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Banco do Brasil


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Banco desenvolve solução para minimizar perda de dados em tabelas

Operação não tem interação humana e elimina erros, reduzindo o tempo para elaboração de cópias de segurança

Rose Crespo

A perda de dados em tabelas críticas é uma ameaça com que todas as empresas têm de lidar diariamente, podendo causar estragos inimagináveis em qualquer operação. Para minimizar os riscos, o Banco do Brasil desenvolveu uma solução caseira para a realocação das tabelas, permitindo que as cópias sejam realizadas em menos de duas horas e sem erros na operação.

O projeto ganhador do Prêmio efinance consistiu no desenvolvimento de um programa na linguagem Cobol – executado semanalmente –, consultando os dados extraídos dos sistemas de armazenamento e de acompanhamento de performance SQL. Por meio de cálculos matemáticos, ele promove a distribuição de objetos em várias controladoras com o balanceamento do acesso.

O processo de implementação exigiu a alteração e reorganização de todas as tabelas existentes, totalizando mais de 150 mil objetos que ocupam 650 TB e ficavam divididos em 13 controladoras de disco. O procedimento sem nenhuma interação humana permitiu a consolidação de nove controladoras de 60 TB em apenas três com capacidade 200 TB.

As recuperações de tabelas exigem menos tempo de execução, o que diminui a indisponibilidade para alguns minutos ou segundos. Com essa solução, o BB atingiu níveis de estabilidade e de recuperabilidade que aproveitam todo o potencial de suas soluções tecnológicas.

“Neste ambiente, a área de armazenamento de dados também precisa adotar soluções rápidas e eficazes na gestão de controladoras de disco e no processo de cópias de segurança. A economia projetada foi obtida em 100%”, disse Alessandro da Maia Schneider, gerente de equipe da Gesit do banco.

Além do balanceamento do espaço alocado em si, foi necessário identificar os acessos aos objetos para que as controladoras trabalhassem com a carga o mais uniforme possível. “Outro desafio foi trazer para o DB2 o gerenciamento da alocação dos objetos, tarefa realizada pelo sistema operacional”, explicou o executivo.

Soluções nativas

O sistema operacional das máquinas de grande porte possui soluções nativas de gerenciamento de armazenamento para a distribuição de arquivos em diversas controladoras, de maneira transparente para o usuário. Já os modelos mais recentes possuem funcionalidades como a Flash Copy, que garante a cópia de segurança de grandes tabelas, em frações de segundo, reduzindo a zero a indisponibilidade de objetos no banco de dados.

As tabelas do banco de dados IBM DB2 for z/OS residem em arquivos físicos, os VSAMs, sendo um arquivo para cada partição de cada tabela. A limitação é de 4.096 arquivos por tabela. Ao usar o Flasch Copy, cada arquivo copiado não pode residir em mais de uma controladora. O método de alocação de arquivos do sistema operacional não possui mecanismo para obrigar essa segregação, o que inviabilizava o emprego dessa funcionalidade pelo banco.

Antes de o projeto ser implementado, o uso desse benefício exigia que os objetos fossem movidos manualmente para um espaço reservado, e os analistas deveriam gerenciar esse pool, com somente algumas tabelas podendo ser abrangidas por tal solução.

A criticidade dos dados exige que sejam feitas cópias de segurança periódicas de todas as tabelas do banco, de forma rápida e segura, sem gerar contenções no ambiente transacional. Sem a aplicação da Flash Copy, o processo demorava cerca de três dias para fazer a cópia semanal das tabelas. Além do tempo, várias rotinas não podiam ser executadas, gerando erros e diversas equipes para o monitoramento.