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Banco do Brasil


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Com tecnologia VCDN, banco otimiza acesso interno a vídeos

Projeto transforma a comunicação com funcionários pela construção de um repositório e a melhor distribuição de conteúdos

Carolina Spillari

Em todo o País, o Banco do Brasil possui mais de sete mil servidores distribuídos geograficamente entre agências e órgãos regionais. Dada a capilaridade de elementos e a heterogeneidade da rede, surgiu a ideia de se construir um repositório de vídeos baseado no conceito de VCDN (Video Content Delivery Network). Esta tecnologia replica o conteúdo do repositório central em repositórios secundários para que o acesso aos vídeos sempre percorra o caminho mais eficiente, retorne com a informação requisitada e assim garanta a visualização do usuário final. Com este empreendimento – batizado de Video on Demand - Transformando a Comunicação Interna Através da Distribuição de Conteúdo Utilizando VCDN - Video Content Delivery Network –, o BB venceu o Prêmio efinance na categoria ECM.

Na visão do BB, o conceito VCDN traz ganhos concretos, pois garante que cada acesso sempre escolha o caminho mais eficiente para a informação requisitada, evitando congestionamentos até o site central. Um dos benefícios dessa distribuição é reduzir drasticamente o tráfego de vídeos pela rede no momento da exibição, enquanto mantém a taxa de entrega de conteúdo.

Outro ponto positivo é tornar a experiência do telespectador agradável, pois reduz a possibilidade de travamentos na execução do vídeo. Cada funcionário pode ver os filmes da Videoteca BB a partir da própria estação de trabalho. A audiência aumenta uma vez que não é preciso se deslocar a outro ambiente diverso para assistir aos conteúdos.

A tecnologia VCDN faz a entrega do conteúdo de um canal interno de vídeo. “O espaço divulga vídeos institucionais, cobertura jornalística de eventos em que a marca está envolvida, bem como rápidos tutoriais de produtos e serviços”, informa Gustavo Tocantins, gerente de Divisão da Unidade Assessoria de Comunicação do BB.

Além desses temas, o conteúdo pode mostrar estratégias da empresa, direcionamentos táticos, comunicação institucional e funcional, ações de endomarketing, comemorações e feedbacks. Na Equipe de Comunicação Interna e Audiovisual do BB, três pessoas compartilham os serviços de gestão do espaço, dentre outras atividades.

Conteúdo sob demanda

Na entrega do conteúdo sob demanda, os usuários podem acessá-lo sempre que quiserem, e não apenas durante um evento de streaming ou período em que o fluxo está disponível. O vídeo tende a ter um menor impacto na rede e é menos suscetível a problemas com a latência e a perda de pacotes de dados.

Como a maioria dos funcionários se encontra em uma jornada de trabalho intensa, assistir conforme sua conveniência, sem a necessidade de esperar o carregamento do vídeo, facilita o alinhamento com os processos de negócios. O conteúdo on demand é colocado em um repositório para acesso no momento mais oportuno. Dados os desafios de infraestrutura de um país continental, com agências bancárias em locais remotos, essa solução tem o mérito de propiciar a visualização de todo o conteúdo multimídia da instituição.

O empreendimento criou, portanto, um canal de comunicação interna através de vídeos, que podem ser acessados sob demanda fazendo uso das tecnologias VCDN, HTML5 e WEBM. Outro propósito foi possibilitar o acesso de mensagens institucionais em formato multimídia de qualquer dependência do BB. Nesse universo, estão incluídas aquelas localizadas em áreas remotas atendidas apenas por tecnologia via satélite, como no interior do Amazonas, onde a operação se dá por um link de 64 kbps.

Do ponto de vista da organização, o projeto visa aumentar a satisfação dos funcionários. Ao perceberam novas oportunidades, mantém-se mais informados acerca das prioridades da empresa. O projeto se pautou pela redução de custo de utilização de rede durante o horário comercial. Outra intenção foi a de maximizar o uso da rede na madrugada, seu período de maior ociosidade.

Na visão da instituição, do ponto de vista externo, o projeto estimula a satisfação dos funcionários, e sua aderência à estratégia e objetivo da organização, aprimorando o atendimento ao cliente. Em relação aos investidores, agrega valor à marca, pois contribui com real redução de custos e diferencial competitivo, dada a capilaridade da solução. Ao mesmo tempo, fortalece a imagem da instituição, que implementa e utiliza soluções inovadoras, tornando-se referência para o setor.

Em termos de topologia, a solução VCDN pode ser explicada como um conjunto de camadas sobrepostas para distribuir conteúdo para os clientes que executam requisições. Na primeira camada, a infraestrutura é centralizada com serviço de repositório. A segunda é formada por dispositivos de redes comuns. Na terceira camada, servidores de conteúdo descentralizados (caching) são distribuídos geograficamente em pontos estratégicos. Eles possuem inteligência de controle de recursos de rede, o que possibilita uma escolha dinâmica do conteúdo mais adequado para ser replicado.

Economia e desenvolvimento interno

Em termos de abrangência, estão incluídos todos os funcionários do banco: cerca de 113,3 mil lotados em milhares de dependências no Brasil e no exterior. O custo da solução foi de R$ 55 mil, equivalentes a 240 horas de desenvolvimento e implantação. Se considerada a economia, “estima-se que uma solução similar no mercado custaria aproximadamente R$ 20 milhões, considerando sua utilização pelos próximos cinco anos”, estima Kraucer Fernandes Mazuco, analista TI da Diretoria de Tecnologia do BB. Segundo o analista, “como a solução foi 100% desenvolvida pela equipe interna, estimamos esses R$ 20 milhões como economia, pois deixamos de gastar os recursos com contratação externa”.

O desenvolvimento começou em novembro de 2016 e sua implantação no ambiente de produção foi em março de 2017. Foram feitos testes de volumetria de dados, de desenvolvimento e homologação, para avaliar o impacto na rede do Banco do Brasil. Os testes de impacto tiveram avaliação positiva. Em seguida, a solução foi desenvolvida e adequada às necessidades do Banco do Brasil, com possibilidade de integração com os demais sistemas corporativos.

A fase piloto contou com 20 VCDNs ativas, com avaliação da utilização da banda de rede e a integridade do conteúdo. Após esta fase, a solução foi distribuída em produção para todos os servidores VCDNs, com sucesso em sua funcionalidade. A infraestrutura implementada é caracterizada pela alta disponibilidade.

Para Gustavo Tocantins, as mensagens de vídeo contribuem para melhorar a eficiência da comunicação interna do banco. “Por ser o audiovisual uma opção presente no cotidiano de todos os funcionários fora do BB, entendemos que replicar essa prática internamente busca tornar a comunicação mais próxima das suas realidades. Além disso, o uso do vídeo contribui para uma maior leveza ao tratar de temas, a maior atratividade por meio de estímulos criativos e a humanização de discursos institucionais.”

A solução de vídeo on demand, na avaliação de Tocantins, contribuiu para a expansão do acesso a conteúdos em vídeo a dependências em que antes havia restrições: “Também tornou possível aumentar a qualidade das mídias distribuídas, inclusive em HD. Com isso, ampliou-se o volume de acessos e diminuiu-se o número de reclamações quanto à impossibilidade de assistir conteúdos”.