Menu

Automação de testes via webservices melhora qualidade dos serviços prestados aos clientes

A equipe do BRB responsável pelo projeto foi composta por Marcos Paulo Ilídio dos Santos, superintendente de Sistemas, Lígia Gabrielle de Almeida Coelho, gerente de Núcleo, e pelos gerentes de área Rogério Ribeiro de Matos, Augusto Ximenes de Souza, Vitor Tromin Nishi, Luis Henrique Lima de Siqueira Campos e Moacyr Albino Pinto Macedo. A equipe do BRB responsável pelo projeto foi composta por Marcos Paulo Ilídio dos Santos, superintendente de Sistemas, Lígia Gabrielle de Almeida Coelho, gerente de Núcleo, e pelos gerentes de área Rogério Ribeiro de Matos, Augusto Ximenes de Souza, Vitor Tromin Nishi, Luis Henrique Lima de Siqueira Campos e Moacyr Albino Pinto Macedo.

Com o projeto, BRB elimina testes manuais, melhorando a eficiência e reduzindo custos

Quando, em 2013, o Banco de Brasília (BRB) adquiriu um sistema integrado de barramento de serviços e orquestração de transações bancárias, denominado Banklink, com o propósito de dotar a instituição de uma ferramenta core de integração, não imaginou que o que era para ser uma solução se tornaria um problema.

Ao adquirir um software que suporta toda a automação bancária e que sofre constantes customizações, o banco ficou dependente da execução de testes manuais para garantir a qualidade das entregas. No entanto, devido à complexidade e dimensão do sistema, a execução de testes manuais tornou-se excessivamente onerosa e com baixa efetividade, configurando-se um pain point no processo de implantação do software em ambiente produtivo. 

“A dificuldade estava em testar algo que não possui uma interface com o usuário e identificar em um código tão acoplado a propagação de erros em cada alteração de versão. Outro ponto preocupante eram os impactos em produção, decorrentes de alterações de versão do Banklink sem a devida validação, já que a indisponibilidade do sistema pode inviabilizar um ou mais canais de atendimento do banco, bem como o funcionamento da automação bancária”, explica Marcos Paulo Ilídio dos Santos, superintendente de Sistemas do BRB no documento de inscrição do projeto. 

Diante deste cenário, a equipe de testes do banco propôs a adoção de uma solução de automação de testes via webservices que atendesse a necessidade de reduzir os impactos da troca de versões do Banklink na produção e o custo operacional dos processos de testes. Era necessário, ainda, prover os usuários responsáveis pelos testes e homologação de uma interface funcional que lhes permitisse controlar a execução dos testes e a massa de dados necessária para a sua realização, bem como verificar se as entregas estavam em conformidade com os requisitos propostos em edital. 

Foi, então, que nasceu o projeto “Automação de Testes para Integração Bancária”, vencedor do Prêmio eFinance 2016 na categoria “Integração Contínua”. Implantado em caráter piloto, o projeto teve como objetivo criar uma bateria de testes para cinco transações bancárias – Consulta de Saldo, Consulta de Extrato, Transferência Eletrônica, Pagamento Código de Barras e Pagamento Avulso – em duas frentes de atuação: uma na automação dos cenários de testes e a outra em uma interface para o usuário. 

Na primeira frente, foi utilizado o SoapUI, da SmartBear Software, uma ferramenta comercial de testes de webservices em sua versão gratuita; na outra, uma infraestrutura, disponibilizada pela equipe de arquitetura do banco, baseada nos softwares SVN (Versionamento), Jenkins (Integração Contínua) e Maven (Ferramenta de Automação Java). 

Economia de tempo e dinheiro

O resultado do projeto piloto – implantado em dezembro de 2015 e com última entrega em março deste ano – foi a extração de 355 casos de testes, tanto positivos quanto negativos, das cinco transações analisadas, em um tempo inferior a quinze minutos e uma economia aproximada de R$ 13.000,00 por bateria de teste, executada de forma automatizada. 

Anteriormente, os testes executados manualmente no Banklink ou nos canais de atendimento demandavam o uso de três recursos dedicados durante três semanas, para executar as cinco transações que foram automatizadas até o momento, inviabilizando a execução periódica dos testes manuais. 

Financeiramente, o projeto mostrou um retorno alto em um curto período de tempo, considerando um custo total de R$ 16.080,00, mensurado apenas em termos de uso de recursos humanos, ou seja, avaliado em horas de trabalho, já que não houve a necessidade de aquisição de softwares ou hardwares. 

Na parte de RH, houve uma melhora significativa na gestão dos recursos envolvidos no teste e homologação do sistema. A desoneração dos envolvidos é significativa e otimiza de forma considerável a capacidade, desempenho e satisfação das equipes. 

Do ponto de vista técnico, o projeto proporcionou uma alternativa eficaz e eficiente para validar o escopo de um sistema de missão crítica, que é o centralizador de todos os canais de atendimento da automação bancária. Essa eficiência aliada à criticidade do sistema garantiu um ganho inestimável de imagem ao BRB, bem como de satisfação dos clientes em relação à qualidade dos serviços prestados, devido à maior confiabilidade e disponibilidade resultantes de testes mais eficientes. 

“Garantir que este sistema atenda as necessidades funcionais e negociais dos canais e que ele tenha a disponibilidade, continuidade, segurança e capacidade previstas em edital é de suma importância para entregar valor ao cliente do BRB. O projeto resolve o gap existente na execução de testes e homologação do Banklink, visando à melhora contínua da percepção de valor dos serviços do banco pelo cliente e pelos usuários”, avalia Santos.

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes