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Falta de talentos prejudica crescimento do setor de TI

Falta de talentos prejudica crescimento do setor de TI

O mercado de trabalho demanda profissionais com conhecimentos atualizados e fluência em inglês

A falta de profissionais especializados em tecnologia da informação será tema do Fórum Internacional sobre Segurança Cibernética – CyberSec 2019, programado para os dias 25 e 26 de junho,em Curitiba (PR).

O evento é organizado pelo Paraná Metrologia, Fundação Araucária, Sistema Fiep, Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-Paraná) e Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).

A importância de se investir na formação e capacitação de pesssoal na área de tecnologia da informação está expressa estudos realizado sobre o avanço da Internet das Coisas (IoT) e da transformação digital.

Estudo do IDC Brasil revela que até 2022, 80% do crescimento de receita das empresas dependerá diretamente de ofertas e operações digitais.

Já a Cybersecurity Ventures, instituição de pesquisa do mundo sobre economia cibernética, estima que, a cada ano, U$ 6 trilhões são jogados fora com os danos cibernéticos.

A projeção da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscom) é de que, das 420 mil novas oportunidades de trabalho em tecnologia, uma em cada quatro (107,1 mil delas), será demandada em atividades relacionadas à IoT.

Outras 45,3 mil (11%) são para a área de segurança. Enquanto 40,7 mil postos de trabalho serão exigidos por atividades de Big Data e Analytics; o segmento de computação em nuvem precisará de 24,8 mil (6%) vagas novas em cinco anos.

Profissionais com conhecimentos atualizados e que tenham fluência em inglês se destacam nos processos seletivos no mercado de trabalho.

Outras qualificações também podem alavancar as chances do profissional. Para Adriano Krzyuy, presidente da Assespro-PR, candidatos que possuem um alto grau de desempenho em lógica e em segurança são os mais demandados no setor de proteção de dados, por exemplo. “Afinal, eles terão de entender e solucionar problemas com impactos exorbitantes”, diz.

Um levantamento feito pelas consultorias Robert Half, Talenses, Page Personnel e a empresa Catho mostra que 17 cargos serão os mais solicitados em 2019, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 45 mil por mês. São eles: gerente de TI e de projetos, profissional da área de suporte, especialista de Business Intelligence (BI), analista de BI com foco em análise de mercado e ETL, programador front-end, UX/UI (usabilidade, interface e interação), desenvolvedor full-stack e mobile, chief technology officer e data officer, gerente de segurança da informação, programador de Java, engenheiro de Inteligência Artificial, cientista de dados, desenvolvedor de projetos de ERP e gerente da informação/banco de dados.

Além da graduação e dos cursos de especialização, a educação básica está impactando diretamente no desempenho dos profissionais, avalia o presidente da Assespro-PR. “Se houvesse um preparo melhor nas matérias de exatas e em línguas estrangeiras, os candidatos estariam mais bem preparados para o que as funções exigem e não teríamos tantas vagas abertas”, acredita.

Segundo ele, o Brasil não está preparado para a gama de tecnologia que possui. “Na verdade, estamos correndo contra o prejuízo. Vemos, no mercado atual, que muitos países estão muito à frente, como Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, entre outros.”

A Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD) é considerada fundamental, junto com o Marco Civil da Internet, para criar a Autoridade Nacional de Proteção dos Dados (ANPD) e determinar quais qualificações profissionais serão necessárias.

“Eu costumo dizer que a TI está se especializando tanto ou mais que a Medicina, porque a área de abrangência é tão grande que precisamos de profissionais direcionados”, considera Krzyuy.

 

 

 

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