aqui é bem mais difícil. Já vimos situações nas quais o banco acaba se tornando um parceiro necessário. A impressão que dá, olhando de fora, é que os bancos estão observando e se aproximando para poder incorporar novas tecnologias ao seu poder de fogo”. 

Falando, em termos comparativos, sobre a simplicidade e agilidade trazida pelas fintechs, Pasqualin pondera que, na verdade, não é mais preciso manter todo o back-office característico das grandes instituições para atuar hoje na indústria financeira. Além disso, com o avanço das startups, o fato é que as próprias empresas de TI acabam por perder fatias do mercado, conclui o executivo. 

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