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CFO assume papel mais estratégico, menos operacional

Ronaldo Amorim, Chief Financial Officer da Rentcars.com Ronaldo Amorim, Chief Financial Officer da Rentcars.com

Com novas atribuições, profissional se tornou um dos principais responsáveis pelo sucesso das empresas

Ronaldo Amorim (*)

De alguns anos para cá, o perfil do CFO (Chief Financial Officer) em uma empresa passou por mudanças radicais. Basta olhar para um passado não muito distante e ver que o diretor financeiro tinha um perfil muito mais voltado à controladoria, com postura sisuda e mais fechado a novas ideias. Pouco visto como solução, o CFO era mais tido como um burocrata com responsabilidades societárias e fiscais.

Hoje, no entanto, o perfil desse profissional tem mudado e está mais estratégico, com uma atuação cada vez mais próxima do CEO (Chief Executive Officer). O novo cenário do mundo corporativo, que foi profundamente impactado pela transformação digital, exige uma atuação versátil por parte do CFO, fazendo com que ele esteja muito mais presente nas decisões da companhia. Não basta apenas ser um bom controller e ter formação técnica. É preciso ser estratégico, ser capaz de encontrar caminhos novos e jogar junto com a organização.

Recentemente, a Accenture divulgou um estudo que mostra que mais de 80% dos CFOs estão identificando e assumindo esforços em áreas de novo valor em toda a empresa, como suas principais responsabilidades. Já 75% dos executivos afirmam que têm como meta impulsionar a transformação operacional em todo o negócio.

O estudo ainda identificou três temas que caracterizam esse momento fundamental na evolução da função financeira: digitalizar finanças e aproveitar o poder dos dados; liderar esforços para a digitalização dos negócios na agenda corporativa e desenvolver os futuros talentos da área.

Questões como Compliance e Governança Corporativa estão sendo levadas cada vez mais a sério dentro das empresas. Por conta disso, o papel do CFO evoluiu naturalmente de um especialista em números para um parceiro estratégico de trabalho do CEO, que impulsiona diretamente os resultados da companhia.

Na prática, agora o CFO precisa ter conhecimento sobre o desenvolvimento do produto da empresa, da estratégia de marketing e vendas, de crescimento e também estar por dentro da área de sucesso do cliente. Ou seja, ele precisa ser onipresente em todos os setores da companhia. Felizmente, muitas empresas bem-sucedidas no país já entenderam a importância dessa atuação estratégica.

Envolvimento nas decisões

A Rentcars.com é um ótimo exemplo. Hoje, atuo de forma generalista e suportando o CEO nas mais diversas decisões corporativas, e isso faz sentido porque de fato todos os movimentos têm impacto nas finanças da empresa. O mindset da empresa me permite estar diretamente envolvido nas decisões e me dá liberdade para mapear estratégias de expansão, de olho no futuro. Não é à toa que algumas correntes de especialistas de mercado interpretam a sigla CFO como Chief Future Officer, já que esse profissional é responsável direto pelos rumos das companhias.

Mas, para que o crescimento da empresa se concretize, é fundamental que o CFO controle as finanças de forma rígida. Só que o grande desafio agora é possuir as habilidades necessárias para encontrar os possíveis riscos que atrapalhem o crescimento da companhia e mitigá-los. O foco não é em custo, é em retorno.

O fato é que o novo CFO se tornou uma peça chave para entender como cada unidade de negócio funciona, e quais mudanças são necessárias. O futuro chegou e a empresa que não conseguir compreender essas mudanças perderá competividade.

(*) Chief Financial Officer da Rentcars.com, plataforma de comparação de preços e locação de veículos

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