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BRB elimina interrupção de serviços, mesmo em casos de contingência

Única empresa pública na AL a utilizar arquitetura Storage Metro Cluster com GAD, da Hitachi, banco evitou R$ 1 mi de gastos com link de replicação

Edilma Rodrigues

Os cerca de 300 TB de dados armazenados no ambiente virtual do BRB (Banco de Brasília S.A) podem ser acessados sem interrupção ou falhas desde novembro do ano passado. A arquitetura vMSC (Metro Storage Cluster) com uso de GAD (Global Active Device) configurada pelo banco, com tecnologias da Hitachi, conferiu alta disponibilidade (ativo-ativo), performance e acionamento de contingência simplificado. O empreendimento foi tão arrojado que rendeu indicação pelo Banco Central como processo de Recuperação de Desastres com nível de maturidade elevado, e a conquista do Prêmio efinance 2017, na categoria Infra de Apoio ao Negócio.

Segundo o diretor Ditec do BRB, Gustavo Oliveira, o case selecionado pela comissão de avaliação do efinance é muito representativo para o banco. “Trata-se de cenário de tecnologia de ponta, sendo a única empresa pública da América Latina com infraestrutura de alta disponibilidade de storage com GAD e Metro Storage Cluster em ambiente produtivo de missão crítica”, constata.

O diretor da Government Business Unit, da Hitachi Data Systems, Edson Bispo da Silva, relata que existem outras empresas utilizando o vMSC com outros fornecedores de storage. “No entanto, conforme a própria fabricante VMWARE, nenhum com o nível de automação de processo de failover e de distribuição de carga como o BRB”, ressalva. Para se ter uma ideia, o projeto é tão inédito que a Hitachi teve que alocar mão de obra de fora do Brasil.

De fato, a empreitada garante ao banco 100% de disponibilidade em cenários de crise, de incidentes e de contingência, bem como redução da latência de IO (entrada e saída) para aproximadamente 1.500 servidores virtualizados, com carga distribuída entre os dois datacenters, localizados em Brasília no setor de Indústria e no Comercial Norte, e 10 hosts de virtualização.

O gerente de Núcleo Infraestrutura de Baixa Plataforma do BRB, Daniel de Souza Lima Mendes, explica que situações que afetam o datacenter, sejam falhas de comunicação, contratempos meteorológicos como inundações, ou algo do tipo, geram interrupção de serviços em outras instituições: “O BRB, hoje, tem um sistema modelo, que garante funcionamento perfeito e sem percepção de perda para o cliente”.

Isso porque as arquiteturas comuns, que tratam do armazenamento de discos, trabalham com, no mínimo, dois storages (ativo-passivo) distribuídos geograficamente, com replicação dos dados entre eles. Somente um fica ativo. O outro recebe a cópia dos dados, sem admitir escrita e leitura, e entra em operação somente quando o primeiro falha.

Em caso de indisponibilidade, é necessário reassinar os discos manualmente e usar o datacenter secundário. “Este processo é muito lento e gera indisponibilidade. Até o outro equipamento ficar ativo pode levar meia hora, uma hora. Nem sempre o negócio pode esperar esse tempo todo”, argumenta Mendes.

Link para replicação dos dados

Além disso, antes da implementação, o BRB utilizava um link de oito GB por segundo para replicação dos dados e planejava upgrade para 16 GB/s, o que aumentaria o custo em mais de R$ 1 milhão por ano. Com a arquitetura da Hitachi, leitura e escrita passaram a ser feitas no datacenter local, o que dispensou a compra do novo link e reduziu o uso, que era de 90%, para 20%. “Evitamos o gasto e preservamos o investimento, que poderá abarcar demandas futuras”, comemora Mendes.

Sobre essa questão, Edson Bispo da Silva, da Hitachi, ressalta que, devido à saturação do link, a projeção de investimento do BRB, em 36 meses, era de R$ 4.287.471,08. “A solução GAD se paga em apenas 10 meses. A partir deste período, o custo mensal com o upgrade se converte em retorno sobre o investimento (ROI)”, mensura.

Em conjunto, o BRB e a Hitachi desenharam a solução, observaram as melhores práticas e as configurações específicas para o cenário do banco. “O BRB ainda executou testes exaustivos no ambiente, considerando todos os possíveis cenários de falha, para garantir que todos os pontos de cobertura e alta disponibilidade da solução vMSC com GAD estavam operando corretamente. Após a conclusão dos testes, o ambiente foi liberado para uso em produção”, descreve Silva.

O executivo da Hitachi também descreve o funcionamento do que foi implantado: “Essa arquitetura é homologada pela VMWare para alguns fabricantes de storage, dentre eles a Hitachi. A arquitetura modelo é denominada de vMSC (vSphere Metro Storage Cluster), e a implementação pelo fabricante Hitachi é realizada pela solução GAD, que cria um storage virtual, denominado VSM, que se estende entre os datacenters, gerando ambiente ativo-ativo, com prioridade de processamento de carga para leitura ou escrita, localmente, ou seja, sem necessidade de se utilizar, para carga transacional, o link de replicação entre os equipamentos. Como resultado, o BRB possui seu principal ambiente computacional operando com arquitetura 100% resiliente.”