Mainframe

Banco do Brasil


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Projeto moderniza solução de armazenamento de dados na plataforma alta

Máquinas de última geração vão ajudar a reduzir consumo de recursos do datacenter

Rose Crespo

O Banco do Brasil foi o grande destaque na categoria Mainframe, com a conquista de seis prêmios na 17ª edição do efinance. Um dos projetos teve como objetivo modernizar a solução de armazenamento de dados nos mainframes. A nova geração de equipamentos permitiu reduzir em 60% os custos com datacenter e aumentar em 25% a capacidade em relação à plataforma substituída.

O projeto envolveu a substituição de 24 subsistemas de discos mainframe, distribuídos em dois sites, com capacidade total de 1.100 TB. A nova solução possui capacidade de 1.380 TB, distribuídos em 12 subsistemas. O novo parque apresenta maior eficiência energética, menor dissipação de calor e melhor desempenho. A solução teve custo aproximado de R$ 30 milhões.

Foram instaladas máquinas que incrementaram a capacidade, a escalabilidade e o desempenho, contribuindo para cortar em 25% o tempo de resposta das operações de escrita e gravação em subsistemas de discos.

O aumento da demanda e a expansão dos negócios digitais exigem cada vez mais da infraestrutura de TI. A demanda de soluções de análises de dados, as redes sociais e o aumento do acesso às aplicações por dispositivos móveis exigem que o ambiente esteja preparado para o crescente aumento de volume de dados e atenda requisitos indispensáveis, como alta disponibilidade e segurança, exigidos pelo próprio banco e órgãos fiscalizadores.

De outro, as instituições financeiras tendem a buscar a melhor equação para resolver a necessidade de provisões para aquisição e a manutenção do espaço em um datacenter. A necessidade de contratar mais serviços pressiona os orçamentos da empresa, pois eleva-se a demanda por redundância, disponibilidade e desempenho.

Em cinco meses, a solução foi implementada, considerando o período de instalação e customização. O processo envolveu a hospedagem de novos equipamentos, movimentação dos dados entre os equipamentos antigos e os novos, além da customização das novas funcionalidades.

A iniciativa deverá promover uma economia considerável ao diminuir o consumo de recursos físicos e diminuir o tempo de resposta das transações. Segundo Ewerton Waki, gerente de Equipe da Gesit do BB, a iniciativa é estratégica, considerando que “a melhor utilização dos espaços nos datacenters e ganhos no tempo de respostas das aplicações são importantes para o resultado do banco”.

“Executar mudanças no ambiente mantendo 100% de disponibilidade é sempre o maior desafio, principalmente ao considerar que a migração envolveu as bases de dados utilizadas nas aplicações online do BB”, destacou Waki.

Em termos de recursos de ocupação do datacenter, a iniciativa prevê redução de 8.760 kg e de 34,2 metros quadrados; de energia, o corte previsto será de 168 kVA. No que diz respeito ao tempo de resposta I/O, será de 0,100 milissegundos de um total de 0,400 milissegundos.

A equipe comemora o reconhecimento. “Pela primeira vez houve premiação para a categoria mainframe, o que motivou nosso time de infraestrutura a participar e demonstrar sua capacidade”, concluiu Waki.