Infra de TI

, Published in Vencedores 2018

BANCO DO BRASIL

Maior mobilidade, maior produtividade e maior segurança no BB
Aumentando a produtividade e mobilidade através da virtualização de desktops
Implementação de Ambiente Hiperconvergente

 

 

 

Projetos no BB reduzem riscos e otimizam uso da infraestrutura

 

 

 Do Banco do Brasil, Kraucer Fernandes Mazuco, analista TI A; Ana Paula Andrade Vicente de Lemos, analista TI A; e João Bachega Junior, analista TI A

 

Gestão de dispositivos móveis, virtualização de desktops e implantação de ambiente hiperconvergente aumentam segurança e diminuem custos

Em uma organização com o porte gigantesco do Banco do Brasil, gerenciar, atualizar e otimizar a infraestrutura de TI são tarefas que impõem sempre grandes desafios, considerando as dimensões do parque instalado e a multiplicidade de aplicações que nele se apoiam. Pois foi exatamente na categoria Infraestrutura que o BB foi distinguido com o Prêmio efinance ao executar três cases de sucesso.

A primeira necessidade a atender vinha do terreno da mobilidade. O uso de smartphones e tablets, sejam corporativos ou pessoais (no modelo BYOD – Bring Your Own Device), traz novas demandas de gerenciamento, controle de ativos, gestão de aplicativos e, principalmente, de proteção das informações acessadas e armazenadas nos dispositivos.

Nesse contexto, a implantação da solução de gerenciamento de equipamentos móveis, prevista no projeto Maior Mobilidade, Maior Produtividade e Maior Segurança no BB, ganhador do Prêmio efinance, visa propiciar, aos funcionários do Banco do Brasil, acesso às informações corporativas de forma ágil, tempestiva e segura.

A aquisição e implementação de uma solução de gerenciamento incluiu o licenciamento para cerca de 20 mil dispositivos e todos os componentes para seu funcionamento. Pelo menos 50% do parque do Banco do Brasil já conta com a solução instalada.

Políticas de conformidade e segurança foram implementadas para reduzir o risco operacional e evitar vazamento de informações estratégicas ou sensíveis. Além disso, está disponível uma ferramenta para suporte remoto aos usuários, reduzindo os custos operacionais. Portal de autosserviço, gestão de inventário, gerenciamento e monitoramento de dispositivos e informações de dados de telecom (dados, telefonia e SMS) estão entre as funcionalidades da solução.

Virtualização de desktops - No Banco do Brasil, um parque de estações de trabalho atende ao ambiente de automação de escritórios. Por conta dos custos de manutenção e suporte destas estações e da depreciação, a instituição introduziu a virtualização de desktops e/ou aplicações como alternativa, além da utilização de hardware de baixo custo (thin-clients).

A expansão do uso de desktops virtuais no BB deverá gerar uma economia de até R$ 15 milhões ao longo dos três próximos anos. Com estes atributos, o projeto Aumentando a Produtividade e Mobilidade Através da Virtualização de Desktops recebeu o Prêmio efinance.

O ambiente criado é protegido e isolado das plataformas de hardware e software. A camada de virtualização controla as interações entre o ambiente virtual e o sistema. Nos servidores ficam hospedados ambientes de desktop específicos para cada usuário e são transmitidos aplicativos e sistemas operacionais para a área de trabalho.

O usuário interage com uma estação virtual da mesma forma que usaria uma estação de trabalho física, podendo acessá-la remotamente, por meio de rede, de qualquer local. A estação virtual pode acessada por um thin-client ou um tablet.

A partir da virtualização dos desktops, a gestão pode ser centralizada, assim como todo o ambiente de trabalho do usuário. Além dos ganhos com gerenciamento, são apontados benefícios em segurança, disponibilidade do ambiente, mobilidade, padronização e diminuição de custos de aquisição e manutenção das estações.

Na área de segurança da informação, a virtualização garante a viabilidade da administração centralizada de software, com avaliação de requisitos de segurança, compatibilidade e aderência arquitetural. Também é possível mitigar fraudes e aumentar a gestão de segurança e prevenir perdas de informações ocasionadas por desastres.

Para o time de contratação e logística, a alocação de mais recursos de processamento para possibilitar a escalabilidade da solução fica mais simples; há um aumento da vida útil do desktop físico; podem ser adquiridos desktops mais simples e baratos, com menor de processamento. Há também a simplificação e redução de custos com chamados de suporte técnico.

Hiperconvergência melhora performance – Em um outra frente de modernização, estudos do Banco do Brasil apontaram que um ambiente hiperconvergente estaria apto a fornecer infraestrutura ágil, crescer com mais rapidez e responder às necessidades de mudanças. Ao mesmo, garantiria a performance e a disponibilidade dos dados, com maior nível de tolerância a falhas, consolidação de recursos e redução de custos.

Na prova de conceito foram atendidas as expectativas e as metas, o que motivou a continuidade do projeto. A instalação, configuração e atualização ficaram mais ágeis e as tecnologias de redução e compactação de dados aumentaram a eficiência no espaço de armazenamento. Nesse novo ambiente, o processo de substituição de hardware por obsolescência ficaria mais simples.

Foi desta maneira conduzida a empreitada Implementação de Ambiente Hiperconvergente, ganhadora do Prêmio efinance também nesta categoria Infraestrutura. Foram envolvidos na iniciativa os ambientes de armazenamento e processamento de dados de baixa plataforma. Neles se encontra grande parte das soluções analíticas, colaborativas, de suporte ao negócio e de função utilitária do Banco do Brasil.

Executado no ambiente Open, o projeto atende mais de seis mil servidores físicos e virtuais, de plataforma AIX, Sparc e X8. A área de dados abriga aproximadamente 10 petabytes, o que demonstra o tamanho e a complexidade deste ambiente no Banco do Brasil. A previsão de duração do projeto, desde a concepção até o término da implementação, é de 12 meses.

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