Gestão de Pessoas

Banco do Brasil


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Plataforma do Banco do Brasil cria e divulga inovações

Laboratório apoia-se em equipe multidisciplinar, buscando utilizar metodologias ágeis na experimentação de soluções novas

Inaldo Cristoni

Um projeto experimental que também funciona como um laboratório de comunicação. Assim se define a Plataforma Humanos do Labbs, um ambiente para o desenvolvimento de soluções inovadoras, que são compartilhadas através da publicação de textos em um blog.

O projeto arrematou o Prêmio efinance 2017 na categoria Gestão de Pessoas. Labbs é a sigla de Laboratório Avançado do Banco do Brasil, um ambiente criativo no qual “todo desenho, toda solução, toda experiência é desenvolvida tendo como premissa melhorar o dia a dia das pessoas, oferecendo mais agilidade, mais eficiência e mais satisfação”.

Para tanto são utilizadas metodologias ágeis para a experimentação de coisas novas, revela Flávio de Oliveira Stutz, gerente da Divisão de Arquitetura e Engenharia do Labbs. Com uma equipe multidisciplinar, que conta com designers de interação, designers gráficos, pesquisadores, desenvolvedores e analistas de TI, o Labbs é dotado de infraestrutura de TI flexível que permite desenvolver e experimentar soluções digitais de maneira mais rápida, com segurança e baixo investimento.

Ao explicar como surgiu a ideia de desenvolvimento da plataforma, Stutz lembra que a experiência do fazer – tentar, experimentar, errar e tentar de novo – estava transformando a maneira como as pessoas reagiam às dificuldades. “Mais do que encontrar soluções, estávamos criando uma cultura nova”, diz, acrescentando que, com o projeto, “a ideia era transformar a experiência das pessoas no laboratório em conteúdo colecionável, para mostrar como as soluções tinham sido criadas, e inspiracional, para mostrar exemplos reais de resiliência, disciplina e foco”.

No blog já foram publicados 40 textos de 25 autores, os quais são abertos à discussão no Fórum BB, uma ferramenta acessada por funcionários da rede de atendimento e da Diretoria Geral. A gestão da plataforma é feita de forma voluntária pela equipe de Arquitetura do Laboratório, que faz a revisão do conteúdo publicado quanto aos aspectos técnicos (vocabulário, linguagem e ritmo) e estratégicos (qualidade da argumentação e aderência estratégicas).

Barreira de comunicação superada

Para publicação do conteúdo foi necessário romper uma barreira: a produção de textos por pessoas que trabalham em um ambiente de tecnologia, as quais, além de estarem acostumadas a escrever códigos, tendem a ser mais introvertidas e menos relacionais. “Por isso os primeiros textos foram feitos por pesquisadores e designers, mais habituados [a escrever]. Assim, criamos exemplos, modelos de como as pessoas poderiam contar suas histórias”, assinala Stutz.

Depois disso, a equipe responsável pela revisão do conteúdo estimulou as pessoas a escreverem da maneira como falam, incluindo o “techiniquês”. O resultado, segundo Stutz, foi o surgimento de textos leves, simples e divertidos. “Criamos um ambiente de liberdade criativa. Esse talvez seja o atributo-chave, damos liberdade”, afirma.

O único requisito para publicar um conteúdo é ter assumido o desafio e a responsabilidade de fazer alguma coisa, botar a mão na massa, como diz Stutz. Embora o foco seja o engajamento, e não a quantidade de textos ou de autores, o número de conteúdos publicados superou as expectativas, considerando que não estão sendo utilizados os canais oficiais de comunicação interna do Banco do Brasil e que a concorrência das redes sociais é pesada.