Menu

Caixa e Artemisia anunciam as fintechs vencedoras do Desafio de Negócios de Impacto Social

Caixa e Artemisia anunciam as fintechs vencedoras do Desafio de Negócios de Impacto Social

PoupeMais, Jeitto, DimDim, QueroQuitar! e SmartMEI são as startups que sobressaíram

A primeira ação de inovação aberta integrada à política de responsabilidade socioambiental da Caixa chega à etapa final. O banco e a Artemisia anunciaram os vencedores do programa Desafio de Negócios de Impacto Social – Educação Financeira e Serviços Financeiros para Todos. As empresas PoupeMais, Jeitto, DimDim, QueroQuitar! e SmartMEI foram as que mais se destacaram entre as 460 startups mapeadas pelo programa.

As empresas selecionadas vão receber até R$ 200 mil cada para implementarem os produtos e serviços voltados ao público beneficiário, para validação de pilotos. A iniciativa priorizou negócios de impacto social que geram inclusão financeira e que atendem às necessidades da Caixa em aprimorar os serviços financeiros para clientes da base da pirâmide.

O programa Desafio de Negócios de Impacto Social – Educação Financeira e Serviços Financeiros para Todos selecionou empreendedores de negócios de impacto social que desenvolveram as soluções mais inovadoras do país em serviços financeiros para atender as reais necessidades da população de baixa renda brasileira.

Os selecionados passaram por uma rigorosa primeira etapa – realizada em março de 2017 –, na qual 15 empresas pré-selecionadas, entre 460 avaliadas, receberam um investimento inicial de R$ 15 mil reais do Fundo Socioambiental (FSA) CAIXA. Depois de aprimorar a solução com o valor recebido – e com as mentorias das equipes Artemisia e Caixa –, os empreendedores participaram de um Demo Day, evento no qual apresentaram as propostas de pilotos refinadas para uma banca avaliadora composta por especialistas da Caixa e de organizações do campo de impacto social. As empresas foram avaliadas em quatro critérios principais: sinergia com o Desafio, perfil do empreendedor e da equipe, modelo de negócio e potencial de impacto social.

A expectativa da Caixa e da Artemisia é que essas soluções sejam validadas diretamente com os clientes de baixa renda que integram os programas Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família para que, em médio prazo, os negócios sejam capazes de ampliar a educação e a inclusão financeira de milhares de pessoas de todo o Brasil.

O programa foi a primeira grande iniciativa de inovação aberta no Brasil com foco em serviços financeiros para a base da pirâmide, dando a oportunidade para que os empreendedores selecionados se aproximassem de uma organização referência no tema como a Caixa – que detém robusta expertise no que se refere ao público de menor renda –, e a Artemisia, organização pioneira no fomento de negócios de impacto social no Brasil.

A meta principal do programa é apoiar os empreendedores selecionados para que avançassem nas soluções – tendo a oportunidade de validar as suas propostas de piloto diretamente com o público beneficiário. Com isso, implementar soluções inovadoras e adequadas para impactar a vida de milhares de brasileiros.

Mudança de paradigma

O Desafio de Negócios de Impacto Social – Educação Financeira e Serviços Financeiros para Todos mostrou o alto potencial de impacto social representado por negócios que têm forte vocação para promover a inclusão financeira de milhares de pessoas da população de menor renda. O objetivo da iniciativa é mudar a realidade de muitos brasileiros por focar em um setor estruturante para a transformação do país via inclusão financeira.

Jean Benevides, gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da Caixa, acredita que os negócios selecionados irão melhorar o acesso da população de baixa renda a serviços bancários e incorporar a prática de planejamento financeiro entre esses brasileiros.

“A baixa educação financeira é uma barreira crítica para a maior inclusão financeira dessa população, bem como para a melhor utilização dos serviços bancários. Por isso, é preciso desenvolver serviços financeiros inovadores, mais acessíveis e adequados à realidade desses brasileiros. Por isso, estamos otimistas com os resultados da fase de pilotagem; temos convicção de que estamos investindo em soluções que impactarão de forma positiva uma população que já movimenta a economia brasileira, mas que ainda está, em grande parte, privada de acesso a serviços financeiros compatíveis com a sua realidade”, assinala ele.

A Caixa, prossegue o executivo, “tem esse compromisso de prover soluções em serviços e educação financeira que sejam sustentáveis e adequadas para esse segmento de clientes que é tão relevante para nós”. Ele acrescenta que a parceria marcou o pioneirismo do banco com a primeira ação de inovação aberta integrada à política de responsabilidade socioambiental, priorizando negócios de impacto social que atendam às necessidades da empresa em aprimorar os serviços financeiros para os clientes de baixa renda.

“Essa primeira iniciativa de inovação aberta conduzida pelo banco trouxe grandes aprendizados. À medida que buscávamos as respostas para as incertezas que permeiam um processo como esse – e foram muitas –, entendemos que para inovar é preciso arriscar; mas também é possível minimizar os riscos envolvendo pessoas-chave, ouvindo quem tem experiências para agregar e estar aberto a mudanças. Todo o processo até aqui foi muito rico, mas destaco o período de mentoria e aprofundamento das soluções, que envolveu especialistas da Caixa, da Artemisia e das startups. Respondendo às perguntas dos empreendedores, identificamos oportunidades de melhorias para os nossos próprios processos e fomos provocados a olhar para eles de forma inovadora”, assinala Jean Benevides.

O recurso de apoio ao projeto tem origem no Fundo Socioambiental Caixa, que destina até 2% do lucro líquido da empresa a ações e projetos de desenvolvimento integrado e sustentável voltados para a população de baixa renda, atuando em parceria com órgãos públicos e entidades privadas.

A carteira de projetos do FSA Caixa tem mais de R$ 110 milhões aplicados em 155 projetos, distribuídos por todo o país. O aporte do fundo também pode ser associado a doações e repasses de outros fundos – de entidades nacionais e internacionais – interessados em fomentar atividades e projetos socioambientais em parceria com a instituição.

Empreendedorismo transformador 

Na visão da Artemisia, esse programa foi um marco, um dos maiores da história da organização. “Como resultado, esperamos um alto impacto social por meio da inclusão e educação financeira de milhares de pessoas da população de menor renda. Acreditamos na vocação dessa iniciativa para, em médio/longo prazo, mudar a realidade de milhares de brasileiros, por focar em um setor estruturante para a transformação do país, que é o setor de serviços financeiros”, afirma Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia.

Na análise de Benevides, as startups selecionadas apontam que o mercado financeiro brasileiro passa por profundas mudanças estruturais. “Uma organização como a Caixa precisa estar alinhada às tendências de mercado e às necessidades dos clientes, promovendo inovações e melhorias nos serviços, exatamente o que as fintechs estão gerando”, afirma ele, acrescentando que o banco espera que a pilotagem a ser realizada pelas cinco startups selecionadas, durante os próximos seis meses, propicie a ampliação da bancarização da baixa renda no médio e longo prazos – ancorada na educação financeira e em produtos e serviços que atendam às necessidades dessa população.

“Esperamos, ainda, a elevação do nível de entendimento e utilização de canais remotos e digitais; que sejam gerados conhecimentos que propiciem a melhoria de processos e práticas internas e que haja fortalecimento do empreendedorismo no Brasil”, salienta.

Na prática, a Artemisia e a Caixa compartilham a visão de que a inclusão financeira se estabelece não apenas pela democratização do acesso, mas pelo uso eficiente de serviços financeiros por parte da população – especialmente pelas pessoas de baixa renda. Neste contexto, a Artemisia buscou empreendedores com real comprometimento com o impacto social e intenção genuína de mudar o Brasil para melhor; a proposta é ampliar o potencial desses negócios por meio do programa.

As fintechs selecionadas

o PoupeMais (São Paulo)

Negócio criado por Guilherme Lichand, Marcos Lopes e Rafael Vivolo, o PoupeMais oferece o serviço de envio de SMS com informações relevantes e sugestões de atividades do dia a dia, que se adaptam de acordo com as respostas do cliente, para apoiar um planejamento financeiro melhor, decisões de consumo consciente e tomada de crédito responsável. A meta é diminuir o risco de endividamento excessivo da baixa renda. http://www.mgovbrasil.com.br/pt/projeto/poupe-mais

o Jeitto (São Paulo)

A Jeitto provê limites de crédito de pequenos valores e curta duração para auxiliar no fluxo de caixa das contas pessoais, de forma conveniente e fácil. A fintech de crédito foi criada por Carlos Paes de Barros, Fernando Silva e João Domingos Lencioni Neto para prestar serviços por meio de uma plataforma baseada em aplicativos de smartphone. A solução representa a evolução do microcrédito tradicional ao oferecer empréstimos de até R$ 150, cobrando taxas fixas; o crédito só pode ser utilizado para o pagamento de contas de luz, água, gás e celular. O objetivo é ajudar o consumidor a “fechar o mês” sem recorrer a alternativas que possam comprometer a saúde financeira. http://www.jeitto.com.br/

DimDim (Curitiba)

Serviço de intermediação para pagamentos e cobranças entre usuários, a DimDim foi criada por Luis Roberto van den Berg, Gerson Mazer e Jean Felipe Thomaz. O negócio de impacto social está focado em solucionar o problema do “fiado” ao promover uma análise de crédito e meio de cobrança. A plataforma ajuda o comerciante a decidir se vende ou não a prazo, baseando-se em critérios de avaliação de outros comerciantes. Na prática, expande-se a rede de confiança de cada consumidor, juntando “os fiados” em uma única conta. http://usedimdim.com.br/dimdim/

QueroQuitar! (São Paulo)

Plataforma de renegociação de crédito que aborda o devedor de maneira positiva, a Quero Quitar! é uma iniciativa dos empreendedores Marc Antonio Lahoud, Alencastro Santos, Rafael Miranda e Artur Zular. A empresa faz com que a proposta de negociação venha do devedor, aumentando as taxas de recuperação e restabelecendo o mesmo ao papel de consumidor. A empresa pode ajudar milhões de pessoas endividadas a saírem do vermelho, recuperando o status de bons pagadores tendo novo acesso ao mercado de crédito e serviços financeiros. https://www.queroquitar.com.br/home

SmartMEI (São Paulo)

Criado por Carlos Henrique Dejavite Araújo e Marcello Picchi, o SmartMEI auxilia os microempreendedores individuais a lidar com todos os aspectos burocráticos de contribuição e de operação dos microempreendedores individuais. Oferece, ainda, um sistema de gestão de conta, contabilidade e meio de recebimento específico para MEIs. O site da startup é http://www.smartmei.com.br/. Ela pretende aumentar as chances de sucesso e ajudar o microempreendedor individual a empreender com mais qualidade, oferecendo meios para facilitar a organização básica da empresa e para que o usuário consiga entender como está a saúde financeira sem a necessidade de ter conhecimentos prévios sobre gestão.

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo
Info for bonus Review William Hill here.

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes