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Inflação segue contida pelos alimentos

Inflação segue contida pelos alimentos

Pelo andar da carruagem, o ano deve fechar com o IPCA próximo a 3%

Com queda de 0,25% (a terceira seguida), o grupo Alimentação e bebidas neutralizou parte do aumento de 4,42% da energia elétrica e de 3,30% no bujão de gás (GLP) e conteve a alta do IPCA-15, que serve da prévia da inflação de novembro em 0,32% (as projeções do mercado financeiro eram bem maiores, com os +0,39% do Bradesco). Para o mês cheio, a consultoria LCA projeta alta de 0,33%.

Pelo andar da carruagem, o ano deve fechar com o IPCA próximo a 3%. Se vai ficar abaixo de 3% (mínimo do piso da meta de inflação do BC - 4,50%, com limite de tolerância entre 3% e 6%, o que obrigaria o BC escrever carta ao Ministério da Fazenda justificando o fato, pela demora em baixar os juros desde o fim do ano passado, quando já se desenhava a superssafra agrícola, o que aprofundou a recessão e o desemprego que contêm o consumo) ou superar ligeiramente o piso, o cotejo entre preços da energia (incluindo a gasolina e o álcool, que pesam diretamente no IPCA) e de alimentos.

De acordo com o IBGE, na prévia do IPCA, o IPCA-15 (apurado até 15 de novembro) teve alta de 4,42% na energia elétrica, com impacto de 0,16 p.p. na taxa final de 0,32%, devido à vigência da nova tarifa da bandeira vermelha. Em Goiânia, que liderou a alta nas capitais com 1,52%, a energia subiu 21,21%! O GLP subiu 3,30% no país, com impacto de 0,04 p.p. no IPCA-15.

Se computarmos o impacto do reajuste de 1,53% na gasolina, no item Transoporte, com impacto de 0,06 p.p. no IPCA-15 e a alta de 2,78% no etanol (impacto de 0,03 p.p.), vemos que foi fundamental o papel da superssafra ao baratear os alimentos e bebidas para as famílias e trazer algum alento na renda familiar. Nos alimentos consumidos no domicílio, a queda chegou a 0,45% em novembro, segundo o IBGE. Já a alimentação fora de casa, influenciada pelo impacto da energia e do GLP e gás natural, teve alta média de 0,10%.

O papel da alimentação, onde artigos como feijão carioca, açúcar refinado, farinha de mandioca e ovos continuam em queda, acompanhados de altas moderadas nas carnes bovinas e baixas suaves em aves e suínos, tem extrapolado o simples peso nas despesas mensais das famílias. Para muitos trabalhadores que perderam emprego, a produção de quentinhas para venda em diversos bairros nas grandes cidades brasileiras se transformou em importante fonte de renda, para desespero dos donos de bares e restaurantes, a cada dia mais vazios.

 

 

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