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Mobilidade consolida-se e começa a gerar valor para as organizações

Wander Nogueira, gerente de Negócios da área de Business Consulting da Stefanini Wander Nogueira, gerente de Negócios da área de Business Consulting da Stefanini

Desenho de aplicações móveis vai se tornando estratégico no mundo corporativo

Dia após dia, o conceito de “empresa móvel” vem ganhando expressão no mundo corporativo, aplicando-se às organizações que colocam a mobilidade no centro de sua plataforma de TIC, seja para agilizar a operação interna, seja para melhorar o relacionamento com clientes e parceiros. Na prática, iniciativas nesta área já trazem valor real para os que incorporaram mais decididamente este recurso ao arsenal tecnológico.

“A força de trabalho móvel nas empresas continua a crescer e isto é um sinal de que elas estão começando a extrair os benefícios desta tendência“, observa, de início, Wander Nogueira, gerente de Negócios da área de Business Consulting da Stefanini.

Na América Latina, aponta o entrevistado, vive-se agora uma fase de amadurecimento do mercado, na qual as aplicações móveis começam a ser desenhadas como uma das principais estratégias das empresas. “É o crescimento de quatro grandes grupos que pressionam o uso de mobilidade: Força de Trabalho Móvel, Canal Móvel para os Clientes, BYOD (Bring Your Own Device) e Mobile Apps/BYOA (Bring Your Own Application)”, detalha ele.

No entanto, ressalva o especialista, para que os projetos neste terreno deixem de ser uma simples implantação oportunista de tecnologias específicas e passem a gerar efetivamente valor, há que se preencher um requisito essencial: “É preciso trabalhar em um planejamento apoiado em plataformas que ajudarão a TI a gerenciar o custo, a segurança e a complexidade do parque instalado de telecom, havendo completo alinhamento com os negócios”. 

Afinal, argumenta Nogueira, com o surgimento da “empresa móvel”, a dificuldade da gestão dos ativos aumenta drasticamente. Esta é, de acordo com ele, a segunda maior preocupação das companhias, vindo logo a seguir as questões relativas à segurança.

No que concerne especificamente à vertical bancária, os dados disponíveis revelam que o “Mobile banking” vem registrando um veloz crescimento em tempos recentes. O volume de transações por este veículo subiu, em média, 270% ao ano, entre 2009 e 2013, a maior taxa média anual entre todos os canais.

Diante deste números, caberia indagar se os bancos brasileiros estão de fato caminhando para se tornarem “organizações móveis”. A juízo do gerente da Stefanini, esta é a tendência concreta que se está delineando no horizonte. Porém, ele nota que o fator cultural ainda é um impeditivo para que as instituições financeiras se transfigurem efetivamente.

O amadurecimento dos correntistas em relação à mobilidade, pondera Wander Nogueira, é o mesmo processo de amadurecimento por que passou o Internet banking, lembrando que hoje uma parcela significativa dos clientes – mais de 60% -- acessa a Internet como seu canal preferencial. “Outro fator que terá importância é o número de ‘features’ disponíveis nos aplicativos móveis, que atualmente ainda é menor do que no canal Internet banking”, acrescenta ele.

 

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