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BRB interliga correspondentes não bancários com VPN móvel

Novo contrato com operadoras de banda larga ficou 82% mais barato e houve redução significativa no tempo de ativação.

Edilma Rodrigues

O BRB – Banco de Brasília – apostou na tecnologia móvel de banda larga 3G/4G, com uso de criptografia, para interligar seus correspondentes não bancários do Distrito Federal e entorno aos seus datacenters e garantiu comunicação mais eficiente, 82% mais barata e capilaridade. A iniciativa rendeu ao BRB o Prêmio efinance 2017 na categoria Infra de Apoio ao Negócio. Até então, a solução de conectividade utilizava links cabeados MPLS (Multiprotocol Label Switching) de operadoras de telecomunicações, que contava apenas com um fornecedor com a abrangência geográfica necessária.

O gerente de Núcleo de Comunicação do BRB, Thiago Figueiredo Marques Leite, explica que, além de cara, a instalação era morosa e, muitas vezes, havia impossibilidade de entrega para novos correspondentes, especialmente em regiões mais distantes. “A operadora solicitava prazo de 30 a 60 dias para ativar os links terrestres, o que gerava desgaste com a própria loja para a imagem do banco e perda de receita em transações bancárias”, relata.

O desafio da diretoria técnica do BRB foi criar uma alternativa a esse modelo de comunicação. A VPN criptografada com tecnologias móveis foi a solução encontrada. Ao substituir a infraestrutura de acesso Extranet, o banco assegurou um canal para transações bancárias sem a violabilidade dos dados entre a rede de correspondentes e os datacenters do BRB. O resultado foi 82% de economia nos custos.

Por se tratar de uma empresa pública, o processo de contratação foi por meio de pregão, o que simplificou o processo e aumentou a concorrência, resultando na queda do valor do contrato anual, que foi de R$ 1.473.696,00 anuais pagos pelos links MPLS para R$ 261 mil por ano, com todas as operadoras móveis presentes no DF e região.

O banco passou a ter presença em regiões onde antes, por depender da infraestrutura terrestre da operadora, não tinha, além de atender cada localidade com a melhor recepção de sinal disponível. “Conseguimos alcançar clientes em qualquer região do DF e entorno, mais carentes, a um custo baixo”, ressalta Leite. Outra vantagem foi a redução do prazo para ativação nas lojas que, agora, é feito em menos de uma semana.

Leite destaca como ponto principal do projeto CNP VPN/4G a criatividade em recorrer a tecnologias amplamente utilizadas no mercado como meio possível para atender o requisito do banco: “Quebramos o paradigma sobre os métodos para a transmissão de dados. Empregamos, de forma pioneira, tecnologias sem fio de baixa latência em transações financeiras com baixo custo, instalação simples e gestão”.

Concebido teoricamente em 2014, o projeto começou a ser implementado no fim de 2015. Atualmente, mais de 70% de todos os correspondentes não bancários são atendidos com a nova estrutura, em torno de 400 a 500 lojas. E, à medida que novas lojas entram no ecossistema, o BRB viabiliza esses acessos com a tecnologia 4G. “O crescimento do número de usuários é exponencial”, avalia o gerente. Vale lembrar que os correspondentes não bancários do BRB são lojas de diversos segmentos que, ao se tornarem parceiros, levam conveniência aos seus clientes para efetuar pequenos serviços financeiros como pagar contas ou fazer depósito, sem a necessidade de se locomover a uma agência e a um custo mais acessível.

Como a tecnologia 4G não está presente em todas as localidades, seja por não haver um bom sinal de recepção de celular, apesar das antenas amplificadoras adquiridas pelo BRB, ou outro fenômeno que impeça a instalação, o Banco de Brasília mantém de 10% a 15% dos links tradicionais. Todo o restante é atendido pela VPN móvel. Atualmente, a diretoria técnica do banco pesquisa e prospecta outras formas de comunicação para atender regiões nas quais o 4G/3G não é viável. “Queremos atender amplamente outras regiões onde ainda não temos presença”, salienta Leite.