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Três bancos privados apresentam fortes resultados anuais

Três bancos privados apresentam fortes resultados anuais

O trio é integrado por Bradesco, Itaú Unibanco Holding e Santander

 

Resultados se devem a menores custos de crédito, aponta Fitch Ratings

Os três maiores bancos privados do Brasil registraram fortes resultados em 2014, mesmo diante de um cenário macroeconômico bastante desafiador. A conclusão é da Fitch Ratings. Boa lucratividade, sólida qualidade de ativos e adequados níveis de capitalização continuam sustentando os ratings dessas instituições, segundo a agência. O trio é integrado por Itaú Unibanco Holding S.A. (Itaú), Banco Bradesco S.A. (Bradesco) e Banco Santander (Brasil) S.A. (Santander).

Os resultados se devem a menores custos de crédito, crescimento da receita com tarifas de outros serviços, a elevações da taxa Selic e menor competição por parte de bancos públicos.

O cenário base da Fitch considera que o desempenho da economia brasileira continuará fraco. Como consequência, a agência espera aumento dos custos de crédito e contração do volume de negócios, que virão a pressionar as margens de lucro líquidas desses bancos e reduzir os índices de lucratividade. Isto pode ser parcialmente atenuado pelas elevadas taxas de juros do País, uma vez que o trio tem relevante exposição a títulos públicos. A taxa básica de juros, Selic, atualmente está em 12,25% ao ano, elevada dos 11,5% no fim do terceiro trimestre.

A lucratividade do Itaú e do Bradesco continua forte. A Fitch acredita que os dois bancos provavelmente se manterão como os mais resilientes do grupo diante dos desafios macroeconômicos. O desempenho do Santander melhorou em muitas categorias no quarto trimestre, principalmente na qualidade de ativos, mas a lucratividade permanece atrás da dos pares.

Os indicadores de qualidade de ativos do trio continuam melhorando. Em parte em razão da conservadora subscrição de crédito e à contínua mudança no mix de produtos na direção de segmentos de menor risco. Os índices de inadimplência dos bancos melhoraram e as reservas de cobertura cresceram. Porém, a Fitch prevê alguma deterioração nos indicadores de qualidade de ativos em 2015, tanto no varejo como no atacado, dada a combinação de inflação alta, possível aumento do índice de desemprego, taxas de juros elevadas e demanda por crédito retraída.

A influência de fatores negativos sobre os setores de energia, construção e commodities também será relevante. Além do possível impacto econômico da operação Lava Jato, relativa à Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), também preocupam uma improvável decisão desfavorável aos bancos do Superior Tribunal de Justiça sobre planos econômicos passados e a possibilidade de racionamento de eletricidade devido aos níveis extremamente baixos dos reservatórios.

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