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Internet das Coisas possibilita inovar relacionamentos com os clientes

Internet das Coisas possibilita inovar relacionamentos com os clientes

Ofertas de promoções customizadas podem ser aprimoradas com a tecnologia

Tirando proveito do caráter disruptivo do fenômeno Internet das Coisas (IoT - Internet of Things), já despontam no horizonte numerosas possibilidades de aplicações, com destaque para o aprimoramento das relações entre as organizações e seus clientes e a melhora da eficiência operacional. Neste quadro, o chamado Big Data Analytics poderá contribuir enormemente para potencializar a exploração deste novo ambiente.

Marco Santos, regional managing director Latam do Grupo GFT, pondera de início que o uso da IoT para o interfaceamento com usuários finais facilita a introdução de inovações. Ele cita uma possível utilização na área financeira: uma vez que o cliente tenha sua conta corrente e / ou seu cartão de crédito atrelados ao smartphone, seria interessante para os bancos terem dispositivos em shoppings, restaurantes, casas noturnas e locais próximos a grandes centros comerciais. Com isso, torna-se viável ofertar, por exemplo, promoções exclusivas para um dado consumidor no exato momento em que ele precise.

“Esta iniciativa é diferente de criar uma promoção em ‘sites’, onde provavelmente o cliente tenha que se cadastrar ou até mesmo se programar para visitar um restaurante numa data pré-determinada pelo estabelecimento. Se os correntistas já estiverem no local, o banco perceberia tal oportunidade e agregaria valor ao relacionamento ao disponibilizar promoções customizadas”, detalha o entrevistado.

Reforçando o desenho de aplicações, o emprego do Big Data Analytics possibilitaria explorar as potencialidades trazidas pela Internet das Coisas, ajudando a extrair valor das avalanches de dados não estruturados que circulam neste vasto ambiente.

O especialista do Grupo GFT sugere, a propósito, um outro exemplo de aplicação. Atualmente, quando um caixa eletrônico fica indisponível, situa ele, existe certa lentidão na reação do banco para corrigir tal problema, até porque, muitas vezes, a indisponibilidade não permite ao equipamento reportar a própria pane aos sistemas de monitoração.

“Se o banco se apoiasse em análises estatísticas de uso – efetuadas online, em tempo real e geolocalizadas nas máquinas –, seria possível identificar que, de repente, um conjunto de unidades está recebendo um pico de demanda inabitual, provavelmente porque outro caixa da mesma região está com problemas. Assim, a reação poderia ser mais ágil e rápida”, explica Santos.

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