GED

Serasa Experian


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Projeto com GED e BPM automatiza processos internos

Serasa Experian eleva a produtividade, reduz custos e mitiga riscos de fraude

Rose Crespo

Construir uma plataforma centralizada de apoio aos processos da operação de dados negativos, redundando em um investimento de US$ 4 milhões. Esta iniciativa da Serasa Experian ganhou o Prêmio efinance 2017 na categoria GED (Gestão Eletrônica de Documentos). Denominada internamente de Concentre, a solução – que é regulamentada por requisitos legais – envolve a recepção de documentos, captura de dados, digitalização, análise e execução de atividades, como ordens judiciais.

Para apoiar o processo, a Serasa selecionou a GFT, empresa de TI especializada em digital para o setor financeiro. O fornecedor foi responsável por implementar a ferramenta Kofax Total Agility (KTA), de Business Process Management (BPM), que tornou o processo flexível e gerenciado, permitindo a execução automática das tarefas do dia a dia.

O primeiro processo envolveu a digitalização, visto que foi uma pré-condição para os demais e trouxe resultados imediatos para a Serasa: o fim da circulação física do papel. A sequência do desenvolvimento do projeto incluiu os demais processos, como Monitore, Ofícios, Protestos, Ações, Facon (Falências e Concordatas) e Serasajud (integração com os principais tribunais). Por meio de metodologia ágil de desenvolvimento de sistemas, a expectativa é de que o projeto seja concluído até novembro deste ano.

Considerando que uma ferramenta de BPM adquirida não pode ser apenas departamental, outras áreas já se beneficiaram da plataforma e fizeram suas implantações. Um exemplo é o Projeto ACI Centralizado da unidade de negócios e-ID, para colocar o processo de certificação digital da conferência (processo ACI) com apenas uma equipe e em um único lugar. Os ganhos foram melhoria da eficiência operacional, redução de custos de localização devido aos requisitos de infraestrutura física do ACI, mitigação de fraude e migração tecnológica.

De acordo com o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Serasa Experian, Lisias Lauretti, o projeto é considerado estratégico e de alta visibilidade junto ao board da empresa, pois trabalha com a digitalização de processos para construir uma plataforma centralizada. E também proporciona benefícios diretos e indiretos para a organização e outras empreitadas internas, bem como vantagem competitiva.

“Substituímos os antigos e desatualizados sistemas que eram conectados por um grande número de integrações, gerando instabilidades e um elevado número de incidentes e possíveis vulnerabilidades de segurança interna, por uma plataforma na qual a área pudesse desenvolver de forma sustentável”, afirmou o diretor de negócios da GFT Brasil, Alessandro Buonopane. Ele explicou que, além de restaurar a estabilidade da operação e da arquitetura técnica, a iniciativa tinha como objetivo aumentar a produtividade e minimizar o risco de descumprimento dos requisitos legais.

Outro projeto beneficiado com a plataforma foi a OCR (Optical Character Recognition) de Balanços, que converte os dados extraídos de demonstrativos financeiros, devendo aumentar a eficiência operacional e reduzir custos com o atual fornecedor, entre outros pontos. “Uma das vantagens competitivas da ferramenta é que ela fornece inteligência na captura e OCR, além de sua simplicidade no desenvolvimento de fluxos simples de BPM”, explicou Buonopane.

O empreendimento deverá consumir aproximadamente 40 mil horas de código em 16 meses de execução. No total, serão envolvidos cerca de 50 grandes processos de negócio e 30 processos sistêmicos de integração.