Gestão de Configuração

Banco do Brasil


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Gestão de configuração aprimora eficiência operacional de TI no BB

A visão clara da cadeia tecnológica melhorou a experiência do cliente, a detecção de vulnerabilidades e o diagnóstico de problemas

Edilma Rodrigues

Para gerir os mais de 430 mil itens de configuração e 255 serviços que o Banco do Brasil disponibiliza para seus 52,7 milhões de clientes, foi necessário reestruturar sua base de dados para uma configuração única, atualizada, fidedigna e íntegra. O objetivo era manter uma esteira organizada, controlada e estruturada, que levasse o gerenciamento dos serviços de TI para uma visão fim a fim, desde a requisição de um usuário até sua resposta. O projeto, finalizado em dezembro de 2016, rendeu ao BB o Prêmio efinance na categoria Gestão de Configuração.

Segundo o gerente executivo da Gesit (Gerências de Suporte e Infraestrutura), Ítalo Marcus Rodrigues Freitas, movimentar toda essa grande máquina na direção dos interesses de seus clientes é tarefa hercúlea e, por trás dessa dinâmica, está a gestão de uma infraestrutura de grandes proporções, uma das maiores da América Latina.

“Essa estrutura suporta os diversos negócios e serviços financeiros do conglomerado, sendo composta pelos mais diversos tipos de componentes de TI. Cada um desempenha um papel importante para um ou mais serviços”, explica ele, acrescentando: “Ter um mapa de todos esses componentes, como estão relacionados e a quais serviços pertencem constitui a principal fonte de informação para aumentar a eficiência operacional de TI”.

Além disso, por ser uma empresa sujeita a controles governamentais e de órgãos independentes, o banco precisava manter seus ativos em um nível excelente de gestão, além de se firmar como uma empresa digital. “A gestão da infraestrutura exerce um papel fundamental para apoiar essa transformação do BB. Somente com total controle desses ativos, real noção dos impactos de todas as mudanças que serão implementadas e capacidade de retomada ágil - em caso de interrupção -, poderá ser garantida a estabilização dos serviços digitais e um posicionamento definitivo do banco no atual mercado, que já caminha para a era pós-digital”, salienta Freitas.

A implantação do projeto lançou mão das melhores práticas do mercado, como os frameworks Cobit e ITIL, além de referências em qualidade em serviços, como ISO 20000. Assim, o banco garantiu aumento da segurança, com a detecção de vulnerabilidades; diagnóstico de problemas; mais controle sobre as mudanças e melhor avaliação de impacto provocado por alterações no ambiente tecnológico.

Conhecimento detalhado dos itens

Por sua vez, o conhecimento detalhado de todos os itens permite gerir a capacidade, reduzindo custos; garantir qualidade na entrega e na restauração do serviço e visualização mais clara da cadeia tecnológica. Sem contar com a experiência positiva para o cliente. “Os serviços estão disponíveis sempre que ele necessita”, enfatiza.

O BB também assegurou que as informações dos itens de configuração, contidas em sua BDGC (Base de Dados de Gestão de Configuração), estejam atualizadas, consistentes e confiáveis. As informações desses itens na BDGC são atualizadas por meio do processo de Mudança e Liberação ou por integração com outras bases, devendo refletir o estado real da planta tecnológica do BB.

O projeto, iniciado em março de 2013, contou com o software HP-uCMDB para modelagem das topologias, descoberta, coleta e identificação de componentes de TI e gestão dos itens. Depois, a equipe de Gestão de Configuração do banco, com a participação de outras equipes (Gestão de Mudanças e Liberação, de Incidentes, de Problemas, áreas de construção e de operação, dentre outras), procedeu à integração entre elas.