Aplicativo Rural

, Published in Vencedores 2018

BANCO DE BRASIL

Custeio Digital
Atualização cadastral de produtor rural por meio digital
Agro Digital - Sistema de Projeto Técnico
Plantar - Monitoramento de Safra - Fase II

 

 

 

BB cria ferramentas para agilizar transações com produtores rurais

 

 

 Do Banco do Brasil, Rodrigo Brito Marçal, analista TI B; Alan Miranda Fontes, gerente de Equipe; Helio Pereira Dominoni, gerente de Divisão; Emerson Marques Alves da Silva, analista TI A; Ivon Miranda Santos, analista TI A; e Ronan Rodrigues Carneiro, analista TI A.

 

Atualmente esse público já pode realizar operações de custeio agrícola pelo smartphone e atualizar dados cadastrais por meio de canais digitais

Comprovando sua expertise no segmento do agronegócio, o Banco do Brasil teve quatro cases vencedores do Prêmio efinance, na categoria Aplicativo Rural.  Esses projetos beneficiam os produtores rurais e agilizam as transações entre eles e o banco. Hoje, por exemplo, esse público já pode realizar operações de custeio agrícola pelo smartphone, atualizar dados cadastrais por meio de canais digitais e monitorar a safra eletronicamente.

Gerar uma economia de R$ 4 milhões por safra agrícola, com eficiência, redução de custos, simplificação e padronização das propostas de custeio. São alguns dos resultados obtidos pelo Banco do Brasil com o Agro Digital – Sistema de Projeto Técnico, solução que alia tecnologias de última geração como o GeoMapa Rural e o aplicativo Custeio Digital. O cliente, por sua vez, ganha tempo e não terá de se deslocar à agência para entregar os documentos ou receber informações sobre a sua proposta.

O projeto, um dos quatro vencedores do BB na categoria Aplicativo Rural do efinance 2018, propõe acabar com o retrabalho e apresenta uma proposta sustentável ao eliminar uma grande quantidade de papel no processo: 210 mil folhas/ano. O investimento do banco é de aproximadamente R$ 240 mil.

As operações rurais demandam projeto, plano simples, orçamento e proposta que são analisadas para a liberação do crédito. Como o banco não possuía um sistema digital para guardar os documentos, as agências recebiam uma grande quantidade de documentos, cujos dados deveriam ser colocados nos sistemas internos, registrando o histórico da proposta. Essas informações são cruciais para o cálculo do limite de crédito de cada produtor. Em alguns casos, formulários deveriam ser enviados pelo correio para complementar o processo.

Sem um padrão definido, a massa de informações era armazenada em vários modelos e ficava dispersa em locais diferentes, o que dificultava o trabalho do analista de crédito. Além de aumentar o risco operacional, a atividade gerava perdas, já que não existia um sistema de armazenamento e nem todos os documentos eram digitalizados, somente uma parte de forma manual.

Por isso, o banco investiu em uma ferramenta de apoio ao projetista na elaboração e encaminhamento dos projetos técnicos de custeio agrícola, que é assinado eletronicamente pelo cliente nos seus canais digitais. Por e-mail, a agência é notificada e dá continuidade à análise da operação. A iniciativa começou em agosto de 2017 e, desde fevereiro, está disponível para um grupo de empresas de assistência técnica. Os ajustes devem ser concluídos até junho, quando o sistema estará disponível para os demais usuários.

Pelo assistente de navegação, o projeto é elaborado na web com linguagem Java Script e inclui em etapas que variam dependendo das características de cada um. Ao finalizar o preenchimento inicial, o projetista poderá refinar o conteúdo já cadastrado e inserir informações complementares. No final, terá acesso à ficha do projeto com os dados exigidos para completar a análise.

Além de melhorar significativamente a experiência tanto das empresas de assistência técnica como a dos produtores rurais, o BB espera uma redução significativa de custos. Também serão menores o tempo de recebimento das propostas, assim como o da análise, validação e digitalização de documento

Cadastro digital - O Banco do Brasil desenvolveu uma ferramenta para o cadastramento de informações do produtor e empresas de assistência técnica rural por canais digitais para garantir praticidade, eficiência e segurança. Desde a instalação no início de abril, mais de 20% dos registros efetuados no Banco do Brasil foram feitos pela solução. Um dos benefícios é a redução de mais de 80% no prazo de efetivação das alterações cadastrais no processo como um todo, desde o recebimento das informações até a conclusão das atualizações.

Batizado de Atualização Cadastral do Produtor Rural por Meio Digital, o projeto é um dos quatro vencedores do efinance 2018 na categoria Aplicativo Rural. A iniciativa destacou-se por oferecer uma ferramenta moderna e inovadora de autoatendimento ao cliente disponível pela internet ou pelo celular. Foram investidos R$ 1,6 milhão para garantir benefícios, como redução do tempo de resposta e melhoria na experiência do usuário.

Trata-se de um modelo inovador de atendimento, que será crucial para simplificar o trâmite de informações e documentos e reduzir custos operacionais. A proposta da atualização digital é eliminar um grande número de etapas internas tanto no cadastramento como no tratamento de documentos. Como os dados são adicionados pelas empresas técnicas, a margem de erros será menor já que os funcionários do BB poderão fazer a conferência. Sem falar na sua proposta sustentável, que prevê uma redução drástica da utilização de formulários impressos e cópias de documentos em papel, fortalecendo ainda mais a atuação socioambiental da instituição financeira.

Para as empresas técnicas, o processo digital representa conveniência e menos burocracia ao evitar a impressão de formulários, cópias e evitar deslocamentos desnecessários à agência. O produtor rural terá mais segurança no processo, já que poderá confirmar os dados inseridos em seu cadastro pelos técnicos.

O Portal de Crédito é um ambiente seguro e foi projetado para otimizar o upload dos dados, considerando que parte das informações é validada automaticamente. A plataforma facilita também o fluxo de conferência de dados que dependem da validação dos funcionários, evitando retrabalho e garantindo a assertividade do processo.

A primeira fase – que envolveu as autorizações de clientes e produção agropecuária – foi homologada entre novembro e dezembro de 2017. Após a validação pelo gestor do produto, foi realizado o piloto com algumas empresas

técnicas rurais. A primeira fase foi liberada em abril para todo o Brasil. Desde março, começou a homologação dos bens imóveis rurais e o piloto iniciou em maio. O desenvolvimento abrangeu a plataforma Web/Java, a de mobile banking (Android e iOS), além do mainframe Cobol com banco de dados relacional DB2.

Custeio mobile - O Banco do Brasil apresenta mais uma inovação para o produtor rural do País: o aplicativo Custeio Digital para o envio de custeio agrícola ou pecuário pelo smartphone iOS ou Android. Um dos quatro projetos premiados pelo efinance na categoria Aplicativo Rural, o Custeio Digital já é responsável pela contratação de mais de R$ 2 bilhões do financiamento para o setor. Mais de 3 mil clientes já utilizaram o serviço mobile.

Trata-se de uma iniciativa pioneira, pois o BB é o único banco que oferece esse tipo de canal digital e tem como estratégia desenhar soluções específicas para os produtores rurais. Quando desenvolveu o Custeio Digital, o BB tinha como objetivo trazer conforto e agilidade para as operações financeiras dos produtores.

Nos meses de janeiro e fevereiro, 10% do total financiado foram captados pelo aplicativo. Perto da metade das contratações foi solicitada fora do expediente bancário, durante o período noturno ou nos finais de semana.

De forma simples e rápida, o cliente solicita uma nova contratação, aproveitando as informações dos seus financiamentos anteriores já enviadas à instituição. Ele pode ainda atualizar a base de dados e só terá de ir à agência para assinar o contrato e levar a documentação.

Além dos benefícios para os clientes, o Custeio Digital permitiu que o banco aumentasse a eficiência de sua rede de atendimento. Para fazer a contratação, o cliente não precisa apresentar a prévia do projeto técnico, a certidão de ônus reais e outros documentos já enviados ao banco por conta de operações anteriores.

O projeto foi desenvolvido pela equipe do Complexo Central de Tecnologia do Banco do Brasil, em Brasília (DF), envolvendo outras áreas da instituição. Na criação da interface do usuário, participaram analistas da Diretoria de Agronegócios e especialistas em User Experience.

Em outra etapa, foram envolvidos profissionais especializados em desenvolvimento mobile, em conjunto com desenvolvedores de mainframe para criar uma camada de negócios única para a execução. Com esse desenho, o sistema deveria gerar ganhos com a redução da manutenção da aplicação, independentemente do sistema operacional do usuário.

Em quatro meses, o aplicativo foi implementado e, desde abril, está disponível para todos os clientes. Em janeiro do ano passado, foram iniciados os testes do piloto. A expectativa é ampliar o público e atender os participantes do Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf) ainda neste semestre.

Monitoramento de safra - Em um mercado altamente competitivo, a modernização exige que as informações estratégicas estejam disponíveis para a definição de novos rumos do agronegócio. Para atender o mercado e reduzir riscos, o Banco do Brasil investiu perto de R$ 2 milhões no desenvolvimento de uma inovadora ferramenta gráfica com alertas com dados, como números da safra, mercado, oportunidades, ameaças/riscos para a empresa, entre outras.

A iniciativa Pl@antar – Monitoramento de Safra – Fase II (Alertas) foi premiada pelo efinance 2018 na categoria Aplicativo Rural. Seu desenvolvimento está apoiado em uma metodologia de análise de projetos de investimentos para facilitar a identificação de riscos e consequentemente a Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD), ou seja, aponta a possível perda que a instituição pode ter nos seus títulos a receber.

Intuitiva, ela apresenta os registros dos alertas de forma ágil sendo que os dados já estão integrados com os sistemas do BB. Se a solução apontar uma quebra de safra causada por questões climáticas, por exemplo, o assessor do banco poderá orientar a contratação de um seguro, acionar o Proagro, solicitar laudos etc. Ele acessa uma série de informações para subsidiar as suas decisões.

Outra grande vantagem é a reversão estimada de 5% do fluxo de PCLD, o que significa mais de R$ 1 milhão para cada ano/safra e, em até cinco anos, mais de R$ 6 milhões. A solução permite estimar a rentabilidade do empreendimento agropecuário ou se comprovar a impossibilidade de pagamento de uma operação rural a necessidade de se prorrogar a dívida.

A transparência dos dados é fundamental para garantir a lisura do processo, reduzindo casos de fraude. Para isso, foi criada uma interface para alimentação de dados e geração de relatórios online com informações mais abrangentes e customizadas. Antes os relatórios gerenciais do Sistema Referencial Técnico Agrícola (RTA) – voltado para direcionar o Crédito Rural conforme a atratividade dos empreendimentos agropecuários nas diversas regiões produtoras – não permitiam a visualização e o uso das informações de forma direta e sistemática.

Além da eficiência operacional, o projeto permitiu padronizar as análises e identificar fatores externos que podem impactar na Carteira de Crédito do BB. Isso porque permite localizar alertas por cliente, operações da agência ou criticidade. O assessor tem acesso ainda a informações específicas do produtor e pode ampliar os negócios com cada cliente.

A previsão de instalação é no primeiro semestre deste ano, atendendo à rede de agências, o Centro de Serviços de Suporte Operacional, Operações e a Diretoria de Agronegócios, entre outras áreas. O projeto é baseado no processo de desenvolvimento de software do BB e é gerenciado pela metodologia PMI.

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