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Mudanças no cenário econômico e regulatório levam bancos a repensar sua gestão de riscos

Mudanças no cenário econômico e regulatório levam bancos a repensar sua gestão de riscos

Riscos não financeiros, como os ligados à corrupção, se tornaram a principal preocupação das instituições financeiras 

As mudanças no cenário econômico e regulatório global estão levando os bancos a alterar sua abordagem sobre gestão de riscos, resultando em mudanças significativas em seus modelos de negócios. Essa é uma das conclusões do “Rethinking risk management: Banks focus on non-financial risks and accountability”, estudo anual conduzido pela Ernst & Young (EY), em parceria com o Instituto Internacional de Finanças (IIF). Para o estudo, foram ouvidos representantes de 51 instituições financeiras de grande porte, em 29 países.

De acordo com o levantamento, em decorrência da nova conjuntura, 22% dos bancos encerraram atividades em algum país ao longo de 2015 (um aumento de 100% com relação ao ano passado) e 43% deixaram de oferecer algumas linhas de serviços. Esta retração é uma grande mudança dentro do cenário globalizado, observado ao longo dos últimos 20 anos.

A pesquisa também aponta cinco iniciativas principais para melhorar a gestão de riscos e a lucratividade nos bancos. São elas:

  1. novas metodologia para gerência de riscos não financeiros, particularmente risco de conduta;
  2. aumentar a responsabilização das equipes e unidades de negócios;
  3. incluir o apetite pelo risco em decisões de negócios;
  4. reforçar a cultura de risco; e
  5. ajustar o modelo de negócio

Globalmente, 89% dos bancos respondentes afirmaram estar com um maior foco sobre riscos não financeiros, e 94% afirmaram que estão tornando suas equipes e unidades de negócios responsáveis pelos riscos inerentes às suas práticas. Além disso, 75% das instituições pesquisadas estão no processo de mudança da cultura de riscos e 64% dos bancos aumentaram o tamanho do seu setor de riscos no último ano.

“Percebemos uma mudança de comportamento por parte das instituições financeiras no que diz respeito à gestão dos riscos. Se antes eram os riscos do mercado que mais preocupavam as instituições, agora são os aspectos não financeiros, como a corrupção, que tem recebido mais atenção”, diz Xavier Madrid, sócio de Serviços Financeiros da EY.

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