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Norma contábil internacional impacta 72% das empresas de capital aberto

Norma contábil internacional impacta 72% das empresas de capital aberto

De acordo com o Ibracon os principais reflexos ocorreram nos setores de aviação, telecomunicações e varejo

A IFRS 16 – Operações de Arrendamento Mercantil, norma contábil internacional que mudou a forma como os contratos de arrendamentos são registrados, impactou 72% das companhias de capital aberto de acordo com a divulgação apresentada nas demonstrações contábeis de 31.12.2018. Levantamento inédito realizado pelo Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil analisou as demonstrações contábeis de 228 companhias de capital aberto e evidenciou que, em média, os ativos tiveram variação de 2,6% e os passivos de 2,7%.

"A pesquisa mostrou que as empresas que têm contrato de locação e/ou arrendamentos que não eram registrados anteriormente, como lojas no varejo e aviões nas companhias aéreas, foram fortemente impactadas", comenta Francisco Sant'Anna, presidente do Ibracon. "Em um primeiro momento pode até parecer que os impactos foram pequenos, mas quando pensamos que são empresas com orçamentos bilionários, percebemos que os impactos foram grandes e vão refletir no mercado financeiro", salienta.

O levantamento contemplou as companhias do índice IBRX 100 (índice da Bolsa de Valores de São Paulo que avalia o retorno de uma carteira teoricamente composta pelas cem ações mais negociadas) e 11 segmentos, sendo que os mais impactados são Aviação, Telecomunicações e Varejo.

Das companhias listadas na B3 84% informaram que foram impactadas pela IFRS 16, sendo que a variação foi de 1,3% nos ativos e 1,3% nos passivos.

Ainda de acordo com o levantamento, 100% das companhias de aviação e de telecomunicações pesquisadas foram impactadas. No caso das primeiras, de acordo com o divulgado no primeiro ITR os ativos tiveram uma variação de 23,4%, enquanto o passivo variou 31,5%.

O setor de varejo aparece logo depois, com 86% das companhias pesquisadas impactadas pela nova norma contábil. Nesse caso, o ativo variou 12,8% e o passivo 13,3%.

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