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Banco do Brasil


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Ambiente high-end modernizado fortalece redundância nas operações

Duplicação de dados, tolerância a falhas e confiabilidade são reforçados na nova infraestrutura de armazenamento

Rose Crespo

Ao consolidar o ambiente de armazenamento de dados high-end, o projeto do Banco do Brasil focou na instalação de equipamentos de alta performance para garantir mais segurança e redundância com a replicação para o site disaster recovery. É uma premissa do cenário competitivo em que o banco prioriza investimentos que garantam eficiência, racionalização de custos e segurança em suas operações.

A plataforma high-end é responsável pelo processamento de grande parte das soluções analíticas, colaborativas, de suporte ao negócio e de função utilitária. Por isso, necessita de infraestrutura de armazenamento confiável com garantia de disponibilidade e alto desempenho, na qual foram investidos perto de R$ 24 milhões.

O montante destinou-se à compra de 4.800 TB em subsistemas de discos high-end. Ao final do projeto, previsto para dezembro, serão substituídos 21 equipamentos no site principal por quatro, que ocuparão uma área inferior a 40 metros quadrados. Hoje as máquinas estão dispostas em 168 metros quadrados.

Além da grande redução de espaço no datacenter, a iniciativa promete contenção nos custos de energia elétrica e sistemas de ar-condicionado. Em cinco anos a expectativa é cortar cerca de R$ 10 milhões desses gastos, sem contar a diminuição de dispêndios com gerenciamento e operação. “O BB procura estar na vanguarda dos serviços de TI, que apoiam o negócio, e se consagra como uma das maiores e melhores instituições financeiras do mundo”, afirmou Max Queirós Santos, gerente executivo da Gecin do banco.

A crescente demanda por capacidade e armazenamento exigiu que o BB buscasse uma solução que, além de alto desempenho e disponibilidade, deveria apresentar alto nível de tolerância a falhas e contribuísse para a racionalização dos custos.

A saída foi padronizar a utilização de subsistemas de discos com arquitetura Enterprise, também conhecidos como arquitetura mainframe ou monolíticos. A grande vantagem é que essa plataforma possui um número maior de componentes redundantes, garantindo resiliência e maior tolerância a falhas.

Foram adquiridos equipamentos com 600 TB cada um, que substituíram 21 equipamentos em obsolescência, reduzindo drasticamente a utilização dos recursos como footprint, ar-condicionado, energia elétrica e portas da rede SAN, entre outros.

A mesma infraestrutura foi instalada no site de disaster recovery, com a padronização dos processos internos, garantindo a réplica de toda informação do site principal. Devido à sua complexidade, a iniciativa foi estruturada em fases e, após as definições principais, iniciou-se o planejamento. O passo a passo do projeto foi elaborado em conjunto com os responsáveis pela implementação e pela produção do ambiente.

Observa-se uma mudança de paradigma, pois máquinas de menor porte e capacidade deram lugar a outras de grande porte e maior capacidade. O projeto é executado no ambiente high-end, que atende mais de 6 mil servidores físicos e virtuais AIX, Sparc e X86. A área de dados possui em torno de 10 PB, o que demonstra o tamanho e a complexidade desse ambiente no Banco do Brasil.