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Sócio-diretor da Méthode prevê desaceleração profunda da economia

Sócio-diretor da Méthode prevê desaceleração profunda da economia

Banco Central não possui estratégia para debelar o foco inflacionário

 

Em 2015 o IPCA deverá se situar na faixa de 8,0% a 8,5%

A alta da inflação em março e o aumento do desemprego são alguns dos fatores que apontam para um desaquecimento profundo da economia, mesmo com o dólar se situando num patamar mais baixo. A opinião é de Adriano Gomes, sócio-diretor da Méthode Consultoria e professor do Curso de Administração da ESPM. “O próprio BC já relatou que em 2015 a inflação ultrapassará o limite superior. A instituição não possui uma estratégia clara para tentar debelar o foco inflacionário”, analisa.

No entender do executivo só há um caminho eficaz para a queda da inflação: o corte de despesas e dos desperdícios. “Ao invés disso, o que se observa é a mão do Estado sendo movimentada para o aumento da arrecadação, com o intuito de equilibrar o fluxo. Esta via, além de não resolver o problema de modo estrutural, colabora para o aumento ainda maisda inflação, porque impacta nos preços de toda economia”, argumenta.

A situação da economia é agravada com a falta de confiança dos empresários no governo. Prova disso, é que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu o menor patamar na série histórica. Desde março de 2014 esse importante indicador vem caindo sistematicamente. O ICEI-Brasil passou de 52,5 pontos em março de 2014 para 37,5 pontos em março de 2015, ou seja, houve uma queda de 15 pontos no intervalo de um ano. “Em economia confiança é o fator principal na lista de decisões de um empresário. Isto é, enquanto ele não enxergar condições objetivas no ambiente econômico, social, político e jurídico não fará investimentos para produção”, argumenta Gomes.

O sócio-diretor da Méthode Consultoria está alinhado à maioria dos analistas. Acredita que em 2015 o IPCA deverá se situar na faixa de 8,0% a 8,5%. Alimentação e bebidas, habitação e transporte são os elementos principais que impactarão na renda das famílias. “As famílias de baixa renda serão as mais prejudicadas”, assinala.

Diante desse cenário, falta otimismo também por parte dos consumidores brasileiros. “A confiança desse público hoje é menor de toda a série histórica iniciada em 2005, atingindo 85,4 pontos em fevereiro de 2014. Ou seja, é inferior, até mesmo ao período turbulento de 2008”, comenta Gomes.

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