Mainframe

Banco do Brasil


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Automação do ambiente garante estabilidade dos serviços

Ferramenta Tivoli implantada oferece gestão centralizada e redução de custos

Rose Crespo

Redução de custos e do tempo de indisponibilidade dos serviços, ganhos de desempenho, alocação de analistas para atividades mais nobres e aumento de produtividade são os benefícios que o BB teve ao implementar a ferramenta Tivoli System Automation. Este projeto de automação do ambiente mainframe rendeu ao Banco do Brasil mais um prêmio na 17ª edição do efinance.

A iniciativa vencedora teve investimento de aproximadamente R$ 2 milhões e, segundo o time que desenvolveu o projeto, a previsão de retorno direto e imediato é de cerca de 1.600% do valor investido. “A premiação conquistada significa o reconhecimento do trabalho de nossas equipes também neste projeto”, comemorou Lourenço Luitgards Moura Neto, gerente de Equipe da Gesit do BB.

Entre os desafios enfrentados, o time teve de executar o empreendimento em curto prazo diante da complexidade das automações e da criticidade do ambiente. Foi necessário aprimorar a capacitação dos operadores e lidar com mudanças culturais e de processos nas equipes de monitoração, operação e suporte.

Mais do que reduzir indisponibilidades, os bancos buscam melhorar a gestão de processos e o fluxo de monitoramento dos serviços na plataforma mainframe. Por isso, o BB optou pela centralização do processo de automação com a mesma ferramenta. Com isso, o time pode responder com mais celeridade a eventuais problemas e os analistas poderão desenvolver outras atividades em sua jornada de trabalho.

O case envolveu a migração das automações já existentes no Solve para o TSA, além do desenvolvimento de novas automações que possam atender à demanda do ambiente. O produto da Tivoli será responsável pela gestão do ciclo de vida das soluções que rodam na plataforma e dão suporte aos serviços oferecidos pelo Banco do Brasil.

O ambiente mainframe roda os serviços de conta corrente, cartão de crédito, Internet banking, crédito, seguros, compensação e o Sistema de Pagamentos Brasileiro. Desde os alertas do SGM (sistema de gerenciamento do mainframe), o projeto abrange a interface com o ambiente, a automação da rede, o gerenciamento do ciclo de vida das tasks e oferece a infraestrutura mais robusta e centralizada para os clientes internos.

Com a duração de 36 meses, a estratégia traçada determinou que o projeto seria desenvolvido em três fases. A primeira fase foi a identificação da documentação das automações e aplicações do Solve Operations, a definição de políticas e diretrizes técnicas para automação de contingência e disaster recovery, além do fluxo de solicitações e implementações.

No segundo momento, estava prevista a integração com o sistema de gerenciamento e a migração de automações e aplicações do Solve Operations Management. E, por fim, a automação da contingência das imagens z/OS e a desativação das tasks do software que era utilizado. Ao longo do processo, serão promovidos treinamentos das equipes de monitoração e suporte.

Atualmente o projeto está na primeira fase, com a implementação nos ambientes de desenvolvimento, homologação e produção. Um dos focos é a aplicação das práticas consagradas, como a metodologia de gestão de projetos, Project Management Institute (PMI). Também são contemplados os processos de gestão de serviço recomendados pelo framework ITIL e as recomendações do COBIT.