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BC eleva Selic para 13,25% ao ano, um avanço de 0,5 ponto percentual

BC eleva Selic para 13,25% ao ano, um avanço de 0,5 ponto percentual

Juros alcançam maior nível desde janeiro de 2009. Foi a quinta alta seguida desde a reeleição de Dilma Rousseff.

Não houve surpresas. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, fazendo com que ela batesse no nível de 13,25% ao ano. Foi uma decisão unânime, sem viés, e com ela os juros alcançam o maior nível desde janeiro de 2009. Foi a quinta alta seguida desde a reeleição de Dilma Rousseff em outubro do ano passado.

O anúncio foi feito em uma conjuntura já marcada pela retração generalizada da atividade econômica – estima-se que o PIB deva recuar 1,1% neste ano – e pelas pressões inflacionárias decorrentes, entre outros fatores, da escalada do dólar e do aumento de tarifas e dos preços controlados pelo governo, como os da energia elétrica e da gasolina.

Aguarda-se, neste cenário, um agravamento da crise, pois a Selic é usada nos empréstimos interbancários e serve como baliza para os juros cobrados de consumidores e de empresas. Como se sabe, os indicadores já têm mostrado uma forte contenção do consumo e restrições crescentes na concessão de crédito, além do incremento na taxa de desemprego, a mais alta desde 2011.

Na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 2 e 3 de junho, parte dos observadores prevê um novo ciclo de alta nos juros. Porém, teme-se que esta medida agudize sobremaneira o processo recessivo que se abate sobre a atividade econômica. Há, nesse sentido, quem especule que não haverá nova elevação da Selic, em que pese o fato de a inflação não ter sido ainda debelada: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já está em 8% no acumulado de 12 meses e o centro da meta é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em março, a inflação oficial tinha ficado em 1,32%, depois de avançar 1,22% em fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57% em meio às turbulências que cercaram o início do primeiro mandato do presidente Lula. Para 2015, a previsão é de um IPCA de 8,25%, maior nível desde 2003.

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