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AL oferece boas condições de crescimento para setor financeiro

AL oferece boas condições de crescimento para setor financeiro

A região tem alto índice de desbancarizados e uma taxa expressiva de penetração de smartphone

Dois fatores são considerados fundamentais para o desenvolvimento do setor financeiro na América Latina nos próximos anos, segundo pequisa realizada em 55 países pela agência de marketing digital iProspect.

De acordo com o levantamento “A nova relação digital: uma história sobre finanças e o setor bancário” , a região tem alto índice de desbancarizados; são 45% da população adulta que não estão atrelada a uma instituição financeira.

Em contrapartida, a América Latina apresenta uma das maiores taxas de penetração de smartphones (70%).

Outros dados reveladores mostram que apenas 21% dos clientes estão dispostos a manter o seu nível de negócios atual com o banco que operam e que 87% dos consumidores estão dispostos a conhecer um player não-tradicional.

A pesquisa mostra, ainda, que o potencial de geração de receita a partir da população sem acesso bancário pode chegar a US$ 34 bilhões, impulsionando não apenas o setor financeiro, mas o comércio eletrônico e a inclusão de novas tecnologias e modelos de negócio na região.

Para a realização do estudo, a iProspect entrevistou 4 mil consumidores no Brasil, México, Colômbia, Chile e Argentina. O objetivo foi entender as percepções em relação aos bancos e às fintechs e auxiliar os players do setor a responder questões como os consumidores da América Latina estão dispostos a compartilhar seus dados, estão prontos para aceitar consultores-robôs, fariam transações bancárias com plataformas de tecnologia e por quê, dentre outros.

“Como os consumidores hoje se beneficiam de uma infinidade de opções, os bancos precisam se reinventar para permanecer relevantes. Fluência tecnológica, eficiência operacional e capacidade de adaptação acelerada às mudanças regulatórias são pilares evidentes para um melhor desempenho, porém, em um setor onde a confiança e a experiência do cliente são o alfa e o ômega, a compreensão genuína das expectativas dos consumidores é – mais do que nunca – a verdadeira receita para o sucesso”, afirma Bruno Mosconi, diretor geral da iProspect Brasil e um dos autores da pesquisa.

O estudo mostra também que 32% dos consumidores já utilizam serviços tanto de bancos tradicionais quanto provedores não-tradicionais e 25% gerenciam suas finanças em ambientes online.

Considerando que 46% dos consumidores atualmente esperam uma solução de atendimento de última geração, qualquer organização que ofereça serviços financeiros, seja um banco tradicional, varejista ou um gigante da tecnologia, é primordial oferecer uma experiência customizada, porém escalável.

Para tanto, será necessário aproveitar as mudanças atuais de percepção em relação ao progresso na automação e no uso de dados (mais de 50% dos consumidores estão dispostos a compartilhar seus dados em troca de uma solução de atendimento ao cliente 24 horas).

No Brasil, mercado com alta concentração e baixa concorrência, o potencial também é muito grande, com mais de 50 milhões de pessoas sem acesso a serviços financeiros.

A pesquisa revela que 73% dos brasileiros gerenciam suas finanças fazendo uso regular de serviços online e que 81% estariam dispostos para um provedor não-tradicional.

“Depois de anos sem grandes solavancos, o cenário do setor financeiro no Brasil vem mudando. Players mais acessíveis e centrados no usuário estão surgindo com soluções voltadas aos consumidores cada vez mais digitais, com demandas cada vez maiores por praticidade, transparência e serviços personalizados”, afirma o diretor geral da iProspect Brasil.

Algumas mudanças que merecem destaque incluem as empresas de tecnologia financeira, que agora podem emprestar dinheiro sem a intermediação de bancos e o desmembramento do setor de pagamentos, em 2010.

Além disso, existem outras iniciativas em andamento sobre criptomoedas, tokens e câmbio internacional.

“Este estudo deixa claro a importância das instituições financeiras investirem no desenvolvimento e promoção de seus aplicativos, no estabelecimento de canais de bate-papo 24 horas e de parcerias com fintechs e outros players para o desenho de serviços cada vez mais convenientes e inovadores”, conclui Mosconi.

 

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