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Projetos com “frameworks” de TI requerem alinhamento de toda a empresa

Projetos com “frameworks” de TI requerem alinhamento de toda a empresa

Cultura, estratégia de negócios e pessoas precisam ser consideradas nas implantações

Em que pese a forte onda de governança tecnológica que vem pautando o mercado desde o começo da década passada, a verdade é que existe ainda uma elevada taxa de insucesso na implementação de “frameworks” para gestão de TI, tais como o ITIL e o Cobit. Entre as causas básicas deste fenômeno, destaca-se, no âmbito das empresas, a ausência de um alinhamento geral, envolvendo todos os setores internos, na execução dos projetos.

Detalhando este diagnóstico, Alexandre Hernandes, responsável pela área de Shared Services e Projetos Estratégicos da Softtek no Brasil, observa que, muitas vezes, “a cultura e estratégia de negócios das organizações, além das pessoas que fazem parte da operação, não estão alinhadas com as propostas. Estes são fatores fundamentais e que devem ser respeitados para que se obtenha o sucesso”.

As companhias, prossegue ele, têm de entender que adotar um “framework” é o mesmo que potencializar as boas práticas para os processos internos. Dentro deste escopo, é vital a sintonização das propostas com os profissionais que executam as diretrizes e procedimentos.

Outro ponto lembrado pelo especialista é que nem sempre as empresas precisam abraçar todo o modelo de gestão e isso também deve ser avaliado. “Se uma situação é imposta e não é realizada a análise do contexto – estratégia e processos de negócios, por exemplo –, com certeza as taxas de insucesso e insatisfação tendem a ser mais altas”, adverte ele.

Por outro lado, a partir do momento em que se define que um “framework” será implantado, frisa Hernandes, é essencial contar com um profissional de “change management”, que é responsável por apoiar a todo o andamento do projeto e pelas transformações na cultura organizacional.

“Concretizar uma empreitada do gênero como modismo ou para satisfazer uma necessidade do mercado também pode trazer impactos negativos ou não esperados pela organização, sem atingir as mudanças efetivas na rentabilidade do negócio”, salienta o entrevistado.

Por isso mesmo, o executivo da Softtek recomenda que se pense primeiramente nas estratégias de negócio. Em segundo lugar, complementa ele, cabe desenhar os processos e, na sequência, passar para a real implementação e validação das práticas com os “frameworks” e guias de mercado.

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