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Caixa tem lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões em 2017

Caixa tem lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões em 2017

Desempenho foi 202% superior ao de 2016. Resultado recorrente atinge R$ 8,6 bilhões, alta de 106,9% em 12 meses

Em 2017, a Caixa alcançou lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, 202,6% superior ao registrado em 2016. O lucro líquido recorrente totalizou R$ 8,6 bilhões, alta de 106,9% em 12 meses, e também superou o melhor resultado já alcançado pelo banco. Esse resultado gerou retorno sobre o patrimônio líquido recorrente de 12,9%, crescimento de 6,3 p.p. em 12 meses.

O resultado operacional recorrente alcançou R$ 10,4 bilhões em 2017, avanço de 157,1% em 12 meses, influenciado pelo crescimento da margem financeira em 14,1%, pela redução nas despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) em 4,2%, pelo avanço nas receitas com prestação de serviços em 11,5% e pelo controle das despesas administrativas e de pessoal.

O índice de inadimplência encerrou o ano com redução de 0,6 p.p em 12 meses, alcançando 2,25%, significativamente abaixo da média de mercado, de 3,25%, influenciado pela estratégia de melhoria da gestão de riscos da Caixa.

Ao final de 2017, a carteira de crédito do banco alcançou saldo de R$ 706,3 bilhões, apresentando leve redução de 0,4% em 12 meses, e manutenção da participação de mercado em 22,4%. Esse desempenho ocorreu devido à retração de 15,3% na carteira comercial e foi compensado pelo crescimento de 6,3% das operações de habitação e 5,2% das operações de saneamento e infraestrutura. Essas evoluções estão em linha com o Plano de Capital da Empresa.

Em dezembro, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, avanço de 1,9% em 12 meses, com destaque para os ativos próprios, que totalizaram R$ 1,3 trilhão, aumento de 0,4% em 12 meses. O retorno recorrente sobre o ativo avançou 0,3 p.p. em 12 meses, totalizando 0,7% no final do ano.

Prestação de serviços

As receitas com prestação de serviços cresceram 11,5% em 2017, totalizando R$ 25,0 bilhões. Os principais destaques foram as receitas de conta corrente, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 31,0%, 21,7% e 7,4% em 12 meses.

As outras despesas administrativas recuaram 2,3% em 12 meses, totalizando R$ 11,9 bilhões. Foi a primeira vez na história do banco em que ações de eficiência geraram redução dessas despesas entre os exercícios.

As despesas de pessoal alcançaram R$ 22,4 bilhões no ano, avanço de 6,6% em 12 meses, impactadas pelo acordo coletivo e pelos planos de demissão voluntária, que geraram despesas não recorrentes de R$ 863,0 milhões, com o desligamento de 7 mil empregados.

Com esse desempenho, o índice de eficiência operacional recorrente alcançou 49,8%, melhora 2,3 p.p. em 12 meses. O índice de cobertura de despesas administrativas alcançou 72,9%, melhora de 5,3 p.p, e o índice de cobertura de despesa de pessoal somou 111,6%, avanço de 4,8 p.p. em 12 meses.

A fim de cumprir os requerimentos mínimos de capital, conforme exigências do Acordo de Basileia III, a Caixa tem implementado medidas para reforço da sua estrutura de capital, como a redução de despesas, ajuste dos processos de alocação de capital, utilização da métrica do Retorno Ajustado ao Risco no Capital (RAROC) para gestão da carteira de crédito, e disseminação da cultura de risco, entre outras.

Com isso, o índice de Basileia atingiu 17,7%. O índice de Capital Principal e o de Nível I marcaram 11,2%, mantendo-se acima do mínimo exigido de 6,0% e 7,5%, respectivamente. Os Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) totalizaram R$ 529,5 bilhões em dezembro de 2017, redução de R$ 44,6 bilhões. O patrimônio líquido avançou 12,2% em 12 meses, e atingiu R$ 71,4 bilhões.

A carteira imobiliária alcançou saldo de R$ 431,7 bilhões, aumento de 6,3% em 12 meses. Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) representam R$ 237,6 bilhões. As operações de crédito com recursos da Caixa (SBPE) apresentam saldo de R$ 194,1 bilhões. A instituição ganhou 2,1 p.p. de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança, com 69% de participação.

O saldo da carteira de saneamento e infraestrutura alcançou R$ 82,7 bilhões em dezembro, alta de 5,2% em 12 meses. Esse segmento continua a ser estratégico para o banco por contribuir para o avanço no desenvolvimento econômico do País, gerando emprego e renda.

Benefícios sociais

Em 2017, foram pagos cerca de 158,4 milhões de benefícios sociais, correspondendo a R$ 28,7 bilhões. Somente o Bolsa Família pagou cerca de 153,8 milhões de benefícios no período, totalizando R$ 27,8 bilhões.

Em relação aos programas voltados ao trabalhador, a Caixa foi responsável por realizar 292,3 milhões de pagamentos de benefícios, que totalizaram R$ 313,7 bilhões, entre eles o Seguro-Desemprego, Abono Salarial e PIS, que corresponderam a R$ 52,0 bilhões.

O banco também realizou 71,7 milhões de pagamentos de aposentadorias e pensões a beneficiários do INSS, que totalizaram R$ 94,7 bilhões.

A arrecadação do FGTS atingiu R$ 123,5 bilhões e os saques, R$ 166,9 bilhões, incluindo R$ 44 bilhões de saques das contas inativas.

Pela primeira vez, em 2017, metade do lucro alcançado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2016 foi creditado nas contas dos trabalhadores. Foram distribuídos o total de R$ 7,3 bilhões para 88 milhões de trabalhadores.

A remuneração do FGTS em 2016 alcançou 7,14% e foi superior aos principais índices de inflação, sendo o IPCA 6,28% e o INPC 6,58%.

Após a apuração final do Resultado de 2017, metade do lucro será novamente distribuído aos trabalhadores.

Ao final de dezembro, a Caixa possuía 88 milhões de correntistas e poupadores, dos quais 85,3 milhões de pessoas físicas e 2,7 milhões de pessoas jurídicas.

A rede do banco detém 56,9 mil pontos de atendimento. São 4,2 mil agências e postos de atendimento, 22,7 mil correspondentes CAIXA Aqui e lotéricos, e 30 mil máquinas distribuídas nos postos e salas de autoatendimento em todo o país.

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