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Banco do Brasil


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Reinicialização e contingenciamento de sistemas são aprimorados

Alinhado às melhores práticas de governança de TI, projeto minimiza os riscos operacionais

Rose Crespo

Ao seguir as melhores práticas de governança de TI, o Banco do Brasil automatizou os processos de reinicialização e contingenciamento de seus sistemas de infraestrutura para reduzir o tempo de indisponibilidade, centralizar processos e aprimorar o monitoramento dos mainframes. O procedimento visa garantir mais segurança, otimizar recursos e minimizar riscos operacionais.

É mais uma iniciativa do BB, a sexta, contemplada na 17ª edição do Prêmio efinance. “As premiações representam uma importante forma de reconhecimento e valorização do trabalho executado por nossas equipes”, afirmou Lourenço Luitgards Moura Neto, gerente de Equipe da Gesit.

O projeto aprimorou o gerenciamento e contribuiu para elevar a disponibilidade dos principais serviços atendidos pelo mainframe, como conta corrente, cartão de crédito, Internet banking, crédito, seguros e compensação. O objetivo central é garantir a continuidade do negócio, mesmo com o cenário de desastres, ao diminuir ao mínimo possível o tempo de recuperação (RTO, na sigla em inglês).

O ambiente – que processa os principais serviços e produtos do banco – exige o desenvolvimento de várias aplicações baseadas nas linguagens de programação Cobol, Natural e Assembler. Para que elas tenham acesso aos recursos necessários, são instalados diversos produtos desenvolvidos por fornecedores ou internamente.

Com isso, a manutenção do sistema depende principalmente do processo IPL (Initial Program Load, em inglês) que funciona como um boot em um computador. Ou seja, é preciso “retirar o sistema do ar e carregar novas configurações”. Para seguir o processo, o BB aplica as práticas das ferramentas de gestão do Cobit e do ITIL. Segundo as normas que regem a área de TI, os procedimentos devem ser automatizados para evitar erros operacionais e garantir que toda a sequência lógica de passos não sofra erros.

Antes de promover a iniciativa, o processo era executado por um operador e eventualmente acompanhado por uma equipe de suporte. “A modernização do parque de processamento mainframe é imprescindível para garantir a alta disponibilidade e o desempenho das transações de TI do BB. Possibilita o uso de novas tecnologias e funcionalidades nas áreas de processamento, armazenamento, conectividade e segurança, alinhadas à estratégia e aos negócios”, ressaltou Moura Neto.

O projeto atende à atual demanda do mercado, que exige que a capacidade da TI seja focada em um modelo bimodal baseado na estabilidade, segurança, otimização de recursos e, ao mesmo tempo, trabalha com agilidade e flexibilidade.

Com a duração de nove meses, o projeto foi gerenciado com base na padronização PMI/PMBOK e teve acompanhamento de uma equipe específica, que coordena o desenvolvimento de projetos de infraestrutura de TI. A implementação das funcionalidades foi segregada nos ambientes de laboratório, desenvolvimento, homologação e produção.

O sucesso da empreitada foi garantido pela realização de um curso prático para os operadores antes do início do projeto. Durante a execução das atividades, a equipe de monitoramento foi responsável por testar o processo de IPL e validar-lhe a melhoria.

Segundo o responsável pela iniciativa, a execução foi feita em um prazo curto, considerando sua complexidade e a criticidade do ambiente. Foi aplicada uma estratégia inovadora que consistiu em executar a atividade no maior Sysplex de produção (25 partições lógicas) no mesmo final de semana. “Em uma situação padrão, essa atividade seria dividida em quatro finais de semana”, observou o gerente de Equipe do BB.