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Banco do Brasil


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Tecnologia agiliza negócios com crédito em correspondentes bancários

Digitalização de imagens reduz custos, eleva a eficiência operacional e mitiga riscos

Carolina Spillari

Ao partir para o desenvolvimento do projeto Portal Mais BB - Digitalização de Imagens, o Banco do Brasil buscou reduzir o uso de mão de obra e de recursos de infraestrutura para a contratação de crédito nos correspondentes bancários, aproveitando a estrutura já existente dos parceiros. Os resultados fora amplamente positivos, redundando na conquista do Prêmio efinance pelo case, um dos três vencidos pela instituição na categoria ECM.

Hoje em dia, normalmente há demora na tomada de crédito, pois é necessário fazer cálculos, avaliações e arquivamentos de documentos. Com a crescente demanda desse serviço pelos clientes nos correspondentes bancários, surgiu a necessidade de implementar melhorias no processo.

Desse modo, a instituição começou a adotar a tecnologia de digitalização de documentos na contratação de crédito por estes canais de atendimento. Para isso, desenvolveu processos no Portal Mais BB para envio de imagens ao sistema corporativo de dossiês de operações.

A iniciativa possibilitou incrementar os volumes de negócios creditícios com as pessoas físicas, sem que fosse preciso aumentar a estrutura de atendimento. Além do mais, a reutilização dos documentos em outros atendimentos aos clientes proporcionará maior agilidade em novas operações de crédito nos demais canais do banco.

Somente no mês de fevereiro, para se ter uma ideia, houve um aumento de 48% na quantidade de operações nos correspondentes participantes do piloto. Além do aumento de contratações, o atendimento ficou mais ágil. “No fluxo tradicional, o correspondente necessitava se dirigir a uma agência do banco. Por isso o tempo poderia variar bastante. Agora, para as linhas de crédito pessoal não consignado, esse tempo pode ser de apenas 30 minutos”, conta Geni Andrade Oliveira, gerente executiva do PTT/Plataforma Crédito do BB.

Um dos processos envolvidos no projeto é o upload de imagens dos documentos após a conclusão do acolhimento de propostas. Segundo a entrevistada, uma vez realizado o upload, as imagens ficam no Dossiê de Operações (DEOC), cujo armazenamento físico se dá via GED.

Outra funcionalidade é a parametrização de documentos necessários conforme a linha de crédito e o convênio (quando se tratar de crédito consignado em folha). Também é feita a avaliação de quais documentos necessariamente passarão por processos de verificação por um funcionário do Banco do Brasil. “Atualmente um Centro de Suporte Operacional está tratando os documentos com análise obrigatória”, informa Geni.

Um dos processos instaurados é o workflow para recusas de documentos em ambiente interno do Banco do Brasil, com a possibilidade de reenvio por parte do promotor de vendas no âmbito do correspondente. Também é feito o gerenciamento automático e corporativo do tempo de expurgo das imagens de documentos. Controles de retrocompatibilidade mantêm operacionais os correspondentes ainda não migrados para esse novo fluxo.

A implantação se deu entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. No dia 15 de janeiro deste ano, começou a produção de um teste piloto, com apenas três correspondentes. Durante cerca de 30 dias, houve refinamento de processos e sistemas e treinamento dos promotores de vendas dos demais correspondentes. A partir de 20 de fevereiro, a funcionalidade foi estendida para 38 correspondentes.

Mitigação de falhas operacionais

Entre os resultados apontados está a mitigação de falhas operacionais na coleta e arquivamento de documentos obrigatórios na contratação de crédito. Outro benefício foi a redução no custo na contratação destas mesmas operações e, por consequência, o aumento nos negócios com pessoas físicas nos correspondentes.

Além disso, com a dispensa de transporte de documentação, foi reduzido o tempo médio para confirmação das propostas de crédito. Qualquer outra unidade do Banco do Brasil pode reutilizar os documentos digitalizados, tendo em vista o uso de ferramenta corporativa para gerenciamento de dossiês de operações de crédito.

Geni Oliveira reforça que a iniciativa diminuiu o tempo entre o acolhimento da proposta e a sua confirmação, por dispensar a análise e validação das agências, havendo economia de papel e de transporte. Outro ganho foi a redução da logística porque antes as agências precisavam arquivar essa documentação. Em outra frente, a força de trabalho fica liberada para novos negócios, em vez de analisar documentos e procedimentos de confirmação em sistema.

Voltado a todos os clientes que utilizam os serviços e as linhas de contratação de crédito comercializadas na rede de correspondentes bancários, o projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 490 mil. O BB calcula que haverá redução de custos pela diminuição de intervenções de funcionários do Banco do Brasil em cada operação contratada, sem contar o aumento da eficiência operacional do canal.