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Banco do Brasil


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Ferramenta de gestão facilita diagnóstico e solução de eventos

Scan é uma aplicação web que mostra um mapa com todos os recursos computacionais consumidos por um serviço ou solução

Inaldo Cristoni

Os altos executivos da Diretoria de Tecnologia (Ditec) do Banco do Brasil ganharam uma nova ferramenta de gestão, cuja aplicação permite tomar decisões mais assertivas e mitigar riscos na governança do ambiente de TI. Trata-se do Scan, desenvolvida internamente para ser utilizada no enfrentamento de incidentes que ameaçam o funcionamento dos serviços e produtos do banco.

Através do Scan, que consiste em uma aplicação web, é possível obter um mapa arquitetural do ambiente de TI, com todos os recursos computacionais que um serviço ou uma solução estão consumindo no momento em que é realizada uma consulta, explica Ítalo Marcus Rodrigues Freitas, gerente executivo da Gerência de Suporte e Infraestrutura (Gesit) do Banco do Brasil.

As ações para identificar a ocorrência de problemas normalmente são demoradas, fazendo com que o ambiente fique indisponível por um tempo suficiente para impactar negativamente a operação do banco, sobretudo no que diz respeito ao cliente final. A aplicação do Scan tenta dar agilidade aos processos de identificação e solução das ocorrências.

De acordo com Freitas, a tela inicial apresenta uma barra de pesquisa onde o usuário digita o nome do serviço ou da solução. “Após efetuada a seleção, é apresentada na tela o mapa do serviço ou da solução pesquisados, com informações de todos os itens consumidos”, acrescenta.

Os itens consumidos são apresentados em seis perspectivas e em três níveis hierárquicos de agrupamentos de componentes. Segundo Freitas, também há nos componentes do último nível hierárquico links que permitem apresentar detalhamentos dos recursos consumidos, sejam eles de infraestrutura de TI ou de aplicações.

Vencedor do Prêmio efinance 2017 na categoria Infra de TI, o projeto traz ganhos de eficiência operacional e reduz custos. Seu grande apelo é permitir a rápida visualização do fluxo de uma solução ou serviços de negócio, bem como do eventos de indisponibilidade. Chama a atenção, também, por permitir a tomada de decisões de alto nível com base em informações precisas.

Etapas da implementação

Devido à complexidade, a implantação do projeto foi dividida em etapas. Em março foi concluída a primeira delas, referente ao módulo de validação de todos os fluxos que forem incluídos para se garantir a gestão da planta arquitetural de TI. Freitas informa que está em discussão a ampliação do escopo do projeto para atender os requisitos apresentados por outras áreas, o que vai obrigar a uma revisão do cronograma de entregas.

Além da validação, está prevista a entrega dos módulos de colaboração, para inclusão de novos fluxos por meios de processo colaborativo entre as áreas especialistas; e de consulta (ampliação), com a implementação de novas visões por disciplinas técnicas, tais como disponibilidade, capacidade, incidentes, desempenho, custos e orçamento de TI, entre outras.

Além de visualizar rapidamente todos os recursos de infraestrutura e de aplicações que suportam um serviço de negócio, para endereçar rapidamente as soluções, um dos benefícios que o Banco do Brasil espera obter com o desenvolvimento do projeto é “a convergência das áreas de negócios e de tecnologia sobre um serviço de negócio numa plataforma tecnológica”.

Como principal fator crítico para o desenvolvimento do projeto, que contou com a participação de 11 profissionais do Banco do Brasil e de parceiros, Freita destaca a integração com as ferramentas de monitoração dos componentes de infraestrutura, para implementação dos sensores para sinalização do Scan. O motivo, segundo ele, é a complexidade das diversas ferramentas utilizadas no banco.