Inovação em Meios de Pagamentos

Bradesco


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Banco implanta solução para transferências P2P pelas redes sociais

Projeto permite atrair não clientes graças às facilidades oferecidas pelos canais digitais

Rose Crespo

Num mundo cada vez mais digital, já é possível fazer uma transferência em dinheiro sem a necessidade de saber os dados da conta do favorecido. E mais: a pessoa não terá de ir à agência ou ao caixa eletrônico para sacar o dinheiro ou entrar na internet para fazer a operação. É a proposta do projeto vencedor do Prêmio efinance na categoria Inovação em Meios de Pagamento, desenvolvido pela Scopus para o Bradesco.

A alternativa na transferência de recursos chamou a atenção do professor Henrique Machado, do Centro Universitário da FEI e membro da Comissão Julgadora do Prêmio efinance 2017. “É um prazer destacar o esforço da vertical financeira no Brasil em apresentar projetos inovadores como este e mostrar sua inventividade”, destacou o professor.

Mais do que atrair a geração millenium, o Bradesco está de olho nos potenciais clientes que podem ser atraídos pela novidade. “Ao utilizar as redes sociais para transferir valores em dinheiro, o objetivo é o de levar uma pessoa que não é cliente a conhecer os canais digitais do Bradesco, de forma segura e prática”, destacou Oscar Dantas Vilcachagua, gerente de Inovação e Pesquisa da Scopus.

O projeto visa agilizar a operação de transferência P2P, sem a necessidade de moeda em espécie ou troca de informações bancárias, garantindo conveniência e economia de tempo ao cliente. Entre outros benefícios, a solução promove a diminuição da circulação de numerário, inclusão financeira e inclusão digital.

O gerente da Scopus destaca o pioneirismo do banco em relação à adoção de tecnologias inovadoras. “Fomos o primeiro banco brasileiro a permitir transações financeiras por meio de mídias sociais. Recentemente lançamos uma plataforma 100% digital, o Next. Estas iniciativas fidelizam o cliente e o aproximam do banco, além de atrair clientes de novas gerações”, ressaltou Vilcachagua.

Uso do Vale Digital

Na operação, é atribuído o Vale Digital ao montante que o usuário pretende transferir. Uma vez lastreado, ele pode ser repassado para outra pessoa pelo Facebook ou WhatsApp, sem a retirada do valor ou a troca de informações bancárias. De outro lado, o usuário que recebe o cupom poderá sacar o dinheiro no caixa eletrônico ou utilizar outros serviços financeiros mesmo que não tenha conta no banco.

Quando as transferências são feitas em espécie ou pela Internet, a instituição financeira do cliente debitado perde a oportunidade de contatar aquele que receberá o crédito. Nesse caso, o indivíduo que detém o Vale Digital terá de usar o aplicativo do banco. Ao recebê-lo, terá apenas de criar um cadastro com seu nome e CPF. A partir daí, tem a opção de sacar o valor em um ATM ou pagar contas de consumo, boletos de cobrança, fazer a recarga de celular, entre outros.

Dessa forma, a instituição financeira tem a oportunidade de apresentar seus serviços e eventualmente de conquistar um novo cliente, gerando um efeito “member-get-member”. “A expectativa é substituir parte das transações de saque e transferência interbancária”, disse o gerente da Scopus.

Segundo o gerente da Scopus, o maior desafio foi o de compatibilizar a utilização de redes sociais, aplicativos de sistemas operacionais iOS e Android, com a infraestrutura criptográfica para garantir a segurança do vale.