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Volatilidade amplia risco de investimento em criptomoedas

Volatilidade amplia risco de investimento em criptomoedas

Mercado virtual concentra-se na China e em atividades ilícitas, que estão fora de controle e acabam alimentando a oscilação constante

Dentro do conjunto de tecnologias denominado Blockchain, já existem mais de 700 moedas cadastradas hoje. Essas criptomoedas usam como base tecnológica aquela infraestrutura. A característica mais marcante, no que se refere aos investimentos, é a volatilidade.

“Em termos de volatilidade/dia, é algo muito expressivo. O histórico de valor do bitcoin, por exemplo, se comporta com uma montanha russa”, constata José Reynaldo Formigoni Filho, gerente de Segurança de Informação e responsável pelas atividades relacionadas a Blockchain no CPqD.

De acordo com ele, no primeiro trimestre deste ano, em moedas como o dash o ganho foi de 676%. Já a volatilidade diária média do bitcoin gira em torno de 2,6%, com o ether oscilando em torno de 4,7%.

Tudo isso acontece porque esse mercado virtual é concentrado na China e em atividades ilícitas, que estão fora de controle e acabam alimentando esta oscilação constante. “Já vi conselheiros de investidores da XP e da Empiricus falando sobre essas moedas e ninguém aconselha investir nelas: são extremamente voláteis. É mais emocionante do que investir na bolsa”, situa o gerente.

Há, entretanto, quem não tenha nada a perder e arrisque tudo. Foi o caso do jovem Erik Finman, que começou a investir aos 12 anos no bitcoin e aos 18 anos já conseguiu ser milionário a partir de negócios bem-sucedidos realizados na área.

Na avaliação de Fabiana Batistela, diretora de Estratégia e Inovação da Resource, aquele empreendedor conseguiu multiplicar o investimento graças às seguidas altas que a moeda vinha registrando: “Em julho de 2015, por exemplo, um bitcoin custava US$ 276. Apenas dois anos depois, o valor unitário já atingia US$ 2,4 mil”.

O movimento de Finman foi exatamente o de um empreendedor, no entender da diretora: “Ele acreditou que a tecnologia do bitcoin vingaria em um futuro próximo”. Em 2011, comprou 83 bitcoins com US$ 1 mil. Hoje esses 83 bitcoins foram ampliados para 403 unidades, que valem US$ 1 milhão.

Este é, portanto, um mercado que ainda acena com muito potencial de crescimento. “O aumento do valor dessas moedas tem estimulado várias empresas, lojas, entre outros estabelecimentos e negócios, a aceitá-las como meio de pagamento. Existem várias em ‘circulação’ no mundo, entre elas monero, dash, z-cash, steem, litecoin e ether, mas o bitcoin é a mais valorizada e popular”, salienta a executiva da Resource.

Adoção nos países

O Japão reconheceu o bitcoin como moeda corrente no dia 1º de abril deste ano, promulgando uma lei que categoriza o recurso como uma opção legal de pagamento. Para desfrutar do novo status, a criptomoeda deve estar de acordo com regulações de bancos centrais e instituições financeiras no que diz respeito ao controle da lavagem de dinheiro e identificação dos usuários, além da efetivação de auditorias anuais.

Com o uso da moeda no Japão, em três anos, o volume do bitcoins deve chegar a US$ 9 bilhões, mais de cinco vezes maior do que o total de US$ 1,7 bilhão de criptomoedas em circulação, calculou o site newsbtc.com (http://www.newsbtc.com/2017/04/02/japan-officially-recognises-bitcoin-currency-starting-april-2017/).

Segundo José Reynaldo Formigoni Filho, para um país ou estado adotar uma moeda dessas, cabe uma decisão política, já que se encontra em jogo o conceito de descentralização. “Nos Estados Unidos, a Flórida iria reconhecer o bitcoin como meio de troca no estado. Outro país que estuda a adoção é a Rússia. Tem muita gente especulando. O que vemos são pilotos acontecendo pelo mundo”, atesta ele.

No Brasil, o reconhecimento das criptomoedas na declaração da Receita Federal pode sinalizar algum tipo de aceitação pelo governo. Para a diretora de Estratégia e Inovação da Resource, este “pode ser considerado um primeiro passo, mas o mercado brasileiro ainda está amadurecendo em relação ao tema”, ressalva.

O que, porém, gera ceticismo é o fato de que as moedas virtuais não são emitidas por uma entidade controladora como o Banco Central (Bacen), por exemplo. “Por essa razão, há preocupação com esse tipo de aplicação e uma regulação talvez resolva a questão”, sugere Fabiana.

Sem contar que a questão da insegurança se agrava porque os ciberataques têm exigido o pagamento com bitcoins de resgates de informações estratégicas sequestradas (ransomwares). Em contrapartida, lembra a executiva, “o site Bitcoin afirma que ‘todas as transações bitcoin são públicas, rastreáveis e armazenadas permanentemente na rede bitcoin’”, complementa ela. 

Fabiana Batistela, diretora de Estratégia e Inovação da Resource

 

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