Gestão de Projeto

Bradesco


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Banco atualiza 73 mil estações de trabalho em agências e postos

Integração do HSBC tornou ainda mais crítico o desenvolvimento do projeto, em razão do prazo curto em que ocorreu

Inaldo Cristoni

Uma organização que promove a atualização de seu parque de tecnologia de informação (TI) busca maior capacidade e agilidade de processamento de dados. No caso do Bradesco, a eficiência operacional obtida com o upgrade, que está em curso, se reflete na redução do tempo de respostas dos novos equipamentos. Apenas como referência, a inicialização de uma estação de trabalho ficou 40% mais rápida.

O ganho foi proporcionado pelo projeto Equipamentos e Atendimento às Agências, vencedor do Prêmio efinance 2017 na categoria Gestão de Projeto. A sua complexidade se mede tanto pela quantidade do maquinário trocado quanto pelo número de locais compreendidos. São no total 73 mil estações de trabalhos em 5.304 agências e 14.469 postos de atendimentos a empresas.

Mas o projeto chama a atenção também pela velocidade com que foi executado. Em algum momento, a migração ocorreu no intervalo de apenas um fim de semana em razão da integração do HSBC: nesse período, foram instaladas 13 mil novas estações de trabalho em 829 agências.

A Scopus, que participou do projeto, foi responsável pela pesquisa e exploração dos recursos da tecnologia vPro, da Intel, embarcada no processador das novas estações de trabalho das agências. A companhia cuidou, também, do desenho de soluções para atender aos requisitos de negócios. “O desenvolvimento implicou atender à arquitetura distribuída de rede envolvida, bem como recuperar uma estação de trabalho remotamente”, explica Wgner Pereira Sérgio, da área de Consultoria e Inovação da Scopus.

De acordo com Rodnei de Andrade, gerente do Departamento de Suporte a Canais (DSC) do Bradesco, a integração do HSBC tornou ainda mais crítico o desenvolvimento do projeto, em função do prazo com que ocorreu. “Dentro desse período, todas as agências incorporadas tiveram a alteração de equipamentos e infraestrutura para que fossem adequados ao padrão Bradesco”, conta.

Ações de logística e avaliação

O executivo lembra que foi necessário fazer um planejamento de ações preliminares de logística e de avaliação para que o prazo fosse cumprido. “A ação prévia de maior impacto foi a pré-configuração de servidor e estações no ambiente da IBM/Proxxi, para que na data de migração fossem necessárias somente a substituição das estações e as atualizações de versões, diminuindo consideravelmente o tempo de atendimento na ponta”, acrescenta.

A execução do projeto foi dividida em três fases. Na primeira, realizada entre fevereiro e agosto do ano passado, houve a atualização de 70 mil estações de trabalho de 2.800 agências; a segunda fase contemplou a substituição do maquinário do HSBC; e a última, que está em andamento, abrange 43 mil equipamentos. Iniciada em janeiro deste ano, está fase está prevista para ser concluída em agosto.

Sobre o cronograma, Andrade revela que houve a necessidade de antecipar a conclusão da primeira fase e reduzir o tempo de execução da última, para que a integração não impactasse no planejamento inicial. Indagado sobre como foi possível instalar novos equipamentos em tão pouco tempo, o executivo ressaltou que o processo de substituição deve ser transparente para o cliente. Nesse sentido, a atualização das estações que interferem diretamente no atendimento ocorre fora do horário de funcionamento ao público, porém dentro do horário comercial.

Já a atualização das demais estações de trabalho de retaguarda, que não refletem diretamente no atendimento, é feita no horário normal, desde que não haja sobrecarga numa mesma área de atuação. “Além disso, as estações possuem pré-co figuração do sistema operacional no próprio fabricante, a fim de minimizar o tempo de atendimento dentro do ambiente da agência, zelando sempre pela segurança dos dispositivos”, diz Andrade.

Atualização antecipada de software

O projeto foi configurado de forma a permitir que o novo parque de TI do Bradesco seja dotado de dois recursos. Um deles é a atualização antecipada de software, o que permite que as estações de trabalho das agências sejam ligadas remotamente sem a intervenção do usuário local.

O outro recurso consiste na recuperação remota das estações, o que pode ser feito quando da identificação da necessidade de se reinstalar a estação de agência. O procedimento também é feito sem intervenção do usuário local, desde que a mesa esteja com os cabos de energia e de rede conectados.

Entre os fatores críticos do projeto, Sérgio, da Scopus, aponta o desenvolvimento de uma funcionalidade para instalar o sistema operacional com base as configurações específicas de uma estação de agência, e de forma remota. “Outro fator crítico foi o desenvolvimento da solução, considerando os requisitivos de segurança, de forma que um técnico virtual possa realizar operações simultâneas em um conjunto de máquinas distribuídas pelas agências”, acrescenta.