Bancarização

Banco do Brasil


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Projeto possibilita abertura de contas via smartphone

Banco reduz custos e poupa o tempo do cliente, que não precisa mais ir até a agência para se tornar correntista

Carolina Spillari

O projeto Conta Fácil nasceu com o objetivo de disponibilizar aos usuários uma solução rápida, segura e eficaz de abertura de conta via smartphone. Os ganhos amealhados valeram ao Banco do Brasil o Prêmio efinance na categoria Bancarização.

A cada dia que passa, aumenta a quantidade de dispositivos móveis presentes na vida das pessoas, que, por sua vez, estão com seu tempo restrito para resolver atividades de rotina. Ficar parado em filas esperando um atendimento está virando coisa do passado. Os consumidores têm mais acesso às informações e estão mais exigentes, procurando mais facilidade e agilidade para resolverem seus problemas e interesses por seus dispositivos móveis.

Por um lado, o projeto beneficia o usuário, com a ampliação do horário para abertura de contas. Do ponto de vista da organização, há contenção de custos por não envolver mão de obra da instituição, pois todo processo é realizado pelo usuário. “Com a implementação do Conta Fácil, a redução de custos com o processo de abertura de contas correntes foi significativa, da ordem de 24 vezes menos que uma abertura de conta pelo método convencional”, informa Clelson Pereira, gerente de Divisão da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil.

De acordo com o banco, o projeto Conta Fácil foi concebido para alcançar um público pouco explorado pelas instituições financeiras, além de desmistificar a burocratização do processo de abertura de conta que ocorre atualmente nas agências bancárias. Afinal, abrir contas era uma tarefa marcada uma postura conservadora, com objetivo de mitigar riscos e fraudes.

Isso mudou, segundo o executivo do BB, com o uso massivo dos canais digitais e a crescente demanda para modernização desse processo. “Identificamos a necessidade urgente de repensar e revisar os procedimentos e normas de abertura de conta por meio digital. O desafio foi criar um processo bom para o cliente, mas que fosse seguro e atendesse a normas estabelecidas na legislação. Para mitigar fraudes e manter a segurança no processo, foram criados mecanismos de monitoração e segurança, através da validação de informações e identificação positiva do cliente, onde é possível validar a identificação da pessoa que acessa ao serviço”, especifica.

Segundo Pereira, em poucos passos, a solução permite ao usuário abrir uma conta com o aplicativo do Banco do Brasil instalado no seu smartphone para efetuar movimentações financeiras, sem a necessidade de enviar documentos ou preencher formulários complexos. “Com isso, o Banco do Brasil busca ampliar e consolidar o atendimento no meio digital e ser pioneiro em soluções de autoatendimento”, afirma.

De novembro de 2016 até junho deste ano foram abertas 796 mil contas digitais, uma média de 99 mil contas por mês. Considerando o perfil, em torno de 60% dos novos clientes do Conta Fácil possuem renda mensal até 8 mil reais. Outros 38% não declararam renda.

Homologação e piloto da solução

Em outubro de 2016, foi iniciada a homologação da solução e na primeira semana de novembro foi efetuado seu piloto. A solução foi disponibilizada nas lojas de aplicativos para todos os usuários de Android e iOS. Sem qualquer tipo de divulgação nos meios de comunicação, e em menos de três horas, foi observada a abertura de 100 contas. Após análise e aprovação, a implementação foi liberada logo em seguida.

“A implantação do projeto Conta Digital iniciou-se com a disponibilização de um produto mínimo viável que foi o Conta Fácil. No entanto, envolve outras fases de incremento do produto que estão em desenvolvimento e que serão em breve disponibilizadas”, antecipa Clelson Pereira. A funcionalidade Conta Fácil está no mesmo aplicativo já utilizado pelos clientes do Banco do Brasil, com a opção adicional de abertura de conta disponibilizada na tela inicial.

Para o desenvolvimento, a metodologia ágil ou Scrum “trouxe a integração entre diversas áreas do BB, tanto técnicas quanto negociais, possibilitando a troca de conhecimento e experiências”, conta o entrevistado. O projeto foi desenvolvido com atuação de uma equipe multidisciplinar com qualidade e capacidade de realização. “Os ritos da metodologia permitiram melhorar qualidade do produto e reduzir o tempo de entrega da solução”, detalha.

O projeto consumiu um total de aproximadamente 7,5 mil e horas de recursos especializados com custo estimado de R$ 1,8 milhão. Esse dispêndio engloba tanto a mão de obra utilizada pelo Banco do Brasil quanto dos seus parceiros externos. Na TI, os ambientes envolveram as plataformas mainframe do Sistema de Informações Banco do Brasil (SISBB), móvel com Android e iOS, o banco de dados DB2, além das linguagens Java, Cobol e JCL.