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Número de operações de fusões e aquisições cresce pelo terceiro ano consecutivo

Número de operações de fusões e aquisições cresce pelo terceiro ano consecutivo

Levantamento da Anbima mostra que negócios somaram R$ 138,4 bilhões em 2017. A maior parte das transações anunciadas envolveu a compra de empresas brasileiras por estrangeiras.

Em 2017, os anúncios de fusões e aquisições, ofertas públicas de aquisições de ações (OPAs) e reestruturações societárias avançaram pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 143 operações. De acordo com boletim da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as transações somaram R$ 138,4 bilhões, com recuo de 22,8% em relação ao ano anterior, quando foram apurados R$ 179,21 bilhões.

"Acompanhamos nos últimos anos uma retomada consistente no número de operações, o que demonstra que o cenário está aquecido para as movimentações das empresas. É importante atentar que a maior parte dos negócios de 2017 levantou volumes abaixo dos R$ 500 milhões, sendo que apenas um ultrapassou a marca de R$ 10 bilhões", afirma Dimas Megna, coordenador do Subcomitê de Fusões e Aquisições da Anbima. "As oportunidades são os fatores preponderantes nesse mercado", completa.

Em 2017, pelo quarto ano consecutivo, a maior parte das operações anunciadas envolveu a compra de empresas brasileiras por estrangeiras. As transações movimentaram R$ 63,6 bilhões e responderam por 46% do volume do ano. As companhias europeias se destacaram, com 51% de participação, impactadas pelos dois maiores negócios do ano passado, da Eldorado Brasil Celulose com a Paper Excellence (da Holanda), e da Petrobras (Campo Roncador) com a Statoil (da Noruega). Na sequência, o segundo maior volume de 2017 envolveu transações entre empresas brasileiras, com 37,5%, percentual acima da média dos últimos cinco anos, de 29,4%.

Em linha com os anos anteriores, a maior parte das operações de 2017 teve como finalidade a aquisição de controle de companhias, com participação de 80,2%. As fusões e aquisições destinadas à compra de participação minoritária e à incorporação responderam por, respectivamente, 10,4% e 9,4%.

Entre os setores que lideraram os anúncios de fusões e aquisições em 2017, destaque para energia elétrica, com volume de R$ 24,58 bilhões, representando 17,8% do total, em 17 operações. Dois negócios do segmento de papel e celulose movimentaram R$ 15,31 bilhões, o segundo maior montante (11,1%). As empresas financeiras, de alimentos e bebidas, de indústria e comércio e de petróleo e gás aparecem em seguida, com volumes e participações similares: R$ 13,72 bilhões (9,9%), R$ 12,95 bilhões (9,4%), R$ 12,21 bilhões (8,8%) e R$ 11,91 (8,6%), respectivamente.

Além da compra de participação da Eldorado Brasil Celulose pela Paper Excellence, no valor de R$ 15 bilhões, e da venda do Campo Roncador, pela Petrobras, para a Statoil, que totalizou R$ 9,5 bilhões, o ano de 2017 foi marcado ainda pela reestruturação da Vale, que movimentou R$ 7,4 bilhões. Entre as principais operações, também estão a compra da participação minoritária da XP pelo Itaú Unibanco, por R$ 6,3 bilhões, e a incorporação da Elektro pela Neoenergia, por R$ 6 bilhões.

Confira o boletim completo no site da ANBIMA.

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