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Controle financeiro e substituição do dinheiro devem impulsionar pré-pagos

Paulo Kulikovsky, diretor executivo da Acesso Paulo Kulikovsky, diretor executivo da Acesso

Acesso aposta neste modelo complementar a outros meios de pagamento e estima crescimento significativo do setor nos próximos anos

Muitas pessoas gastam mais que o planejado, especialmente utilizando o limite do cheque especial ou o cartão de crédito. Este último, responsável por transacionar R$ 674 bilhões, segundo estatísticas do Banco Central, referentes a 2016. Outro estudo recente, do SPC Brasil e dos dirigentes lojistas (CNDL), dá conta de que 57% dos usuários desse meio de pagamento não controlam de maneira adequada os gastos realizados. Nesse cenário, os cartões pré-pagos parecem despontar como uma forma de exercer melhor controle financeiro e substituir o dinheiro no dia a dia. Essa é a opinião da Acesso, que detém cerca de 35% do mercado de pré-pagos, no Brasil. 

Segundo o diretor executivo da empresa, Paulo Kulikovsky, a Acesso tem muitos clientes bancarizados que usam o cartão por uma questão de controle dos gastos e de segurança. “Eles são conscientes com o dinheiro e querem trabalhar com custos baixos de transações e facilidade de por e tirar dinheiro, em qualquer lugar. Hoje, o setor tem entre 1,5 e dois milhões de usuários ativos e tende a crescer, dobrar, nos próximos anos”, mensura o entrevistado. 

Os 500 mil clientes ativos da empresa transacionam R$ 1 bilhão por ano, nas três modalidades do pré-pago internacional Mastercard da Acesso: corporativo, cartão para pessoa física de uso geral e co-branded/private label. As corporações ganham com a facilidade na gestão do caixa para vendas, reembolsos, “caixinha” etc. 

Já a vantagem para pessoas físicas é substituir o dinheiro por cartão para despesas domésticas e sua gestão, mesada dos filhos, carregar o plástico em vez de um maço de notas. “Esses usuários não têm grandes valores para investir. Além dos não bancarizados, que somam entre 10% e 15% da nossa base, o formato atrai o público jovem, entre 20 e 30 anos principalmente, por dispensar análise de crédito como as feitas em instituições tradicionais”, explica o diretor. 

Pontos de distribuição

A empresa trabalha com a rede bancária e também com cerca de sete mil pontos de distribuição em todo o Brasil, em cadeias de varejo como Pão de Açúcar, Walmart e Lojas Americanas. No momento, está em fase de integração com a Caixa Econômica, o que vai permitir que seus clientes saquem e façam recargas nas lotéricas. 

A Acesso negocia também a comercialização em redes de farmácias e livrarias, ampliando os locais de aquisição do cartão pré-pago, que custa R$ 14,90 e tem cinco anos de validade. “Nossa aposta é ter mais opções de horários e locais, além dos bancos. E o cliente pode comprar na internet, Uber, 99Táxi”, assinala Kulikovsky. 

De acordo com ele, ao disponibilizar os cartões, fazer a recarga e saque, o varejo atrai clientes que acabam consumindo, além da receita que eles têm sobre as vendas do plástico. “Fora isso, o saque também facilita a gestão e sangria do caixa por ser uma maneira de tirar o dinheiro da loja, sem precisar chamar um carro forte ou uma empresa especializada”, acrescenta. 

Embora seja um mercado de baixa rentabilidade se comparado ao de cartão de crédito, a operação da Acesso se mantém equilibrada e com sustentação para o futuro, com uma política conservadora, segundo Kulikovsky. A receita provém da mensalidade de R$ 5,00 e das tarifas para recarga e saque (embora clientes que carregam mais de R$ 500,00 não paguem), das tarifas de intercâmbio com o emissor da bandeira e do rendimento dos valores depositados. “O crescimento compensa o float. Queremos crescer cada vez mais para aumentar a receita de intercambio,” comenta. 

O mercado de cartões pré-pagos é complementar a outros meios de pagamento. Não veio para substituir, por exemplo, o cartão de crédito. Além de ajudar a bancarizar, o meio é uma solução para substituir o dinheiro, em vários segmentos, como no corporativo. “A aposta é de grande crescimento nós próximos anos em todo mundo”, finaliza o diretor da Acesso. 

 

 

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