Câmbio em ATMs

Bradesco


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Venda de dólar e euro no ATM tem alta demanda entre clientes

Objetivo do Bradesco é atender um nicho de mercado pouco explorado pela concorrência, oferecendo um serviço de fácil utilização

Suzel Belmonte

Com a iniciativa de disponibilizar a compra de moeda estrangeira, em espécie, em seus ATMs (Automated Teller Machine), o Bradesco se tornou o primeiro (e único) banco a vender o euro – além do dólar – nos terminais de autoatendimento. A ideia – colocada em prática com a implementação do projeto Compra de Moeda Estrangeira em ATMs – visa atender um nicho de mercado pouco explorado pela concorrência, ampliar o número de canais de atendimento do banco com operação de câmbio, e oferecer maior agilidade para o cliente, permitindo a compra da moeda fora do horário comercial das agências. Pelo pioneirismo, o projeto conquistou o Prêmio efinance 2017, na categoria Câmbio em ATMs.

Já disponível em 503 pontos de autoatendimento, o produto é voltado para todos os clientes correntistas do banco, que podem realizar a operação sem a necessidade do acompanhamento de um funcionário. O serviço é simples e, em apenas três passos, o cliente consegue efetuar a compra. A operação é autenticada pela leitura biométrica do cliente ou qualquer outro dispositivo de segurança que ele tenha cadastrado em sua conta.

O correntista tem acesso às notas disponíveis para a transação e precisa informar o país de destino. No momento de confirmar a operação, o sistema mostra os valores calculados, incluindo as taxas e demais custos a serem debitados em sua conta, na data da operação. Ele (correntista) dispõe, ainda, de uma opção para consulta das taxas de câmbio aplicadas na data de compra desejada. O limite para compra é de 2.500/dia, no caso do dólar, e de 2.000/dia, para euro.

Taxa menor atrai clientes

Como atrativo e estímulo ao uso do canal, considerado mais eficiente, o banco definiu uma taxa 0,3% menor do que a taxa padrão praticada na agência, e tem, com isso, garantido uma boa adesão por parte dos clientes. De acordo com Fabrizio Pinna, superintendente executivo de Canais Digitais da instituição, o volume vendido nos ATMs após a implantação representa, aproximadamente, 62,2% do volume comercializado nessas agências, e 67,6% em termos de quantidade de operações, que, agora, são realizadas nas máquinas de autoatendimento com maior praticidade, pelo próprio cliente, reduzindo o back-office nas agências.

“Para os clientes, o autosserviço trouxe rapidez e autonomia, permitindo que realizem a compra no horário de funcionamento da máquina, ou seja, das 6h às 22h, e não somente no horário de expediente da agência. Para o banco, o projeto permitiu uma grande economia operacional, dado que a transação é automatizada por meio do ATM. Além disso, liberou o tempo dos gerentes que faziam esta venda de forma manual, inclusive com impressão de formulários físicos, que não são mais necessários”, observa.

O serviço já está disponível em ATMs distribuídos nas principais regiões do país e, de acordo com o executivo, estão sendo utilizados todos os critérios e dispositivos de segurança já existentes nas agências para garantir a segurança. O autoatendimento Bradesco tem 30 milhões de usuários ativos.