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Check Express cresce ampliando áreas de atuação na vertical financeira

Escritório da Check Express em São Paulo Escritório da Check Express em São Paulo

Cartões, “acquiring”, FIDCs e correspondentes não bancários são alguns dos negócios

Na execução de sua estratégia de crescimento, a Check Express, desenvolvedora de soluções para as áreas de crédito e meios de pagamento, foi estruturando novos nichos de atuação, diversificando as ofertas na medida em que detectava demandas e oportunidades emergentes no mercado. Ao longo do tempo, esta estratégia acabou por consolidar o incremento dos negócios.

Assim, por exemplo, no ramo creditício, além da operação tradicional como distribuidor Serasa, a empresa passou a construir plataformas para ancorar toda a parte de avaliação, “scoring” e prevenção a fraudes, incluindo as autorizações para concessão de cartões e acesso a crediário em lojas. Por sua vez, a operação com processamento de cartões buscou proporcionar tecnologia e serviços para o varejo, cobrindo as tarefas de emissão, “hosting” e apoio profissional, a par do suporte ao modelo “private label”, entre outros itens.

A Gol, por sinal, é um cliente para o qual foram agregadas as áreas de concessão de crédito e de processamento de plásticos. Como lembra José Mário Ribeiro, CEO da Check Express, criou-se para a empresa aérea, em 2006, um cartão para passageiros das classes C e D, financiando as passagens em até 36 vezes, com “ticket” mínimo de R$ 30. Cuidou-se de todo o processo de emissão de boletos, cobrança, indo até a negativação.

A partir de 2012, a operação deste empreendimento foi repassada da Gol para a Check Express. “Hoje, o ‘funding’ é nosso. Fazemos o ‘full service’, o que inclui a parte financeira do parcelamento destas passagens, atendendo a um público de dois milhões de pessoas, sendo 500 mil ativas. Nossa meta é chegar a seis milhões de clientes em três anos”, revela o entrevistado.

Outro segmento enfocado pela desenvolvedora foi o de correspondentes não bancários. Nas empreitadas, varejistas são incorporados às redes dos parceiros Bradesco ou Itaú. Na prática, são instalados nas lojas terminais POS que, interconectados, efetuam cerca de 30 operações financeiras, tais como pagamentos de contas e boletos, recebimentos de aposentados e caixa de banco.

As atividades de adquirente também foram abraçadas, com a Check Express atuando como “subacquirer” da Global, na esteira da quebra do monopólio setorial, a qual abriria espaço para outros entrantes. “A abertura do mercado deu oportunidade para inaugurar um novo modelo, pois, junto com os ‘acquirers’, vieram os ‘subacquirers’”, descreve o CEO.

Na parte de produtos financeiros, a desenvolvedora montou FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) a fim de capacitar-se a fazer antecipações de recebíveis, justamente para girar as operações tanto de cartão quanto de antecipação de lojistas no processo de “acquiring”.

“Com regulação pela CVM, podemos emitir títulos de captação. Esse recurso não é para investimentos, é para giro, para antecipações. É um dinheiro carimbado, servindo apenas para comprar recebíveis”, detalha o entrevistado.

Outro ramo pelo qual enveredou a Check Express é o de “database marketing”, tirando proveito do montante de um milhão de transações por dia que passam por sua rede. Foi erigido então um banco de dados com pessoas físicas e jurídicas, incluindo mortos e empresas falidas.

“Temos uma base de informações monstruosa, da qual os principais clientes são os grandes bancos. Neste campo, concorremos com Serasa e Boa Vista”, assinala José Mário Ribeiro. Os dados também são usados nas esteiras da própria Check Express para, por exemplo, prevenir fraudes, corrigir endereços, detectar pessoas mortas ou juridicamente expostas.

Calculando-se as receitas por estas linhas de negócios, o quadro na empresa é o seguinte: a área de crédito responde por entre 30% e 35%, ficando a de redes com outros 35%. Os cerca de 30% restantes estão divididos entre “database marketing”, cartões e a parte financeira. “Alguns segmentos estão estabilizados, como o de distribuição de consultas, que não cresce nem diminui. Então é preciso criar novos produtos para avançarmos”, conclui o executivo.

 

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