Gestão de Pessoas

Banco do Brasil


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Plataforma permite acompanhar desempenho de gestores

Os dados apurados servem de base para emissão de certificados que podem indicar ascensão na carreira ou transferência

Inaldo Cristoni

Os funcionários que exercem função de liderança são o alvo do projeto Radar do Gestor, que o Banco do Brasil começou a implementar no início de 2015 e concluiu no ano passado. Vencedor do Prêmio efinance 2017 na categoria Gestão de Pessoas, consiste em uma plataforma corporativa que permite o acompanhamento do desempenho profissional ao longo do tempo com base em diferentes indicadores alinhados à estratégia corporativa do banco.

O público-alvo desse projeto é formado por gestores das unidades de negócios das Redes Varejo, Governo e Atacado. No primeiro caso, revela George Kreimer Júnior, analista do Programa de Transformação Tecnológica (PTT)/Plataforma de Gestão, o projeto contemplou inicialmente 5 mil funcionários, universo que foi ampliado para os 21 mil profissionais.

Além disso, a iniciativa abarca em torno de 750 gerentes de relacionamento da rede Atacado e uma centena de superintendentes regionais (etapa que está em andamento). “O próximo passo é incluir mais gestores de outras áreas de negócio, abrangendo cerca de 130 funcionários”, revela Kreimer, acrescentando que líderes de unidades estratégias, táticas e de apoio também podem se beneficiar do projeto Radar do Gestor.

Kreimer explica que o Radar do Gestor já existia desde 2012 para o público que atende atualmente, mas como protótipo interno apenas em caráter informativo. “Em 2013, foi realizada uma pesquisa com os gestores da rede de agências e um dos pedidos foi que o Radar do Gestor impactasse a ascensão. Assim, a partir de 2014, algumas melhorias no modelo foram implantadas e em 2016 começou de fato a impactar os processos seletivos”, diz.

As informações acerca do desempenho de cada funcionário são apresentadas por meio de gráficos, tabelas e séries históricas. O gestor pode fazer o acompanhamento dos resultados e compará-los com os indicadores obtidos por outros profissionais que exercem funcções semelhantes. Com base nesses dados, o gestor pode fazer uma autoanálise de seu desempenho, enquanto o banco conta com informações gerenciais que lhe permitem saber os gestores que apresentam melhor performance profissional.

No processo de acompanhamento do desempenho profissional são gerados pontos e emitidos certificados de gestão com validade de um ano, que, conforme o resultado, podem indicar uma ascensão na carreira profissional ou a necessidade de transferência para outra unidade de negócio de menor complexidade. Neste último caso, há impacto direto na remuneração.

De acordo com Kreimer, a pontuação e a certificação são considerados como critérios de classificação no Sistema de Talentos e Oportunidades (TAO), que é utilizado para recrutamento de funcionários que se inscrevem para concorrência em vagas de seus interesse. Atualmente, 5 mil gestores possuem certificado de gestão.

Consolidação de informações em uma única base

Como desafio para o desenvolvimento do projeto, Kreimer aponta a consolidação em uma única base das informações de diferentes origens e grandezas e com diversas especificidades. Além disso, destaca a criação de parâmetros que possibilitam análises comprativas.

A infraestrutura de tecnologia de informação (TI), a definição de requisitos e a rotatividade de pessoas, sobretudo no início da execução do projeto, também foram mencionados como fatores críticos.

Para Kreimer, o Radar do Gestor auxilia o Banco do Brasil no processo de realocação de gestores com base no desempenho histórico, a fim de compatibilizar a experiência profissional de cada um deles com a complexidade do novo desafio ou dependência onde passa a atuar.

“Conforme o desempenho dos funcionários, é factível o direcionamento de ações de capacitação para gestores que necessitam aprimorar desempenho conforme a necessidade”, assinala.

O Radar do Gestor passa por melhorias a cada semestre, com a inclusão de eventuais alterações para garantir o alinhamento com a estratégia corporativa do Banco do Brasil e a melhor calibragem das métricas utilizadas para avaliação. Os indicadores podem ser alterados, bem como outros critérios para apuração e distribuição da certificação, exemplifica Kreimer.