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Busca por crédito diminui 5,4% em fevereiro, aponta Fecomercio

Busca por crédito diminui 5,4% em fevereiro, aponta Fecomercio

Poupança mantém a liderança na preferência dos aplicadores com 73,6%

 

Índice Intenção de Financiamento foi para 27,3 pontos no mês passado

A busca por novas linhas de crédito recuou 5,4% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2014, junto com a redução da poupança das famílias. A conclusão é da Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O Índice Intenção de Financiamento, de 22,4 pontos em janeiro, foi para 27,3 pontos em fevereiro. Isso se deve ao fato de a maioria dos consumidores ter gastado toda a poupança em decorrência das dívidas feitas no Natal. Há também gastos de inicio de ano, escolares, IPVA, IPTU, custos das férias, entre outros endividamentos. Apesar do aumento do índice, a maioria dos entrevistados (84,3%) disse não ter a intenção de contrair financiamento nos próximos três meses.

Com o vencimento das dívidas contraídas no Natal e os gastos no início do ano, a maioria dos consumidores busca linhas de crédito e reduz a poupança, o que resulta em maior risco no mercado de crédito. O Índice de Segurança de Crédito apresentou queda de 8,7% em relação a janeiro ao passar de 84,6 para 77,2 pontos. De acordo com a Assessoria Econômica da Federação, a retração foi motivada pela redução da poupança dos não endividados. 

A Assessoria considera ainda que apesar de algumas ações de boas empresas estarem em um patamar atrativo para compra, o momento de crise econômica e o conservadorismo do investidor brasileiro faz com que a Poupança mantenha a liderança na preferência dos aplicadores com 73,6%, seguida pela Renda Fixa com 11,2%.

A tendência de curto prazo apresenta ser de maior risco e menor poupança, e isso pode não se reverter ao longo de 2015 já que o cenário é de provável deterioração das condições de emprego e renda. Possivelmente o mercado financeiro vai travar ações de contenção da inadimplência, que poderá crescer, mas não a níveis insustentáveis, segundo as projeções existentes.

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