Gestão de Processos

Banco do Brasil


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BB faz ampla modelagem para gestão de processos

Sucesso do projeto, que envolveu todas as diretorias e unidades do banco, é atribuído ao patrocínio da alta administração

Inaldo Cristoni

Duas necessidades motivaram a execução do projeto Gestão Corporativa de Processos, pelo Banco do Brasil. Ampliar o conhecimento operacional para a viabilização do aprimoramento da gestão dos riscos e controles e a reorganização dos processos centrais para, progressivamente, alinhá-los à estratégia de transformação digital do banco.

O projeto, vencedor do Prêmio efinance 2017 na categoria Gestão de Processos, foi implementado em um período de 15 meses, com início em dezembro de 2015 e conclusão em fevereiro deste ano. A respeito do prazo, Marcus Vinícius Cotta, gerente executivo da Unidade de Governança de TI e de Processos (UGP), explica que houve uma antecipação em relação ao que estava estabelecido originalmente, que era dezembro de 2017.

A antecipação foi possível em decorrência de muitos fatores. Entre eles, Cotta cita o rigoroso acompanhamento dos cronogramas de trabalho, que contavam com análises e encaminhamento de problemas e pendências verificados. “O patrocínio da alta administração, os estímulos das áreas de controle e risco e a adoção de um processo de comunicação amplo e transparente foram essenciais para o sucesso do projeto”, acrescenta.

Desenvolvido em parceria com a Software AG, o projeto envolveu todas as diretorias e unidades do Banco do Brasil – por sinal, o esforço de sensibilização para que todos participassem das ações que estavam em curso também foi uma tarefa desafiadora. Foram treinados 350 assessores de 41 diretorias e unidades, incluindo 101 analistas de negócios da área de tecnologia da informação (TI).

A empreitada consistiu no estabelecimento de uma base corporativa de processos para suprir as demandas do Banco do Brasil, mediante a adoção das melhores práticas de gestão de processos de negócios (BPM). Para tanto, procedeu-se a uma modelagem dos macroprocessos operacionais de todas as diretorias e unidades: a tarefa revisitou 1.200 macroprocessos que resultlaram em 420 macroprocessos modelados, padronizados, certificados e passíveis de reutilização por todo o banco.

A modelagem dos macroprocessos operacionais contou com o suporte da ferramenta Aris Architect, da Software AG, parceira do banco no desenvolvimento do projeto. Segundo Cotta, a participação da empresa foi importante para o enfrentamento das dificuldades no decorrer do processo. “A empresa sempre esteve disponível para discutir e encaminhar as soluções efetivas para os problemas identificados”, ressalta ele.

Ferramenta para gestão de riscos

A Software AG, que tem no segmento bancário uma das principais fontes de receita no mercado brasileiro, utilizou a ferramenta Aris Architech em todas as etapas do projeto para fazer a modelagem dos processos de negócios. A solução foi empregada, também, para que o Banco do Brasil tivesse à disposição uma ferramenta ágil para gerenciamento de riscos e de controle.

Além da Aris Architech, a empresa utilizou outras ferramentas de seu porftólio para suportar o projeto, tais como os sistemas Aris BPA e Aris ARC. A companhia também alocou 40 profissionais de diferentes áreas, como desenvolvedores, engenheiros, arquitetos e analistas de negócios para atuar no projeto.

Na avaliação de Cotta, a implementação do projeto contribui para consolidar a posição de uma instituição financeira do porte do Banco do Brasil – que atua em todo o território nacional, contabiliza aproximadamente 100 mil funcionários e tem presença em 23 países – no concorrido e cada vez mais concentrado setor bancário brasileiro.

Segundo ele, a ampliação do conhecimento operacional quanto aos processos da organização, assim como a reorganização e racionalização da arquitetura de processos, permitem agilidade de mudança, compartilhamento do investimento em melhorias operacionais e de aplicações, gestão da experiência do cliente e redução de custos.