Desenvolvimento

, Published in Vencedores 2018

SANTANDER

Transformação Ágil

 

 

 

 

Demandas de mercado impulsionam transformação ágil no Santander

 

 

 Do Santander, Flávio Leomil Marietto, superintendente; e Richard Flávio da Silva, superintendente, além de vários outros membros da equipe do banco

 

Empreitada se consolidou como um dos maiores modelos ágeis na área bancária do Brasil, abrangendo 60% de todos os projetos de TI

O grande motivador para a transformação ágil no Santander foi a necessidade de transformação digital que os bancos têm vivido. Os principais impulsionadores dessa mudança são: adequação às necessidades do mercado, com foco em um cliente digital; balanceamento entre time-to-market e requisitos regulatórios; manutenção da competitividade e foco na qualidade; e evolução tecnológica.

Essa adequação considera impactos como eficiência das entregas, experiência do cliente, produtos customizados pelo correntista, portabilidade de produtos, qualidade dos serviços e tratamento antifraude.

Pensando nisso, o banco iniciou uma transformação ágil, baseando-se nos modelos Scrum, Spotify e SAFe. A iniciativa se consolidou como um dos maiores modelos ágeis na área bancária do Brasil, abrangendo 60% de todos os projetos de TI, com o total de 123 squads e 1.068 pessoas distribuídas em 15 áreas.

A transformação, que originou o case Transformação Ágil, vencedor na categoria Desenvolvimento do Prêmio efinance, aconteceu em duas ondas. A primeira focada em canais e, depois, nos sistemas produto (legado e mainframe). O processo foi liderada pelas áreas de TI, no modelo bottom-up.

Para acelerar o processo de transformação, foram contratadas empresas do mercado nacional, com experiência em métodos ágeis e mercado financeiro, e um elevado investimento na capacitação dos profissionais da empresa por meio de treinamentos externos.

O projeto pode ser dividido em cinco partes:

  1. Formação de times: squads possuem entre cinco e 12 pessoas, considerando o PO, SM e time de desenvolvimento. As squads são organizadas em tribos, conforme o modelo Spotify;
  2. Modelo de maturidade: self-assessments são executados com periodicidade de dois sprints. O intuito é identificar a evolução e mapear oportunidades de melhora relacionadas às squads e tribos, em relação à adoção de um conjunto de esferas: ágil, DevOps, qualidade, governança e arquitetura;
  3. DevSecOps: com foco na sinergia entre os times de desenvolvimento de software e operações, o DevSecOps acelera as entregas em produção com um elevado grau de qualidade. O DevSecOps automatizou o ciclo de desenvolvimento de software desde sua construção até sua entrega, com tubos específicos por tecnologia;
  4. Criação de Comunidades: comunidades práticas foram criadas para apoiar a transformação, como, por exemplo, POs, SMs, Agile Coaches e RTEs;
  5. Criação do Framework Agile: com intuito de estabelecer um ambiente colaborativo para disseminar as práticas relacionadas à abordagem ágil, foi criado um espaço de compartilhamento de informações na ferramenta Confluence, que também auxilia no atendimento às questões regulatórias.

A abrangência atual das iniciativas ágeis do Santander é de 70%, perante iniciativas waterfall que representam 30%. O projeto iniciou-se em 2016 e está em andamento. Já é possível observar melhoria de 60% no time to market, de 43% na produtividade, 6,18% de entregas no prazo e 54,02% de melhoria na diminuição de retrabalho.