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Projetos com nuvens já começam a decolar no mercado brasileiro

Marco Sena, diretor de Desenvolvimento para o Mercado de Cloud da Cisco para América Latina Marco Sena, diretor de Desenvolvimento para o Mercado de Cloud da Cisco para América Latina

Houve amadurecimento de clientes e fornecedores quanto ao emprego da tecnologia

Finalmente, os projetos com a computação em nuvem começaram a avançar em nosso mercado, após concentrarem anos de estudos e prospecções, tendo despertado no processo não poucos receios com respeito aos quesitos segurança e governança. Se houve maior amadurecimento por parte dos usuários na compreensão dos ganhos aportados pela tecnologia, houve igualmente aumento na massa crítica de fornecedores aptos a prestar todo o suporte necessário. 

“No Brasil, a área de ‘cloud’ está decolando neste momento. Nos últimos dois anos, muitas empresas puseram-se a estudar o tema, mas não tinham uma visão clara de por onde iniciar. Hoje a grande maioria dos clientes já faz uso de virtualização, alguns começaram a construir suas nuvens privadas e muitos estão usando as alternativas públicas”, descreve, de modo geral, Marco Sena, diretor de Desenvolvimento para o Mercado de Cloud da Cisco para América Latina. 

Outro fator favorável, destacado pelo entrevistado, é que cresceu sobremaneira, especialmente no ano passado, o número de provedores e integradores que se mostram capazes de respaldar os clientes nessa transição, contribuindo para essa aceleração na adesão à tecnologia. 

O resultado deste conjunto de avanços é que empresas de todas as verticais estão adotando a “cloud computing”, havendo, porém, maior propensão nesse sentido entre as de pequeno e médio portes. Para iniciar essa migração, observa Sena, “muitos clientes começaram a utilizar o recurso para apoiar o serviço de e-mail, o web site, o desenvolvimento de novas aplicações e os aplicativos que necessitam de acesso remoto ou mobilidade”. 

No entanto, como seria de se esperar, a questão da segurança ainda segue provocando temores quando se trata de implantar estratégias mais agressivas. Neste particular, o especialista da Cisco ressalta que é preciso, para efeito de análise, separar os ambientes privados dos públicos. 

Nas nuvens privadas, lembra ele, as políticas de defesa são as que já vinham sendo abraçadas pela empresa, ao passo que, nas públicas, a proteção alcançada depende dos métodos e processos empregados pelos fornecedores. Por sinal, Sena enxerga entre estes uma série de notáveis progressos, que vêm resguardar melhor dados e aplicações dos clientes. 

“Atualmente, vários provedores de serviços de ‘cloud’ têm sistemas de segurança maduros, oferecendo serviços de nuvens classificados como ‘Enterprise Class’.  Há também os que passaram a disponibilizar recursos de encriptação integrados às suas ofertas de armazenamento, sistemas de proteção a ataques de serviços (DDoS) e medidas de controle de acesso especificamente adaptados ao ambiente”, constata o entrevistado. 

De qualquer maneira, a juízo do diretor da Cisco, uma excelente solução para grandes e médias empresas são as nuvens híbridas, as quais, como se sabe, consistem em uma forma de arquitetura que possibilita integrar os ambientes privados e públicos, cada um deles com seus benefícios e desafios típicos. “Uma boa arquitetura de nuvem híbrida oferece a segurança e personalização necessárias, permite a salvaguarda dos dados prioritários, mantém a conformidade e assegura níveis de serviço mais elevados”, afiança. 

Por fim, Marco Sena pondera que adotar “clouds” significa estabelecer uma revisão de processos, métodos e tecnologias de proteção: “E é importante dividir a questão de segurança em diferentes aspectos, tais como resguardo e privacidade dos dados, garantia de integridade dos sistemas (controle de acesso e vulnerabilidades), disponibilidade, facilidades de auditoria e ‘compliance’ com as regras do setor de negócios do cliente”.

 

 

 

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