Co-criação

Banco do Brasil


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BB aposta na co-criação para lançar soluções desejadas pelos clientes

O programa Beta permite ao usuário relatar aspectos que agradam, possíveis falhas e correções e, mesmo, indicar novos produtos e demandas

Edilma Rodrigues

Para garantir excelência na experiência dos clientes, nada melhor que eles mesmos opinarem sobre aplicativos e recursos a serem lançados. Foi isso que o Banco do Brasil fez ao criar uma plataforma que permite a eles ajudar a desenvolver, melhorar e testar, em primeira mão, soluções do banco. Trata-se do programa Beta que, no momento, está em operação com um experimento: o portal para desenvolvedores (developers.bb.com.br), que recebeu inscrição de mais de mil interessados. Esta ideia de incluir os usuários para criar produtos bancários garantiu ao BB mais um Prêmio efinance, agora na categoria Co-criação.

O gerente executivo da Dined (Diretoria de Negócios Digitais do BB), Carlos Rudnei Dutz, salienta o protagonismo do movimento que busca inverter a dinâmica de construção das soluções bancárias, no sentido de ouvir o cliente, suas necessidades e percepções antes e durante o desenvolvimento, ao invés de coletar feedbacks após a entrega. “Outra questão importante é o fato de que o projeto está em constante aprimoramento e possui flexibilidade em sua essência para se adaptar às expectativas dos clientes”, acrescenta.

O objetivo da co-criação “é construir soluções valorosas para os brasileiros, com a expectativa de que as contribuições dos participantes possam inclusive indicar ou demandar soluções que sequer foram imaginadas pelo banco”, explica Dutz, que completa: “É uma verdadeira transformação na maneira de interagir com o BB”.

Qualquer cliente do Banco do Brasil pode se cadastrar e se inscrever na plataforma e participar de qualquer experimento. “A escolha é dele, que pode sair quando quiser”, avisa o gerente. Na plataforma, o usuário pode opinar e participar da construção das soluções do BB fazendo reviews: relatar aspectos que agradam; possíveis falhas ou pontos que precisam ser corrigidos ou implementados. Esses feedbacks antes de a solução estar em produção garantem um produto final mais relevante e adequado às necessidades dos clientes e propiciam melhor experiência. “Normalmente, os bancos desenvolvem primeiro e somente depois testam com os usuários”, assinala ele.

A plataforma está hospedada dentro do banco, no Labbs, que é o laboratório de experimentação de soluções do Banco do Brasil. O projeto, que teve início em janeiro de 2017 e envolveu três diretorias do BB, fez a primeira entrega: uma plataforma funcional disponível no endereço beta.labbs.com.br, no fim de maio. “No momento, planejamos outros dois experimentos para o mês de julho”, comenta Dutz.