Portabilidade

, Published in Vencedores 2018

BRB

Modelo de Gestão de Projetos - Migração de plataforma de sistemas core banking
Portabilidade de Sistemas Core Banking entre Mainframes com conversão automática de códigos
Estratégias de Testes Integrados para Portabilidade de Sistemas Core Banking

 

 

 

 

BRB migra a plataforma de mainframe e porta sistemas core banking

 

 

 Do BRB, Gustavo Costa Oliveira, diretor de Tecnologia; Marcos Paulo Ilidio dos Santos, superintendente de Sistemas; Ulisses Sepulvedo Pereira, gerente de Projeto; Ligia Gabrielle de Almeida Coelho, gerente da Área de Testes; Lucas Sotelo Pinheiro Calmon, gerente de Núcleo de Testes; Roberto Souza de Carvalho, gerente de Núcleo de Produção; João Marcos Pereira, analista sênior; Luciano Soares, analista sênior; Sérgio José de Pinho Melo, analista de TI; e José Ricardo Bezerra Gomes, analista de TI. Da RSI, Roberto Murillo, sócio-proprietário. Da Spread, Renato Valença, diretor comercial

 

A solução adotada pelo banco, a zEnterprise, supre as necessidades de alto volume de dados, alta disponibilidade e segurança, fundamentais para os negócios do BRB, e amplia o uso do framework Sads

O BRB encontra-se na fase final de um processo de migração de seus sistemas de mainframe para outra plataforma. Para tanto, foi implementado um conjunto de técnicas de gerenciamento de projetos para que a migração fosse concluída dentro do prazo, custos e escopo definidos. Nessa empreitada o banco precisou portar 69 sistemas de core banking, processo conduzido de forma automática, com o mínimo de intervenção manual, e realizar testes para operacionalizar dois mainframes em modus operandi.  Todos esses procedimentos são sustentados por três projetos (veja abaixo), ganhadores do Prêmio efinance, na categoria Portabilidade.

Para portar os 69 sistemas de alta plataforma core banking do Banco de Brasília (BRB), de um mainframe para outro, com o mínimo de intervenção manual, foi preciso criar um código. A criação desse código e a portabilidade de Sistemas Core Banking entre Mainframes com conversão automática motivaram o projeto do BRB com a parceria da Spread Sistemas e Automação e da RSI Informática.

A estratégia com menor risco e impacto contou com ajustes pontuais nas conversões dos jobs e em algumas consultas a banco de dados. A maior parte dos componentes, como programas, telas e subrrotinas, foi convertida automaticamente, minimizando o risco de falhas e divergências.  

Manter o comportamento igualitário dos sistemas foi a principal premissa do projeto. A estrutura e coesão dos dados e das informações teve que ser mantida mesmo com alteração do paradigma da estrutura dos dados (banco de dados hierárquico para banco de dados relacional).

Para executar a estratégia, o BRB licitou o processo de portabilidade dos sistemas resultando na contratação da empresa Spread Sistemas e Automação.  A responsabilidade da empresa contratada era promover a portabilidade de código, realizar os testes unitários e repassar o sistema para o BRB, no prazo de 30 meses.

A Spread realizou testes integrados, fez homologação, implantou ambiente paralelo ao de produção e fez implantação definitiva, desabilitando o sistema e grupo de sistemas no ambiente anterior. Essas duas últimas etapas contaram com suporte da Spread.

Outra parceira deste projeto foi a RSI Informática, contratada para serviços especializados e para realizar as atividades de testes integrados, montagem de ambiente de testes e acompanhamento da homologação.

Ao longo do projeto, a alocação da equipe e o grau de envolvimento dos recursos destacados sofreram alterações, conforme as necessidades iam surgindo. Houve uma reformulação do Grupo de Trabalho do Projeto Migração, que acabou acelerando as fases de concepção da migração e consequentemente nas demais fases, alcançando o ritmo desejado até a fase final de produção definitiva.

O case Portabilidade de Sistemas Core Banking entre Mainframes com Conversão Automática de Códigos recebeu o Prêmio efinance 2018 na categoria Portabilidade.

Crescimento do SADS - Há mais de 30 anos, o BRB utiliza a Plataforma de Mainframe Unisys. Nela, são processados seus sistemas corporativos. Estes são desenvolvidos em COBOL por meio do framework SADS. O conjunto de ferramentas prevê a alta produtividade no desenvolvimento e manutenção de sistemas nos ambientes mainframe.

Ao longo do tempo, com a análise de estudos de casos e realização de provas de conceito, o BRB observou que o melhor modelo para realidade da instituição seria a migração de mainframe Unisys para IBM, mantendo o framework SADS. Considerando a cultura do BRB com este framework, esse modelo apresentaria menor risco e traria mais velocidade no desenvolvimento e manutenção de sistemas.

Serviços disponibilizados internamente e os principais serviços oferecidos para o cliente final estão envolvidos nessa migração de sistemas, com alto impacto negocial. Dentre os processos negociais do Banco de Brasília, compõem o escopo do processo de migração os sistemas: Cadastro e Retaguarda (24%), Captação e Compensação (19%), Crédito (24%), Serviços e Pagamentos (29%) e automação bancária (4%).

Os sistemas de alta plataforma são a base para os demais sistemas e compõem o legado do BRB. Eles se integram com a baixa plataforma e automação bancária (canais de atendimento) por meio de subrrotinas, arquivos, tabelas e libraries, que  também são escopo da migração.

A  solução adotada pelo BRB (zEnterprise) supre as necessidades de alto volume de  dados, alta  disponibilidade e segurança, fundamentais para os negócios do  BRB. O sucesso do projeto de migração de sistemas amplia também as  possibilidades  de crescimento do framework SADS.  Essa ferramenta tende a  crescer, estendendo as possibilidades no BRB e em outras instituições que a utilizam.

No final de abril, 49 sistemas haviam sido desligados e migrado totalmente. A expectativa é que até este mês de junho todo o processo seja concluído. O projeto Modelo de Gestão de Projetos – Migração de Plataforma de Sistemas Core Banking recebeu o Prêmio efinance 2018 na categoria Portabilidade.

Processo de testes - A partir de testes o BRB viabilizou a migração de sistemas críticos ao negócio e integrados, com impactos sustentáveis. Além da eficiência nos resultados de qualidade dos sistemas migrados, houve ajustes de estratégias no processo de testes que deram resultado em curto período de tempo, possibilitando  o cumprimento de prazos e eficiência do trabalho executado. O case Estratégias de Testes Integrados para Portabilidade de Sistemas Core Banking recebeu o Prêmio efinance 2018 na categoria Portabilidade.  

Foi adotada uma estratégia flexível que foi se moldando ao projeto de acordo com a complexidade dos sistemas e a absorção do caso pelas equipes. O contrato de fábrica de testes entre o BRB e a RSI Informática garantiu a mão de obra qualificada e em quantidade necessária para atender com a celeridade requerida o volume de atividades de testes que seriam demandadas.  Além da RSI Informática, outra parceira do BRB para a migração de sistemas foi a Spread Sistemas.  

O projeto iniciou com os sistemas menores. Nos testes integrados, isso se refletiu em um começo com sistemas de menor complexidade. Para a fase final, ficaram os sistemas mais críticos e com mais integrações. A estratégia  propiciou um ganho de maturidade das equipes, que facilitou os ajustes dos  processos conforme o nível de dificuldade da migração aumentou.

Participou do projeto equipe multidisciplinar, formada por especialistas com  conhecimento operacional de produção, linguagem WFL e Banco de Dados DMSII, linguagem JCL e Banco de Dados DB2,  além de especialistas híbridos.

Um dos desafios para os testes foi operacionalizar dois mainframes com modus  operandi distintos e a tarefa de obter os mesmos resultados. Faltava documentação e havia pouca disseminação de conhecimento tácito, dificultando a extração dos  resultados  e execução das operações.

A etapa de homologação e produção assistida só começava quando o sistema fosse  aprovado na fase de testes integrados. Com os sistemas maiores, mais críticos e  complexos,  foi necessário implementar ajustes de estratégia que possibilitaram  maior celeridade na fase de testes integrados e maior cobertura de cenários críticos  para o negócio. Técnicas de metodologia ágil auxiliaram na absorção dos  conhecimentos tácitos negociais e sistêmicos na identificação e correção de erros.