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Minuto Seguros inova ao propiciar atendimento multicanal

Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros

Corretora conquistou bons resultados em pouco tempo, com modelo de negócios mais afinado com as aspirações dos clientes de hoje

A corretora Minuto Seguros é pioneira na oferta de seguros pela Internet no Brasil, e apostou no modelo de multicanalidade como diferencial para consolidar sua operação. Deu certo. Quatro anos e meio depois de se lançar no mercado, a fintech possui, segundo ela, quase 95% de market share, além de ter celebrado parcerias com as principais seguradoras.

A empresa também vem batendo recordes de venda constante, e nem tem sentido a crise econômica, segundo o CEO Marcelo Blay. “Apostamos no modelo multicanal porque as pessoas são multicanal, não querem ser atendidas apenas pela Internet. Se o cliente quiser falar conosco por telefone, por e-mail, WhatsApp, SMS, ou quiser ir presencialmente fechar o negócio, nós vamos atendê-lo. Esse foi um dos acertos quando iniciamos, em 2011”, diz o empreendedor.

Blay conta que depois de muito tempo atuando no segmento de seguros, a iniciativa de desenvolver o negócio nasceu do desejo de “fazer a coisa do meu jeito”. E não tinha outra maneira senão empreender. Além de não existir um posicionamento do mercado de seguros na Internet, no País - ao contrário de países desenvolvidos - o executivo percebia que os clientes estavam insatisfeitos com o atendimento prestado pelos corretores de seguros tradicionais.

Isso só aumentava a dificuldade para vender uma mercadoria que, por si só,  já é complicada. “Vendemos um produto do qual ninguém gosta: nunca vi ninguém acordar com vontade de comprar seguro. Em geral, as pessoas não conhecem; é um produto que custa razoavelmente caro para o padrão médio do brasileiro – o seguro de automóvel, em média, custa R$ 2 mil; tem um linguajar técnico infeliz – prêmio é o que você paga, mas as pessoas acham que é o que você ganha; quando acontece uma coisa, é algo sinistro. Então, as pessoas compram e torcem para não precisar usá-lo. Além disso, é um produto intangível, quem compra não ganha nada mais do que uma apólice”, brinca o executivo.

A execução do projeto Minuto Seguros começou com uma pesquisa de mercado que ouviu 5.400 pessoas para entender como elas compravam seguro e a expectativa de clientes de canais não tradicionais quanto ao produto. Depois, os empreendedores contrataram a consultoria McKinsey para posicionar a marca e desenvolver a tecnologia.

Nessa fase, a Minuto Seguros começou a ser “assediada” pelos Fundos de Investimentos. “Percebemos que era o momento de captar. Tivemos 42 fundos de investimentos interessados e realizamos 80 reuniões literalmente iguais”, lembra Blay. “Recentemente, fizemos uma segunda rodada de captação e recebemos aporte da Redpoint e.ventures, fundo de investimento do Vale do Silício, na Califórnia, que está com o Itaú no Cubo”, acrescenta.

Integração entre sistemas

O mais difícil do processo foi convencer as seguradoras a apostar na Internet e integrar seus sistemas à plataforma da Minuto Seguros. O desafio foi vencido, em parte. As seguradoras só aceitaram fornecer online cotações, não fazer o processo todo de venda. “Não conseguimos fazer venda de seguro 100% online porque as grandes instituições às quais estamos vinculados só estão preparadas para fornecer cotações. Todos os demais processos acabam tendo um trabalho braçal burocrático, com a movimentação de uma grande quantidade de papéis e informações, o que acarreta muitos erros e deixa os clientes irritados”, relata o CEO.

Mas o ideal, salienta ele, é ter transações 100% online: “O mundo vai caminhar neste sentido. Mas seguimos com paciência, tentando convencer as seguradoras a quebrar barreiras para que se consiga ter uma estrutura mais enxuta e reduzir os custos”.

Atualmente, a Minuto Seguros possui uma estrutura composta por 150 posições de atendimento para vender seguro de automóvel, 60 para o pós-venda e algumas para vender seguros de outros ramos. Outras 90 pessoas atuam na área de marketing e muitos profissionais na área de tecnologia, já que a empresa prefere desenvolver em casa as soluções de que necessita.

Quanto ao potencial de negócios neste mercado e o perfil do cliente que está utilizando o serviço online, uma pesquisa revelou que 66% nunca teve seguro de carro; o mesmo percentual (66%) é casado; 70% é homem, com idade média de 37 anos; os carros segurados têm quatro anos de uso, em média. “Existem 45 milhões de veículos de passeio no país, e só um terço – ou seja, 15 milhões – possui seguro. É um mercado exponencial, com uma oportunidade gigantesca”, destaca Blay.

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